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| Artigo publicado no jornal santista A Tribuna, na coluna Tribuna Livre, em 31 de março de 1964. |
A VERDADEIRA SEDE DO DOPS-SANTOS
Aqui há diversidade: Jornalismo, Literatura (minha e alheia), História (ditadura militar),Língua Portuguesa, Linguística, Saúde (Lúpus), Música, Cinema, Esportes, Santos FC, Cidade de Santos, Porto de Santos, Natureza e mais. Na base de tudo, o pensamento do escritor argentino Ernesto Sábato: ''Na vida, tudo pede paixão''. Quanto a direitos autorais, não reproduza textos, fotos e vídeos sem autorização. Mesmo autorizado, cite meu nome como autora e o blog - Lei 9.610/98.
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| Artigo publicado no jornal santista A Tribuna, na coluna Tribuna Livre, em 31 de março de 1964. |
A VERDADEIRA SEDE DO DOPS-SANTOS
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| Para assistir, clique aqui. |
Os 60 anos do golpe militar e a perseguição aos trabalhadores do Porto, organizados em sindicatos. Esse foi o tema de mais uma entrevista que concedi este ano e foi ao ar em 14 de setembro de 2024 no programa Porto e Baixada, veiculado pela Thathy TV - Band Litoral e também no canal da emissora no Youtube. Trato desse assunto no meu próximo livro sobre a ditadura no Porto de Santos. Para assistir e conhecer um pouco mais sobre esse tema histórico e tão importante, clique no link: https://youtu.be/UfUw_Wd8DyY.
A equipe que me entrevistou foi a Naihara Carvalho - Naih Oliveira Carvalho (produção), Rafael Roncarati (cinegrafista) e Gabriel Ursini (produção e operação de drone). No roteiro e edição final, André Rittes; edição, Renan Sposito; apresentação, Felipe Folli; e direção, Ari Brito.
Lídia Maria de Melo
O Brasil está de volta à civilidade.![]() |
| Povo ocupa a Praça dos Três Poderes Foto de Warley Andrade/Agência Brasil - EBC |
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| Já com a faixa presidencial, Lula e os representantes do povo acena para a multidão Foto de Tânia Rego/Agência Brasil - EBC |
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| A catadora Aline Souza coloca a faixa presidencial no presidente Lula. Foto de Tomaz Silva/Agência Brasil - EBC |
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| O nadador Francisco Carlos, de 10 anos, foi um dos escolhidos para entregar a faixa a Lula. Foto de Tomaz Silva/Agência Brasil - EBC |
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| Fotografei a assinatura de Pelé em uma placa da empresa dele exposta na Rua Bittencourt, em Santos. |
| Imagem de Pelé, exposta no Memorial das Conquistas, na sede do Estádio Urbano Caldeira, na Vila Belmiro, sede do Santos Futebol Clube, time onde Pelé jogou de 1956 a 1974. |
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| Eu e Pelé em 5 de fevereiro de 2003 na antiga sede da TV Tribuna em São Vicente. Nesse dia eu o entrevistei e fotografei. |
A novela acabou, mas o #Pantanal continua no Centro_Oeste do Brasil, com toda sua diversidade, precisando de proteção. Um lugar raro, que encanta a todos que tiveram ou têm o privilégio de tocar seu solo, de sentir suas águas, conviver com a variedade de animais de asas, nadadeiras, quatro patas, ou rastejantes que lá habitam, ou passam na arribação. Há 28 anos, estive no Pantanal. E ele nunca mais saiu de mim. Fiz reportagem para o jornal A Tribuna, de Santos, onde eu trabalhei como repórter, subeditora e editora, durante 23 anos, de 1988 a 2011. Mais abaixo, deixo o link da minha postagem de 2019, aqui no blog, para você ver os recortes do jornal e muitas fotos que fiz durante a viagem. Acesse, depois destas fotos a seguir.
(1) Celestino Prudêncio da Silva, ex-onceiro, que passou a se dedicar à proteção de #onças;
Lídia Maria de Melo
As imagens estão soterradas sob 20 anos, mas nunca nos esqueceremos daquele dia.
Meu relato sobre 11 de setembro de 2001 está registrado neste link. Clique:
https://lidiamariademelo.blogspot.com/2011/09/ataques-de-11-de-setembro-de-2001-onde.html
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| Caderno Especial do jornal A Tribuna, de Santos, em 6 de março de 2001. |
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| Foto de Adalberto Marques de 8 de outubro de 1994 mostra Bruno Covas, aos 14 anos (de boné), ao lado da avó, dona Lila, do avô, Mário Covas, do irmão, Gustavo, e da mãe, Renata Covas Lopes. |
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| Reprodução do Correio Braziliense 23/01/1990 |
15 Anos da Morte de Ayrton Senna
1º de maio de 1994 foi um dia triste. Amanheceu como tantos outros domingos, com transmissão da corrida de Fórmula 1 pela Rede Globo de Televisão, sob a narração de Galvão Bueno. O dia anterior havia sido um sábado de treino preocupante no GP de San Marino, em Imola, na Itália. O austríaco Roland Ratzenberger, de 34 anos, morrera na Curva Villeneuve. Rubens Barrichello já havia sofrido um acidente sério na sexta-feira, mas escapara ileso. O brasileiro Ayrton Senna, o ídolo mundial da Fórmula 1, visitara Barrichello e fora ver de perto a curva que provocara a morte do austríaco. Dera entrevistas, falara sobre a segurança, chegara a pensar em não correr, mas no domingo estava lá em sua Williams/Renault.
Quando acordei naquela manhã, liguei a TV. Senna era favorito. Aumentei o volume da televisão e abri levemente a porta do quarto de minha irmã, para que ela acordasse com o barulho e fosse acompanhar na sala a competição. Mas uma coisa me chamou a atenção, Galvão Bueno narrava a corrida sem mencionar o nome de Senna. Achei estranho e pensei: ''será que ele parou?'' Mas no dia anterior já havia tido uma morte e a corrida estava envolta em preocupação. Não demorou muito para minha irmã chegar à sala e perguntar: ''Cadê o Senna?''.
De repente, Galvão Bueno voltou a falar nele. Foi aí que soubemos do acidente que já havia acontecido na Curva Tamburello. As imagens mostravam que o carro daquele que era considerado um dos maiores ídolos da Fórmula 1 não curvara para a esquerda, seguira reto e batera direto a mais de 300 Km/hora no muro de concreto. A coluna de direção havia partido. Ele tirou o pé do acelerador, pisou no freio, mas não houve jeito de evitar o choque, que jogou seu carro de volta para trás e provocou um tranco em seu cérebro. As imagens da Globo mostraram quando seu corpo tremera no carro já parado. Parecia que ali ele dava os suspiros finais. Galvão Bueno não escondia a preocupação e o mundo parou para acompanhar o que se passava no Hospital Maggiore, em Bolonha, para onde o piloto de 34 anos fora levado.
Foram horas de apreensão até que às 13h40, o repórter Roberto Cabrini entrou ao vivo para anunciar, com a voz embargada, que Ayrton Senna da Silva acabara de morrer. De repente, o mundo silenciou. Eu estava de plantão no jornal naquele dia. Ia entrar por volta das 15 horas. Saí de casa e percebi que as ruas estavam desertas. Havia um luto no ar. Ninguém falava. Quem ainda dirigia não buzinava. Na Redação do jornal, o clima não era diferente. Jornalistas gostam de notícias e se enchem de adrenalina quando um fato mais sério rompe a rotina naturalmente agitada. Mas aquela notícia ninguém queria dar. O silêncio enlutado predominava também no jornal A Tribuna, de Santos.
O resto da história todo mundo acompanhou pelos jornais, televisão e rádio. Não era ainda a época da internet, mas Senna globalizava a competição. Depois de sua morte, muita gente, como eu, deixou de assistir às corridas, porque a F1 perdeu a graça.
Uma imagem de que sempre me lembro quando falo nisso é do francês Alain Prost, o maior rival de Senna nas pistas, segurando uma das alças do caixão, em São Paulo. De Ayrton Senna, restaram inúmeras imagens e lembranças nas pistas, principalmente quando ele venceu em Interlagos e chegou gritando e agitando a bandeira do Brasil, quando, acabada a corrida, ele explicava com simplicidade o que acontecera com o motor, em tal curva, com determinada marcha... Era competente na direção e com as palavras. Tinha carisma e talento. Era um campeão.
Até hoje, ainda é difícil acreditar que que ele não existe mais a não ser nas lembranças, nas memórias e na história da Fórmula 1.
#ondevoceestavaquandoayrtonsennamorreu
#ayrtonsenna
Na sexta-feira, dia 9, a jornalista Cristina Guedes, em sua coluna do jornal A Tribuna, de Santos, deu uma nota sobre meu novo livro, a respeito da ditadura militar, que devo lançar em dois ou três meses.
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| Jornal da Tarde de 1.3.1985, capa de Rodrigo Mesquita |
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| A Tribuna (Santos) de 18.12.1984 Reportagem de Manuel Alves Fernandes e Lane Valiengo |
LÍDIA MARIA DE MELO
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| Artigo foi publicado no jornal A Tribuna, de Santos, em 30 de agosto de 2020, na página Marcas da Pandemia. |
Somos mortais. Uma espécie de marca d’água
biológica atesta nossa finitude. Ainda assim, encaramos a morte como uma
abstração. Algo para o futuro, que é sempre um tempo distante. A morte presente
e concreta é a dos outros. Esse mecanismo de defesa deve ter sido o jeito que a
natureza encontrou para nos livrar de uma eterna angústia.
Então, surge a covid-19. De
supetão, a nova doença reafirma a verdade absoluta: somos realmente efêmeros! O
fim pode ser daqui a pouco. E o inimigo não usa foice, nem capuz. Sequer expõe
sua face. Tampouco lembra o macabro corvo do poema de Edgar Allan Poe, que repete
insistente: nunca mais! É um ser mil vezes mais fino que um fio de cabelo. Um
vírus que zomba dos limites de nossos olhos. Pode estar em qualquer lugar e nos
tomar de assalto, como numa brincadeira de esconde-esconde.
É claro que há pessoas que
desdenham, não se importam, ignoram as normas de segurança, são imunes à dor
alheia. Essas não têm empatia, palavra um tanto batida, mas que nomeia uma habilidade ausente em egoístas e sociopatas.
A Organização Mundial da Saúde
decretou a pandemia em 11 de março deste estranho 2020, ano em que o mundo se
tornou, de fato, a aldeia global prevista por McLuhan e testemunhou descobertas
linguísticas curiosas. Quarentena, por exemplo, designa um período que pode
durar 14 dias, seis meses ou alguns anos. O produto eficaz para esterilizar as
mãos, além de água e sabão, pode ser álcool gel ou álcool em gel.
Tanto faz. Ainda não há regra exata. Importante é ser 70%.
Em 13 de março, dei aula
presencial na universidade. No dia seguinte, fomos informados de que
migraríamos para mediação digital. Rapidamente, superamos os desafios, com
vídeos, podcasts, e-books, conversas pelo celular e computador. Virei
professora remota. Até uma revista, eu e meus alunos produzimos e editamos à
distância nas aulas de Jornalismo. Os benefícios da tecnologia se inseriram na
maioria das áreas.
Tornei-me assídua fotógrafa da Lua e do pôr do Sol, além de atenta observadora do mar e do crescimento das orquídeas cultivadas por minha mãe no terraço do apartamento. Estamos juntas em reclusão, mas temos saudade dos membros da família apartados de nós. Diariamente, sem eles, saboreamos, com remorsos, a comida que ela faz. Se ela imaginasse que o distanciamento seria tão longo, teria proposto que ficássemos um a um sob suas asas.
Permanecer em casa não é um
problema, principalmente, para quem, como nós, sempre passou muitas horas fora
dela, devido ao trabalho. Agora, o trabalho ocupa um considerável espaço em
nosso lar. Problema é perder a liberdade, por imposição de um vírus. É viver
com medo. Por nós e por quem amamos.
As notícias sobre as milhares de mortes
me fazem sofrer. As chamas na Amazônia e no Pantanal machucam o pedaço
tupi-guarani de meu DNA. A boiada que pisoteia as leis de proteção
ambiental e de reservas indígenas agride minha alma.
Cuido do corpo e da mente, mas não
consigo tocar violão, nem cantar. Até compus uma nova canção, mas só a
Literatura, que leio e escrevo, consegue me socorrer.
Rezo todos os dias. Peço pelos
meus, por mim, pelos cientistas. A ciência é nossa única tábua de salvação. Somos
efêmeros, finitos, mortais, mas ainda é cedo para morrer. Meu sonho de consumo
é a vacina. Até que ela chegue, sigo a receita: máscara, água e sabão, álcool em
gel e isolamento. Por ora, como Sherazade, diante das ameaças do sultão
Shariar, n’As Mil e Uma Noites, só precisamos nos manter vivos.
.............................................................
(Artigo publicado originalmente no jornal A Tribuna, na edição de 30 de agosto de 2020, na página Marcas da Pandemia)
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| Há 36 anos, Adélia Prado autografou para mim o livro Os Componentes da Banda. |
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| A dedicatória data de 21 de julho de 1984. |
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| Entrevista com Adélia Prado e análise de sua obra estão em reportagem que publiquei no jornal A Tribuna em 3 de novembro de 1990. |