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segunda-feira, 2 de janeiro de 2023

Santos homenageia Pelé em queima de fogos nas praias, à luz da Lua, na chegada de 2023

Lídia Maria de Melo


Na noite do Revéillon, a cidade de Santos homenageou o Rei Pelé, pouco antes da queima de fogos iniciada à meia-noite do dia 31 de dezembro de 2022, abrindo o ano de 2023. A duração foi de 14 minutos.
Já a homenagem ao Rei do Futebol e Atleta do Século XX, que faleceu erm 29 de dezembro de 2022, foi realizada na Praia do Gonzaga, por uma equipe da Prefeitura de Santos, que utilizou 80 drones. 
Como o vídeo mostra, em fotos, houve uma animação no céu, sob a luz do luar.  Milhares de pessoas acompanharam da areia das praias. 
Primeiramente, apareceram pontos de luz formando três corações, numa referência à cidade mineira onde, em 23 de outubro de 1940, nasceu Edson Arantes do Nascimento, filho de Celeste Arantes do Nascimento (nascida em 20 de novembro de 1922) e  Antônio Ramos do Nascimento (o jogador Dondinho, nascido em 2 de doutubro de 1917 e falecido em 16 de novembro de 1996).
Na sequência da homenagem, os drones projetaram no céu de Santos o distintivo do Santos Futebol Clube, time da Vila Belmiro, ode Pelé jogou de 1956 a 1974. 
Depois, aparecem dois garotos jogando bola. Um deles é Pelé, que chuta três bolas, mantidas iluminadas. 
Na próxima imagem, uma das pernas do menino transforma-se no número 1, que, ao lado das três bolas, ajuda a formar a imagem de 1000, simbolizando os mil gols completados por Pelé em 19 de novembro de 1969, no Estádio Mário Fuilho, o famoso Maracanã, em uma partida entre o Santos e Vasco, válida pelo Torneio Roberto Gomes Pedrosa. 
O gol de número 1.000 Pelé dedicou às crianças brasileiras. 
O goleiro do Vasco, que não conseguiu evitar o milésimo gol, foi o argentino Edgardo Andrada, falecido aos 80 anos, em 3 de setembro de 2019, e que, segundo a revista IstoÉ, mais tarde, atuou como agente da ditadura da Argentina (1976-1983).
A próxima projeção da homenagem é Pelé beijando uma taça, seguida pela comemoração tradicional dele, saltando e dando o conhecido soco no ar. 
Em seguida, surge a assinatura de Pelé. 
A última imagem mostra a assinatura ao lado de um coração. 
A multidão, então, ovaciona o ídolo que se consagrou como um dos maiores esportistas do mundo. 
Só então, começa a queima de fogos, marcando a entrada de 2023.
O Atleta do Século XX faleceu em 29 de dezembro de 2022, no Hospital Albert Einstein, na cidade de São Paulo, começou a ser velado no gramado do Estádio Urbano Caldeira, sede do Santos Futebol Clube, na Vila Belmiro, na cidade de Santos, às 10 horas de 2 de janeiro de 2023. 
Às 10 horas de 3 da janeiro de 2023, o caixão de Pelé será transportado em caminhão do Corpo de Bombeiros plas ruas de Santos, para que possa passar em frente à casa de dona Celeste, no Canal 6, no bairro da Ponta da Praia.
O sepultamento do atleta, que também jogou no Cosmos, de Nova York, marcou 1.282 gols na carreira e foi tricampeão em Copas do Mundo, será realizado no Memorial Necrópole Ecumênica. 
Em 5 de fevereiro de 2004, tive a oportunidade de entrevistar Pelé, para um livro que estava escrevendo (Rosinha Viegas, A Garra de Uma Leoa). A entrevista foi realizada em uma sala da sede antiga da TV Tribuna, então localizada na cidade de São Vicente, na Rua Antônio Emmerich. 
Na emissora, ele estava gravando um comercial, junto com seu barbeiro, Didi. 
Além da entrevista, eu o fotografei. Ele concedeu autógrafo em uma camiseta do Santos, de número 10, para meu sobrinho. Também fez uma foto comigo, com a mão em meu ombro, muito sorridente. O fotógrafo que registrou esse momento foi o uruguaio Walter Cabrera. 


Fotografei a assinatura de Pelé
em uma placa da empresa dele
exposta na Rua Bittencourt, em Santos.


Imagem de Pelé, exposta no Memorial das Conquistas,
na sede do Estádio Urbano Caldeira, na Vila Belmiro, sede
do Santos Futebol Clube, time onde Pelé jogou
de 1956 a 1974.

Eu e Pelé em 5 de fevereiro de 2003
na antiga sede da TV Tribuna
em São Vicente.
Nesse dia eu o entrevistei e fotografei.

 
Leia mais em: 

                         Pelé, 80 anos 
                         

                         De placa, mas não é gol.

quinta-feira, 29 de dezembro de 2022

Copa do Mundo inspira a composição do poema Gol

Revista Úrsula publica meu artigo "De Garrincha e Pelé a Messi e Mbappé, as lições do futebol"

Lídia Maria de Melo
 

Não testemunhei o grande feito da Seleção Brasileira de Futebol, em 1958, na Suécia. Nasci às vésperas da Copa que revelou ao mundo a genialidade de Garrincha e o talento do menino Pelé. Porém, desde que comecei a me entender por gente, ouvia minha mãe e meu pai  cantarolarem a canção que embalou essa primeira conquista rumo à posse definitiva da Jules Rimet: "A taça do mundo é nossa/ com os brasileiros/ não há quem possa/ ê eta esquadrão de ouro/ é bom no samba/ é bom no couro". 

Essa é a abertura  de meu artigo De Garrincha e Pelé  a Messi e Mbappé, as lições do futebol, que foi publicado, no dia 18 de dezembro, na Revista Úrsula, no encarte especial intitulado Sob a Sombra das Chuteiras. A publicação coincidiu com o encerramento da Copa do Mundo de Futebol de 2022, realizada no Catar (Qatar). 


No artigo, traço um panorama das Copas do Mundo de Futebol, a partir de 1958, resgatando informações e memórias a respeito de cada campeonato até 2022.  Para acessar diretamente meu artigo, clique aqui no link
Se desejar acessar todos os artigos (o meu e o de outros autores) do encarte, guiando-se pelos títulos, clique aqui.

Aqui neste blog, há alguns textos que publiquei durante outras edições da Copa do Mundo de Futebol, realizada a cada quatro anos. Para ler, acesse o menu no alto da página e clique em "Futebol". Ao final da primeira página de postagens, aparecerá a indicação "Postagens mais antigas". Clique e leia mais artigos. 

No dia 18 de dezembro, a final do campeonato mundial foi entre a Seleção da Argentina, de Messi, e a Seleção da França, de Mbappé. Nessa data, o mundo teve a oportunidade de testemunhar uma das mais brilhantes partidas da história das Copas do Mundo. No tempo regulamentar, o jogo terminou empatado em 2x2. Na prorrogação, cada seleção marcou mais um gol, perfazendo o placar de 3x3. Com esse resultado, as duas equipes enfrentaram-se nos pênaltis. Argentina  converteu 4, enquanto a França só acertou 2, perdeu 1 (com chute para fora) e o goleiro argentino defendeu 1. 

Dessa forma, a Seleção de Messi tornou-se a campeã de 2022, consagrando o tricampeonato, após 34 anos do bi. A Seleção de Mbappé também jogou muito. A diferença é que os argentinos entraram em campo com um jogador a mais: a apaixonada torcida, que permaneceu o tempo inteiro conectada com a seleção. 


Reprodução do encarte especial da edição número 7 da 
 Revista Úrsula, editada por Duanne Ribeiro.
                                           

sábado, 1 de maio de 2021

O dia em que Ayrton Senna morreu

 

Reprodução do Correio Braziliense
 23/01/1990

Onde você estava quando Ayrton Senna morreu?
Impossível esquecer o que ocorreu naquele fatídico dia 1º de maio de 1994. 
De repente, o mundo silenciou. Eu estava de plantão no jornal naquele dia. Ia entrar por volta das 15 horas. Saí de casa e percebi que as ruas estavam desertas. Havia um luto no ar. Ninguém falava. Quem ainda dirigia não buzinava. Na Redação do jornal, o clima não era diferente. Jornalistas gostam de notícias e se enchem de adrenalina quando um fato mais sério rompe a rotina naturalmente agitada. Mas aquela notícia ninguém queria dar. O silêncio enlutado predominava também no jornal A Tribuna, de Santos.
Quando fez  15 anos da morte desse ídolo da Fórmula 1, que conquistou o mundo inteiro, escrevi um texto sobre as memórias daquele fato. 
Republiquei em 2010, quando se anunciava a estreia do documentário Senna.
Hoje, 27 anos depois, retorno àquele texto, pois a história é a mesma e as lembranças não mudaram.
Quer ler a postagem original? Basta clicar no link:
 https://lidiamariademelo.blogspot.com/2010/11/ayrton-senna-o-eterno-idolo-da-formula.html
Se não der, eu republico abaixo:

                               15 Anos da Morte de Ayrton Senna

1º de maio de 1994 foi um dia triste. Amanheceu como tantos outros domingos, com transmissão da corrida de Fórmula 1 pela Rede Globo de Televisão, sob a narração de Galvão Bueno. O dia anterior havia sido um sábado de treino preocupante no GP de San Marino, em Imola, na Itália. O austríaco Roland Ratzenberger, de 34 anos, morrera na Curva Villeneuve. Rubens Barrichello já havia sofrido um acidente sério na sexta-feira, mas escapara ileso. O brasileiro Ayrton Senna, o ídolo mundial da Fórmula 1, visitara Barrichello e fora ver de perto a curva que provocara a morte do austríaco. Dera entrevistas, falara sobre a segurança, chegara a pensar em não correr, mas no domingo estava lá em sua Williams/Renault.
Quando acordei naquela manhã, liguei a TV. Senna era favorito. Aumentei o volume da televisão e abri levemente a porta do quarto de minha irmã, para que ela acordasse com o barulho e fosse acompanhar na sala a competição. Mas uma coisa me chamou a atenção, Galvão Bueno narrava a corrida sem mencionar o nome de Senna. Achei estranho e pensei: ''será que ele parou?'' Mas no dia anterior já havia tido uma morte e a corrida estava envolta em preocupação. Não demorou muito para minha irmã chegar à sala e perguntar: ''Cadê o Senna?''.
De repente, Galvão Bueno voltou a falar nele. Foi aí que soubemos do acidente que já havia acontecido na Curva Tamburello. As imagens mostravam que o carro daquele que era considerado um dos maiores ídolos da Fórmula 1 não curvara para a esquerda, seguira reto e batera direto a mais de 300 Km/hora no muro de concreto. A coluna de direção havia partido. Ele tirou o pé do acelerador, pisou no freio, mas não houve jeito de evitar o choque, que jogou seu carro de volta para trás e provocou um tranco em seu cérebro. As imagens da Globo mostraram quando seu corpo tremera no carro já parado. Parecia que ali ele dava os suspiros finais. Galvão Bueno não escondia a preocupação e o mundo parou para acompanhar o que se passava no Hospital Maggiore, em Bolonha, para onde o piloto de 34 anos fora levado.
Foram horas de apreensão até que às 13h40, o repórter Roberto Cabrini entrou ao vivo para anunciar, com a voz embargada, que Ayrton Senna da Silva acabara de morrer. De repente, o mundo silenciou. Eu estava de plantão no jornal naquele dia. Ia entrar por volta das 15 horas. Saí de casa e percebi que as ruas estavam desertas. Havia um luto no ar. Ninguém falava. Quem ainda dirigia não buzinava. Na Redação do jornal, o clima não era diferente. Jornalistas gostam de notícias e se enchem de adrenalina quando um fato mais sério rompe a rotina naturalmente agitada. Mas aquela notícia ninguém queria dar. O silêncio enlutado predominava também no jornal A Tribuna, de Santos.
O resto da história todo mundo acompanhou pelos jornais, televisão e rádio. Não era ainda a época da internet, mas Senna globalizava a competição. Depois de sua morte, muita gente, como eu, deixou de assistir às corridas, porque a F1 perdeu a graça.
Uma imagem de que sempre me lembro quando falo nisso é do francês Alain Prost, o maior rival de Senna nas pistas, segurando uma das alças do caixão, em São Paulo. De Ayrton Senna, restaram inúmeras imagens e lembranças nas pistas, principalmente quando ele venceu em Interlagos e chegou gritando e agitando a bandeira do Brasil, quando, acabada a corrida, ele explicava com simplicidade o que acontecera com o motor, em tal curva, com determinada marcha... Era competente na direção e com as palavras. Tinha carisma e talento. Era um campeão.
Até hoje, ainda é difícil acreditar que que ele não existe mais a não ser nas lembranças, nas memórias e na história da Fórmula 1.

#ondevoceestavaquandoayrtonsennamorreu
#ayrtonsenna

terça-feira, 21 de maio de 2019

Niki Lauda, um tricampeão. Nas pistas e na vida

Niki Lauda - Reprodução
Lídia Maria de Melo
Acabo de saber da morte de Niki Lauda, corredor de Fórmula 1 dos tempos em que eu, garota, acompanhava essa modalidade esportiva. (Depois da morte de Ayrton Senna, em 1994, abandonei a F1). 

Lauda era um dos maiores adversários de James Hunt. Um ídolo. 
Mas do que mais me lembro é do acidente em 1976, que o deixou gravemente queimado. 
O brasileiro Emerson Fittipaldi ajudou a tirá-lo das chamas, mas não a tempo de evitar que o rosto de Niki ficasse totalmente deformado. 
Mesmo assim, Niki Lauda seguiu em frente. 
Em 1986, uma brasileira de Curitiba, Cristina Lopes Afonso, teve grande parte do corpo queimado pelo próprio namorado, um médico enciumado. 
A história dela, que hoje é vereadora em Goiânia, ganhou repercussão internacional, tamanha a violência. 
Niki Lauda ajudou-a a se tratar fora do Brasil. 
Hoje, Niki Lauda morreu em Viena, sua cidade natal, aos 70 anos. Um tricampeão! Nas pistas e na vida.

quinta-feira, 4 de abril de 2019

E se fosse comigo?

Texto e Foto de Lídia Maria de Melo

Em 4 de outubro de 2008, um sábado, escrevi o seguinte texto que publiquei em meu antigo blog:
Uma bicicleta acorrentada a um poste de esquina, sob chuva torrencial, atraiu minha atenção numa madrugada de anos atrás. Na rua, não havia ninguém, além de mim, protegida pela couraça de meu automóvel com vidro filmado. Não sei por que a gente tem essa ilusão de que o para-brisa escurecido nos põe a salvo.
Por onde andaria o dono da bicicleta? A tempestade teria motivado o abandono do veículo naquela calçada? Ou algo de ruim sucedera?
Não sei por que me preocupar com uma pessoa desconhecida. Mas essa sempre foi a minha natureza. Não, por curiosidade. Por preocupação mesmo. Deve ser muito triste esperar por alguém em casa e esse alguém não chegar, nem dar notícias.
Uma vez, numa manhã de inverno (1996, 1997 ou 1998), eu andava na praia e testemunhei a morte súbita de um atleta. Ventava muito e estava nublado. Meus olhos lacrimejavam. A areia fina impregnava aflitivamente entre os dentes. Tudo estava deserto. Era possível contar os que caminhavam ou corriam.
Uns passos depois de chegar, olhei para trás  e avistei um pequeno círculo de pessoas perto do mar. Retornei. E, antes que eu alcançasse o local, uma viatura do Corpo de Bombeiros estacionou. Vi quando o corpo de um homem foi coberto com pano branco. Ele vestia shorts de atleta, tinha pernas musculosas e calçava tênis. Era alguém que estava correndo e de repente caiu sem vida na areia. Pedi para ver seu rosto. Isso era importante, porque ele não carregava documentos, mas apenas uma chave. Não reconheci sua fisionomia, mas percebi que o boné era dos chamados atletas de Cristo.
Corri até um telefone público e liguei a cobrar para casa. Pedi a minha irmã, uma triatleta, que avisasse um casal que coordenava uma equipe de corredores. Com sorte, eles poderiam identificá-lo. Estava aflita com a possibilidade de que alguém o estivesse esperando em casa.
Infelizmente, esse receio se confirmou. O rapaz tinha 35 anos e era maratonista. Viúvo, morava com a mãe e a única filha de 9 anos. A menina aguardava, com coleguinhas, que o pai retornasse, para orientá-los em um trabalho de escola. Foi muito difícil dar a notícia para a família.
Mesmo sem poder tê-lo ajudado naquele instante final, senti um alívio por estar ali e ter tomado a iniciativa de procurar alguém que o conhecesse. Consegui evitar que ele fosse levado ao Instituto Médico Legal como indigente e que seus parentes tivessem que peregrinar, horas ou dias, até obter alguma informação sobre seu paradeiro.
Fiz por ele e por sua família apenas o que eu gostaria que fizessem por mim e pelos meus.
Quando a gente se põe no lugar do outro, dá para sentir sua dor e sabe exatamente como deve proceder.

quarta-feira, 27 de junho de 2018

Jornal alemão contrasta clima de 2014 e 2018 para noticiar a eliminação da Seleção da Alemanha

Reprodução da primeira página de 2014 e da edição de hoje

Lídia Maria de Melo
O imponderável aconteceu.
A Seleção da Alemanha, que conquistou o tetracampeonato na Copa do Brasil, foi eliminada hoje da Copa da Rússia, ainda na fase de grupos. A equipe comandada por Joachim Löw não conseguiu marcar nenhum gol diante da Coreia do Sul, que converteu dois, embora não tivesse mais chances de classificação para as oitavas de final.
O fato foi noticiado pelo jornal alemão Bild, de maneira intertextual.
O tabloide repetiu, na edição de hoje, a capa de quatro anos atrás.
Quando a Alemanha venceu o Brasil por 7x1, em 2014, colocou na primeira página Toni Kroos comemorando. Sobre a imagem, a manchete: "Sem Palavras".
Hoje, a foto mostrou o mesmo Kroos. Só que cabisbaixo. A manchete foi a mesma: "Sem Palavras". Pois é, a Copa da Rússia tem nos mostrado que o futebol, como a vida, é uma gangorra. Em um instante, estamos nas alturas. Em outro, com os pés no chão. E vice-versa.

terça-feira, 26 de junho de 2018

Com gol de Messi e de Rojo, Argentina reage e desclassifica Nigéria, apesar de Moses ter marcado

                                                                               Lídia Maria de Melo
Foto de Monica Yanakiew/Agência Brasil - 26/6/18 Buenos Aires
Copa da Rússia: torcida no jogo entre Argentina e Nigéria 
Hoje, a Seleção da Nigéria repetiu o que aconteceu em 1994 , na Copa do Mundo de Futebol nos Estados Unidos, e 2010, na Copa da África do Sul.
Já escrevi várias vezes sobre isso (clique no link no final do texto).
Em 1994, a Nigéria, cujo elenco também é chamado de Os Águias, disputava com a Itália uma vaga nas oitavas de final.
Eu estava no shopping Miramar, em Santos, e acompanhei o jogo pelo telão.
Vencendo por 1x0, a Nigéria dava ‘olé’ na Itália, que apresentava um péssimo preparo físico.
No finalzinho do jogo, o craque Roberto Baggio roubou a bola quase no meio do campo e disparou em direção ao gol. Empatou aos 43 min. Houve prorrogação e outro Baggio, o Dino, marcou para a Itália.
Resultado: por ingenuidade, a Nigéria voltou para casa. Já a Itália chegou até a final, perdendo para o Brasil, que conquistou o tetracampeonato.
Em 2010, a Nigéria ganhava por 2x1 da Coreia do Sul e poderia se classificar. O time voava em campo, mas permitiu a reação sul-coreana. Com o empate de 2x2, em função do resultado de Grécia e Argentina, Os Águias perderam a vaga.
Hoje, 26 de junho de 2018, a história se repetiu em São Petersburgo, na Rússia. Na partida em que enfrentou a Argentina, por uma vaga nas oitavas de final, Messi abriu o placar para a Argentina. Depois, após uma falta de Mascherano, Moses empata para a Nigéria, na cobrança do pênalti. No final da partida, aos 40 minutos do segundo tempo, o zagueiro Marcos Rojo colocou a Argentina na frente outra vez.
Embora tenha feito uma partida de igual para igual, a Nigéria perdeu a vaga. 
Moral da História, com campeões, é preciso malícia. 


TORCIDA
Nesse drama vivido em dois tempos, a torcida argentina teve um papel fundamental. Foi em procissão até o estádio, ocupando as ruas e cantando a todo pulmão. Dentro do estádio, entoou o hino e canções que empurraram o time desorganizado para a vitória. Foi de arrepiar.
A quilômetros da Rússia, nas ruas argentinas, o clima não era diferente.
Essa energia irmanada deu certo. Argentina segue em frente na Copa do Mundo da Fifa, na Rússia.

Clique aqui, para ler a matéria publicada neste blog em 23 de junho de 2010 e em 22 de junho de 2006, sobre a desclassificação da Nigéria em outras copas do mundo.

  

domingo, 17 de junho de 2018

México surpreende e vence a campeã Alemanha. Árbitro mexicano erra e leva Brasil ao empate

Lídia Maria de Melo (fotos e texto)
Equipe do México hospedou-se em Santos na Copa de 2014
Torci muito para a Seleção do México, que hoje venceu a campeã do mundo Alemanha, por 1x0, na Copa da Rússia. O estádio Lujniki, em Moscou, vibrou desde a execução do hino mexicano.
Pelo som que chegou das arquibancadas, dava para perceber que os torcedores do México compareceram em peso.
Torcida, no entanto, não ganha jogo. Jogadores, sim. E quem tem um goleiro chamado Guillermo Ochoa não passa apuro. Nossa! Quanta defesa linda e eficiente. Isso não é surpresa. Na Copa do Brasil, em 2014, ele já deu espetáculo e foi escolhido o melhor jogador em campo na partida contra o Brasil, que teve placar 0x0.
Naquela Copa, a Seleção do México ficou hospedada em Santos e treinou no centro do Santos Futebol Clube. Este blog registrou o fato. Reveja aqui.
A Seleção da Alemanha desta Copa da Rússia não é a mesma da Copa do Brasil. Isso ficou patente, não apenas pelos nomes dos jogadores, mas também pelo resultado do jogo contra o México. Mesmo assim, as duas equipes jogaram muito bem. Fizeram um jogo vibrante e bem disputado pelas duas equipes. Digno de uma final de campeonato.
A minha torcida nada teve a ver com o 7x1 que a Alemanha deu no Brasil em 2014, em Belo Horizonte. É que gosto muito do México, desde que em 1970 assisti ao Brasil ser tricampeão no Estádio Azteca, na Cidade do México. O público torceu fervorosamente pela Seleção Brasileira.
Os torcedores que inventaram a Ola nos estádios e o Olé merecem minha reverência.
Hoje, no entanto, um mexicano me deixou bravíssima. O árbitro que apitou a partida entre a Seleção do Brasil e a Seleção da Suíça, em Rostov-on-Don.
Falem o que quiserem, mas jogar daquele jeito dos suíços, puxando os jogadores pela camisa, principalmente Neymar, não é uma mostra de competência. 
Voltando ao árbitro, o mexicano César Ramos deixou de dar cartão amarelo em lances flagrantemente faltosos, como aquele em que o capitão suíço Stephan Lichtsteiner puxou Neymar pela camisa e derrubou-o no meio do campo. Somente aos 31 minutos do primeiro tempo, depois de repetir a puxada de camisa, Lichtsteiner recebeu um amarelo. Parecia que o juiz não queria ver o óbvio.
Depois, foi uma sequência de falhas da arbitragem. Uma, no lance que resultou no gol da Suíça, quando Miranda foi empurrado e as imagens mostram muito bem, e outra, no episódio do pênalti em cima de Gabriel Jesus.
O resultado foi de 1 x 1, mas o gol suíço deveria ter sido anulado e o pênalti poderia ter resultado em gol brasileiro. Assim, as falhas do mexicano interferiram no placar do jogo.
Essas falhas, no entanto, não têm desculpas, porque o árbitro de vídeo poderia ter ajudado a solucionar as questões. Houve má vontade de César Ramos. Persona non grata.
Esta Copa do Mundo não está sendo muito fácil para as equipes campeãs do mundo. Argentina passou apuros diante da Islândia (1 x 1). Alemanha perdeu para o México (1 x 0). Brasil empatou com a Suíça (1 x 1). Será que a Rússia, que fez 5 gols em cima da Arábia Saudita, vai ser campeã?

quarta-feira, 13 de junho de 2018

A um dia da abertura da Copa do Mundo da Rússia, blog é acessado de Moscou e de Rostov-on-Don


Lídia Maria de Melo

A Copa do Mundo de Futebol da Rússia começa amanhã.  Hoje, este blog recebeu a visita de um internauta de Rostov-on-Don.
No próximo domingo, dia 17, a Seleção Brasileira, que está hospedada em Sochi, estreará no certame, enfrentando a equipe da Suíça, justamente na Arena Rostov, em Rostov-on-Don.
Nesse estádio, cuja figurinha eu ainda não tenho em meu álbum da Panini, vão ser realizadas quatro partidas da fase de grupos e uma de oitavas-de-final.
Rostov-on-Don é uma cidade localizada a mais de mil quilômetros de de Moscou, com um milhão de habitantes. Tornou-se um centro tecnológico e industrial da Rússia.
O internauta que visitou o Blog da Lídia Maria de Melo, mas não deixou nenhuma mensagem, talvez estivesse pesquisando sobre Santos, sobre Neymar, sobre o Santos Futebol Clube, por isso, passou por este espaço.
Além dele, um outro visitante de Moscou também acessou este espaço, conforme mostra o mapa do blog. Veja na foto, na relação de locais, marcados com a bandeira, e no mapa, os pontos indicados pelas setas pretas no alto.

sábado, 4 de março de 2017

Aloha! Canoas havaianas partem de Santos para o 14.º Desafio Volta à Ilha de Santo Amaro

Lídia Maria de Melo
Antes da largada, equipes rezaram e soltaram gritos de guerra e aloha
(texto e fotos)
Hoje de manhã, levei minhas sandálias havaianas para assistirem à largada do 14.º Desafio Volta à Ilha de Santo Amaro de Canoas Havaianas, na Praia da Aparecida, em frente ao Colégio Escolástica Rosa, em Santos.
Os canoístas foram para o mar às 10 horas, depois que cada equipe deu seu grito de guerra e todos os participantes, de mãos dadas, formaram um círculo, rezaram em silêncio e, por fim, soltaram em uníssono um "aloha", saudação do povo havaiano, que tem significado de "amor", "afeto", "paz", "compaixão", "misericórdia" ou, simplesmente, "olá" e "tchau".
31 equipes participam do Desafio Volta à Ilha de Santo Amaro

Largada na Praia da Aparecida, em Santos
Durante a partida, o Porto de Santos permaneceu fechado. As embarcações de grande porte, como os navios, não puderam entrar ou sair do canal portuário, para permitir a passagem das canoas de 31 equipes participantes, além dos barcos e caiaques de apoio. 
As equipes são procedentes de vários estados brasileiros (Bahia tem cinco grupos) e de países estrangeiros, como Chile e Argentina. A prova inclui categoria masculina, feminina, mista e máster.
Largada na Praia da Aparecida, em Santos
O percurso da prova tem 75 Km, com trechos de mar e rio. Cada equipe é formada por nove atletas. Seis permanecem remando na canoa e três ficam em barco de apoio, para fazerem  revezamento com os remadores. A troca de atletas é realizada com as embarcações em movimento. As remadas são ininterruptas.
Ponto de partida e chegada, Praia da Aparecida
Depois da largada na Praia da Aparecida, as canoas seguiram costeando a Ilha de Santo Amaro, passando pelas praias de Guarujá, até conseguirem alcançar o Canal de Bertioga, depois o Canal do Estuário, no Porto de Santos, e, por fim, encerrarem no ponto de partida, em Santos.
A competição é organizada pelo canoísta Fábio Paiva e conta com um extenso rol de patrocinadores.
Durante a largada, uma cena chamou a atenção. Enquanto os canoístas desafiavam as ondas com remadas incessantes, na areia da praia, sob um sol já bastante forte, o ultramaratonista Valmir Nunes arrastava outros atletas para a corrida. Cada qual com seu esporte.
Ultramaratonista Valmir Nunes, sem camisa.

Outro ponto que não passou despercebido foi o uso de drones na cobertura da competição. Ainda na  na faixa de areia, o locutor chegou a advertir para o risco de acidente entre os equipamentos.
Na foto abaixo, é possível ver um dos drones.
Drone (dentro do círculo laranja) acompanha a largada

Fábio Paiva
O organizador do Desafio Volta à Ilha de Santo Amaro, o canoísta e multimedalhista Fábio Paiva, é introdutor da canoagem oceânica no Brasil.
Eu o conheci, profissionalmente, em 1990, quando o entrevistei para o jornal A Tribuna, de Santos, onde atuei por 23 anos, de 1988 a 2011, como repórter, subeditora e editora, e para o qual ainda colaboro esporadicamente.
Paiva, que também é engenheiro, havia projetado caiaques para dois fotógrafos publicitários, Vito D´Aléssio e Renato Dutra, que participaram da expedição pioneira batizada de Projeto Xingu, em 1989. As embarcações de fibra de vidro e resina de poliéster foram desenhadas e construídas na oficina Opium Competition Ltda., que na época Paiva mantinha no Bairro do Paquetá, em Santos.
Minha reportagem sobre o Projeto Xingu saiu publicada na edição de 8 de janeiro de 1990. Veja reprodução abaixo:

Fábio Paiva desenhou e construiu os caiaques
usados no expedição Projeto Xingu





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domingo, 21 de agosto de 2016

Ao fazer Olimpíada impecável, Rio de Janeiro deu tapa com luvas de pelica no preconceito

Vista do Morro do Pão de Açúcar e seus bondinhos
Vista do Pão de Açúcar e do Corcovado, ao fundo,
na Baía da Guanabara
Lídia Maria de Melo
Ainda vou escrever uma postagem mais consistente sobre a Olimpíada Rio 2016.
A simpatia e a competência do velocista jamaicano Usain Bolt, as conquistas do nadador norte-americano Michael Phelps e da ginasta Simone Biles, a ausência do nadador brasileiro César Cielo, recordista dos 50 metros livres, o talento das jogadoras brasileiras de futebol feminino e a necessidade de patrocínio e mais espaço nos veículos de  jornalismo esportivo, a questão dos atletas que integram o projeto das Forças Armadas, o papelão do nadador Ryan Lochte, as vaias e o choro do francês do salto com vara, as invenções do jornalista do Le Monde em relação às declarações do técnico   francês, a cobertura jornalística antes e depois da
cerimônia de abertura da Olimpíada, o sucesso do tenista Guga Kuerten como comentarista da TV Globo, a eficiência da ginasta Daiane dos Santos nos comentários sobre a ginástica artística, o exorcismo do 7x1 de 2010, o desempenho de Neymar, a serenidade do treinador Rodrigo Micale...
Esses e muitos outros temas poderiam ser alvos de postagens sobre os Jogos Olímpicos do Rio. Hoje, porém, quando estou gripada e ainda curto a ressaca da conquista da Medalha de Ouro pela Seleção Brasileira de Futebol sobre a Seleção da Alemanha, só quero dizer que o Brasil deu um tapa com luva de pelica em todos os preconceituosos (imprensa e países estrangeiros e imprensa brasileira) que duvidavam da capacidade da cidade do Rio de Janeiro para realizar a Olimpíada 2016.
No ano de 2009, quando houve a escolha da Cidade Maravilhosa como sede destes Jogos Olímpicos, cheguei a fazer uma postagem comentando o desdém de Madri, ao ser anunciado o nome do vencedor, o município do Rio.
Hoje, está confirmado: deu tudo certo.
Na verdade, já sabíamos. Porém, brasileiro parece mesmo ter complexo de vira-latas. Precisa que outros digam que somos capazes.
Não é necessário que nos digam.
O Brasil tem defeitos, mas suas qualidades são infinitas também.
Nós sabemos disto. Está na hora de nos orgulhar mais de nossas potencialidades. Sem ufanismo, mas com altivez, como fazem os atletas olímpicos. Cada um que disputa uma modalidade esportiva sabe do que é capaz e do que não é. Somente os que têm autoconfiança, empenho e determinação alcançam o topo do pódio.
Obrigada, Rio de Janeiro. Mesmo com todos os seus problemas, mais uma vez você mereceu o título de Cidade Maravilhosa.
Não fui ao Rio. Acompanhei os jogos pela televisão. Porém, tive a oportunidade de acompanhar a passagem da Tocha Olímpica por Santos no dia 22 de julho. Fiquei feliz por ter feito parte desse momento da história das Olimpíadas.

sábado, 30 de julho de 2016

Olimpíada também gera empregos e aquece o setor hoteleiro. Por que tanta crítica?

Há pessoas que cultivam o hábito de reclamar dos feriados brasileiros. Porém, elas se esquecem de que os setores de hotéis, restaurantes e entretenimento têm o maior fluxo de caixa durante as férias e os feriados.
Criticam também o Carnaval e a Olimpíada do Rio, mas não enxergam que empregos são gerados com esses eventos e o setor turístico (hotéis, restaurantes, entretenimento) lucra bastante.
A área de transportes também não fica atrás. Depende da movimentação maior de turistas internos e externos.
Não consigo entender! Parece que torcem contra o Brasil.
É certo que temos problemas, mas não podemos permanecer estagnados e não atuar em circuitos diversos.
Outra coisa: não é verdade que em outros países não existem tantos feriados como no Brasil. 
Em 2014, o Uol publicou um quadro com um ranking que derruba esse mito de que nosso País tem feriados demais.
Dá vontade de mandar esse pessoal ir catar coquinho.

domingo, 24 de julho de 2016

Tocha Olímpica em Santos, emoção para sempre

22 de julho de 2016.
Esperei duas horas (das 11h50 às 13h45) para ver a Tocha Olímpica em Santos, mas valeu a pena.
Uma emoção! Principalmente, porque se trata de um símbolo de união entre os povos.

Na orla da praia, pude testemunhar o chamado "beijo olímpico" ou "beijo da chama", que é o momento em que uma tocha encontra-se com outra e a acende.  


Depois de ter passado pelas cidades de Praia Grande e São Vicente, onde passeou de teleférico e voou de paraglider, chegou a Santos, no bairro do José Menino. De lá, seguiu pelo Canal 1 até a Vila Belmiro, no Estádio Urbano Caldeira, do Santos Futebol Clube. Na sequência, foi levada pelo Canal 2 novamente até a orla da praia.  


Acompanhei-a da Fonte dos Sapos, entre os canais 5 e 6, até o Aquário Municipal, na Ponta da Praia. Dali, seguiu para Guarujá, pelo mar, de catraia, nas mãos do surfista Mineirinho. 
Foi uma manhã de festa, ao som de aplausos, ovações, bandas escolares, carro de som, buzinas. 



Pena não ter acompanhado o trecho próximo ao Canal 2, onde uma integrante da Força Nacional carregou a tocha e seus companheiros cantaram "Minha vida é andar por este País/ pra ver se um dia descanso feliz", a  exemplo do que ocorreu em Fortaleza.
Quando essa moça passou a tocha para Cidão Mello, ex-jogador da Seleção de Vôlei, todo o grupo da Força Nacional se juntou e fez uma foto, comemorando.
Cidão, por sua vez, incluiu na última hora uma passagem por um trecho do jardim da orla. 
No final da tarde, a Tocha Olímpica retornou de Guarujá para Santos, em um cortejo de  canoas havaianas, nas mãos do canoísta Fábio Paiva. (Clique no vídeo abaixo, para assistir).

O revezamento continuou em outros bairros da cidade de Santos, como o Valongo, onde está o Museu Pelé. Ali, houve a participação do Atleta do Século.
Depois de andar de bondinho pelo Centro Histórico, a tocha foi levada por atletas olímpicos até a Praia do Gonzaga, onde o ex-jogador Pepe, do Quinteto Mágico do Santos (Dorval, Mengálvio, Coutinho, Pelé e Pepe) acendeu a Pira.
Foi um espetáculo inesquecível.
Uma imagem para permanecer eternamente na memória.

Reveja aqui o vídeo dirigido por Fernando Meirelles e apresentado pelo Brasil na candidatura pela realização da Olimpíada de 2016.

terça-feira, 12 de julho de 2016

Cassius Clay, para sempre um campeão

Nascido em 17 de janeiro de 1942, nos Estados Unidos, Cassius Clay, ou Muhammad Ali, morreu no dia 3 de junho deste ano em seu país.
Parece tarde, mas não é, para prestar minha reverência pública ao grande ídolo de minha infância.
Ídolo que citei na página 23 de meu livro "Raul Soares, Um Navio Tatuado em Nós".
O pugilista afro-americano foi um homem de atitude. Preferiu cumprir 5 anos de prisão, perder o título de campeão do mundo e o cinturão de ouro, a ter de matar ou morrer na Guerra do Vietnã. 
Meu pai o admirava extremamente por esse ato e por outras posições políticas que assumiu ao longo de sua vida.
Tornou-se um verdadeiro herói. Um super-herói.
Descanse em paz, campeão! Seu nome está gravado na História.
Na página 23 de meu livro "Raul Soares, Um Navio Tatuado em Nós",
cito a admiração de meu pai por Cassius Clay. 


sábado, 21 de junho de 2014

Santos abraça a Seleção do México como os mexicanos fizeram em 1970


Hoje, fui até o bairro do Gonzaga, em Santos, para fotografar as bolas e as chuteiras que estão na Praça das Bandeiras, em homenagem às seleções do México e da Costa Rica. Ambas estão hospedadas em Santos e treinando em campos locais, principalmente nos gramados do Santos Futebol Clube, na Vila Belmiro. 
De repente, surge um batedor da PM com sua sirene ligada na Avenida Presidente Wilson, na orla da Praia do Gonzaga. 
Logo atrás, o ônibus da Seleção do México. Atravessei a Avenida Presidente Wilson, que chamamos de avenida da praia, e juntei-me à multidão que se aglomerava em frente ao Parque Balneário Hotel. 
Foi uma bela recepção que fez jus à que os mexicanos deram à Seleção Brasileira na Copa de 1970.
Fotografei até um jornalista de uma TV mexicana.

Por sinal, hoje faz 44 anos da final da Copa do México-70.
Em 21 de junho de 1970, o Brasil venceu a Itália por 4 a 1, com gols de Pelé, Gérson, Jairzinho e Carlos Alberto. O italiano Bonisegna fez 1 para seu país. A peleja foi no Estádio Azteca na Cidade do México. Clique  nas fotos para ampliar.



Jornalista da TV Mexicana Multimeios



















 Quanto à conquista da Taça Jules Rimet pela Seleção Brasileira no México em 1970, a imprensa retratou o feito desta maneira:

Última Hora faz referência à
 posse definitiva da taça






quinta-feira, 19 de junho de 2014

Futebol é xadrez

Se formos observar,
jogo de futebol
é uma partida de xadrez
em movimento.

terça-feira, 17 de junho de 2014

Brasil e México nos jornais.
Copa do Mundo de Futebol

O duelo entre Brasil e México na disputa por uma vaga nas Oitavas de Final da Copa do Mundo de Futebol despertou a criatividade dos jornais brasileiros e mexicanos.
Para ver mais, além dos exemplos abaixo, clique no blog Sevira Design, do jornalista Luiz Sérgio Moura, chefe da Diagramação do jornal A Tribuna (de Santos).  





domingo, 5 de janeiro de 2014

Se Eusébio se juntar a Garrincha, Sócrates e outros craques que se foram, a Copa de 2014 será no Céu.

Selo emitido pelos Emirados
Árabes em 15/9/1968 -
domínio público
Ajman Post Office
O ano era o de 1966. O mês, julho. Eu tinha ainda 8 anos de idade. Faria 9 somente em setembro. Acompanhava a Copa do Mundo de Futebol pelo rádio. Naquela época,  a televisão ainda não era aparelho doméstico presente em todos os lares.
A Seleção Brasileira de Futebol, a nossa Seleção Canarinho, era a favorita à disputa realizada na Inglaterra, porque detinha o título de bicampeã mundial, depois de conquistar a Copa da Suécia, em 1958, e a do Chile, em 1962.
Sua  estrela maior era Pelé, que compunha o quinteto mágico ao lado de Dorval, Mengálvio, Coutinho e Pepe, todos do Santos Futebol Clube.
Esses detalhes eu ainda não conhecia direito, porque era pequena. Mas sabia que a molecada da rua, quando jogava bola e fazia gol, tinha prazer em gritar "gooollll de Pelé".
Também cantarolava a música que enaltecia a Seleção Brasileira: "A taça do mundo é nossa/ com os brasileiros/ não há quem possa/ Eh eta esquadrão de ouro/ é bom no samba, é bom no couro". (Composição de Wagner Maugeri, Maugeri Sobrinho, Lauro Müller e Vitor Dagô, segundo Rogério Torquato).
Além disso, ouvia falar muito em Eusébio, o jogador preto da Seleção de Portugal, que podia fazer páreo com Pelé.
Dito e feito. Naquele julho de 1966, a seleção favorita, treinada por Vicente Feola, foi eliminada pela equipe lusa. Um dos responsáveis por aquele feito inacreditável foi Eusébio, autor de dois dos três gols portugueses. O placar foi de 3x1.
O nome dele era o mais pronunciado pelo locutor, que também não parava de narrar as faltas violentas dos zagueiros portugueses em cima de Pelé.
Essas foram as más lembranças daquele ano que só seriam amenizadas em 1970, quando o Brasil conquistou no México o tricampeonato e a posse definitiva da Taça Jules Rumet (a mesma que foi furtada anos depois e derretida).
Pois hoje, 5 de janeiro de 2014, o nome daquele jogo de 1966 voltou ao noticiário de maneira triste. Eusébio da Silva Ferreira, nascido em Maputo, Moçambique (colônia de Portugal), em 25 de janeiro de 1942, grande atacante do Benfica e considerado um dos maiores jogadores do mundo, morreu de madrugada em Lisboa (Portugal) aos 71 anos.
O Pantera Negra, como era chamado, perdeu o jogo para uma insuficiência cardíaca. Deixa a viúva Flora Bruheim e as filhas Sandra e Carla.
Se ele se juntar a Garrincha, Sócrates e outros craques que já se foram, a Copa de 2014 vai ser no Céu.