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segunda-feira, 2 de janeiro de 2023

Santos homenageia Pelé em queima de fogos nas praias, à luz da Lua, na chegada de 2023

Lídia Maria de Melo


Na noite do Revéillon, a cidade de Santos homenageou o Rei Pelé, pouco antes da queima de fogos iniciada à meia-noite do dia 31 de dezembro de 2022, abrindo o ano de 2023. A duração foi de 14 minutos.
Já a homenagem ao Rei do Futebol e Atleta do Século XX, que faleceu erm 29 de dezembro de 2022, foi realizada na Praia do Gonzaga, por uma equipe da Prefeitura de Santos, que utilizou 80 drones. 
Como o vídeo mostra, em fotos, houve uma animação no céu, sob a luz do luar.  Milhares de pessoas acompanharam da areia das praias. 
Primeiramente, apareceram pontos de luz formando três corações, numa referência à cidade mineira onde, em 23 de outubro de 1940, nasceu Edson Arantes do Nascimento, filho de Celeste Arantes do Nascimento (nascida em 20 de novembro de 1922) e  Antônio Ramos do Nascimento (o jogador Dondinho, nascido em 2 de doutubro de 1917 e falecido em 16 de novembro de 1996).
Na sequência da homenagem, os drones projetaram no céu de Santos o distintivo do Santos Futebol Clube, time da Vila Belmiro, ode Pelé jogou de 1956 a 1974. 
Depois, aparecem dois garotos jogando bola. Um deles é Pelé, que chuta três bolas, mantidas iluminadas. 
Na próxima imagem, uma das pernas do menino transforma-se no número 1, que, ao lado das três bolas, ajuda a formar a imagem de 1000, simbolizando os mil gols completados por Pelé em 19 de novembro de 1969, no Estádio Mário Fuilho, o famoso Maracanã, em uma partida entre o Santos e Vasco, válida pelo Torneio Roberto Gomes Pedrosa. 
O gol de número 1.000 Pelé dedicou às crianças brasileiras. 
O goleiro do Vasco, que não conseguiu evitar o milésimo gol, foi o argentino Edgardo Andrada, falecido aos 80 anos, em 3 de setembro de 2019, e que, segundo a revista IstoÉ, mais tarde, atuou como agente da ditadura da Argentina (1976-1983).
A próxima projeção da homenagem é Pelé beijando uma taça, seguida pela comemoração tradicional dele, saltando e dando o conhecido soco no ar. 
Em seguida, surge a assinatura de Pelé. 
A última imagem mostra a assinatura ao lado de um coração. 
A multidão, então, ovaciona o ídolo que se consagrou como um dos maiores esportistas do mundo. 
Só então, começa a queima de fogos, marcando a entrada de 2023.
O Atleta do Século XX faleceu em 29 de dezembro de 2022, no Hospital Albert Einstein, na cidade de São Paulo, começou a ser velado no gramado do Estádio Urbano Caldeira, sede do Santos Futebol Clube, na Vila Belmiro, na cidade de Santos, às 10 horas de 2 de janeiro de 2023. 
Às 10 horas de 3 da janeiro de 2023, o caixão de Pelé será transportado em caminhão do Corpo de Bombeiros plas ruas de Santos, para que possa passar em frente à casa de dona Celeste, no Canal 6, no bairro da Ponta da Praia.
O sepultamento do atleta, que também jogou no Cosmos, de Nova York, marcou 1.282 gols na carreira e foi tricampeão em Copas do Mundo, será realizado no Memorial Necrópole Ecumênica. 
Em 5 de fevereiro de 2004, tive a oportunidade de entrevistar Pelé, para um livro que estava escrevendo (Rosinha Viegas, A Garra de Uma Leoa). A entrevista foi realizada em uma sala da sede antiga da TV Tribuna, então localizada na cidade de São Vicente, na Rua Antônio Emmerich. 
Na emissora, ele estava gravando um comercial, junto com seu barbeiro, Didi. 
Além da entrevista, eu o fotografei. Ele concedeu autógrafo em uma camiseta do Santos, de número 10, para meu sobrinho. Também fez uma foto comigo, com a mão em meu ombro, muito sorridente. O fotógrafo que registrou esse momento foi o uruguaio Walter Cabrera. 


Fotografei a assinatura de Pelé
em uma placa da empresa dele
exposta na Rua Bittencourt, em Santos.


Imagem de Pelé, exposta no Memorial das Conquistas,
na sede do Estádio Urbano Caldeira, na Vila Belmiro, sede
do Santos Futebol Clube, time onde Pelé jogou
de 1956 a 1974.

Eu e Pelé em 5 de fevereiro de 2003
na antiga sede da TV Tribuna
em São Vicente.
Nesse dia eu o entrevistei e fotografei.

 
Leia mais em: 

                         Pelé, 80 anos 
                         

                         De placa, mas não é gol.

sexta-feira, 23 de outubro de 2020

Pelé, 80 anos.

                                                  Fotos e texto: Lídia Maria de Melo   


Eu e Pelé na sede da TV Tribuna
em 5 de fevereiro de 2004

Publico estas duas fotografias para marcar o aniversário de 80 anos de Pelé.
O Atleta do Século (XX) jogou no Santos Futebol Clube, de 1956 a 1974, no Cosmos (EUA), de 1975 a 1977, e na Seleção Brasileira de Futebol, de 1957 a 1971.
Eu o entrevistei em 5 de fevereiro de 2004, para obter informações que foram incluídas no livro "Rosinha Viegas, A Garra de Uma Leoa", que escrevi e publiquei em 2004.
A entrevista foi realizada na antiga sede da TV Tribuna, na cidade de São Vicente.

Entrevistei e fotografei Pelé,
que também autografou uma
camiseta do Santos Futebol Clube 
para mim
 

domingo, 21 de junho de 2020

Seleção Brasileira do Futebol de 1970: a melhor de todos os tempos. E eu entrevistei Pelé, Leão e Clodoaldo


Lídia Maria de Melo (texto e fotos)
Entrevistei e fotografei o Rei do Futebol em 5 de fevereiro de 2004. 
Foi há 50 anos.
O Brasil vivia sob uma ditadura. As famílias atingidas pelo regime sabiam muito bem.
Mesmo assim, em 1970, a Seleção Brasileira de Futebol deu uma oportunidade ímpar aos que tiveram o privilégio de testemunhar seu desempenho pelos campos do México.
Até quem era criança, como eu, nunca mais se esqueceu.
As jogadas e os lances memoráveis, narrados por Geraldo José de Almeida e televisionados pela primeira vez em uma Copa do Mundo, nem o tempo foi capaz de apagar.

Eu e Pelé, em 5 de fevereiro de 2004, na sede
antiga da TV Tribuna, em São Vicente.

Vestidos em uniforme que lhes valeu o apelido de Seleção Canarinho, dez homens, correndo atrás de uma bola, enquanto um outro defendia o espaço entre duas traves e um travessão, mostraram que arte também se produz com os pés. Mesmo em gramado estrangeiro.

Pelé deu sombreiro do México para professora.
Imagem reproduzida do livro que escrevi em 2004.

A partir de então, a Seleção Brasileira que disputou e venceu a Copa do Mundo de 1970, conquistando o título inédito de Tricampeã Mundial e a Taça Jules Rimet, passou a ser definitivamente meu parâmetro em termos de futebol.

Pelé, já endeusado como o rei desse esporte, estava lá no esquadrão convocado por João Saldanha e treinado por Zagallo.
Mas não era a única estrela.
A Seleção de 70 era uma constelação inteira.
Pelé, Tostão, Jairzinho (o Furacão camisa 7), Rivelino, Gérson, Clodoaldo, Carlos Alberto Torres (capitão do time), Brito, Piazza, Everaldo, Félix. Os goleiros reservas eram: Ado e Leão. 
Era tanto jogador de talento, que os reservas faziam inveja a qualquer outra seleção. Paulo César, Marco Antônio, Baldocchi, Rildo, Edu, Dirceu Lopes, Djalma Dias, Zé Maria, Fontana, Joel, Roberto e Dario.  Não me lembro de todos. Nem sei quem era realmente reserva ou titular, a não ser aqueles mais óbvios.
Além da vitória por 4 a 1, contra a Itália, naquela final no Estádio Azteca, na Cidade do México, em 21 de junho de 1970, quando eu tinha somente 12 anos, foi emocionante acompanhar as cenas protagonizadas pelos mexicanos.
Pelé coloca o sombreiro da Copa de 1970 na cabeça
da professora Rosinha Viegas. Reprodução do livro
que escrevi e publiquei em 2004. 
Eles torceram em massa para o Brasil, já que o México tinha sido desclassificado logo no início da competição. E essa torcida se deu desde Guadalajara, cidade onde a Seleção Brasileira se hospedou.
Confirmada a vitória do Brasil e a conquista do tricampeonato, o público mexicano invadiu o campo e ergueu Pelé nos ombros, para comemorar e colocar em sua cabeça um sombreiro, símbolo daquele país.
Esse sombreiro, por sinal, Pelé doou à educadora Rosinha Viegas, fundadora da Faculdade de Educação Física de Santos (FEFIS), onde o Rei do Futebol e Leão estudaram. A FEFIS originou a atual Universidade Metropolitana de Santos (Unimes).
Sei disso, porque escrevi o livro  “Rosinha Viegas, A Garra de Uma Leoa”, publicado em 2004. Para essa tarefa, entrevistei, além da biografada, diversos esportistas, que foram alunos dela na FEFIS.
Consegui a entrevista com Pelé em 5 de fevereiro de 2004, no intervalo de uma gravação de um anúncio comercial, na sede da TV Tribuna, na época situada na Avenida Jacob Emmerick, em São Vicente. Dessa gravação, participou o barbeiro Didi, que cuida do topete de Pelé desde o início de sua carreira no Santos Futebol Clube e tem um salão em frente ao portão 6 do Estádio Urbano Caldeira, na Vila Belmiro, em Santos.
Apesar do pouco tempo (15 minutos), pude também fotografar o Atleta do Século XX e obter dele um autógrafo em uma camiseta para meu sobrinho.
Um outro fotógrafo, cujo nome não me recordo, registrou esse meu encontro com Pelé, a pedido da filha de Rosinha Viegas, a dentista e educadora Renata Viegas. Dias depois, recebi de presente a fotografia na Redação do jornal A Tribuna, onde eu era editora do caderno Local.
Nessa mesma ocasião, fotografei o técnico e ex-jogador Carlos Roberto Ferreira Cabral (Cabralzinho), outro egresso da FEFIS, que eu havia entrevistado por telefone, para o mesmo livro
Em outro dia, também entrevistei Clodoaldo Santana, morador da cidade de Santos, e o ex-goleiro Emerson Leão, que, na época, era treinador do Santos Futebol Clube. Nosso encontro foi no Centro de Treinamento Rei Pelé, ao lado da Santa Casa de Santos.
Pena que não tenho fotos desse momento, somente os áudios.

De todo modo, posso confessar que me sinto honrada por ter entrevistado três integrantes da Seleção Brasileira de Futebol de 1970, a Seleção dos Sonhos. A melhor de todos os tempos.
  

Taça Jules Rimet: posse definitiva do Brasil

domingo, 17 de junho de 2018

México surpreende e vence a campeã Alemanha. Árbitro mexicano erra e leva Brasil ao empate

Lídia Maria de Melo (fotos e texto)
Equipe do México hospedou-se em Santos na Copa de 2014
Torci muito para a Seleção do México, que hoje venceu a campeã do mundo Alemanha, por 1x0, na Copa da Rússia. O estádio Lujniki, em Moscou, vibrou desde a execução do hino mexicano.
Pelo som que chegou das arquibancadas, dava para perceber que os torcedores do México compareceram em peso.
Torcida, no entanto, não ganha jogo. Jogadores, sim. E quem tem um goleiro chamado Guillermo Ochoa não passa apuro. Nossa! Quanta defesa linda e eficiente. Isso não é surpresa. Na Copa do Brasil, em 2014, ele já deu espetáculo e foi escolhido o melhor jogador em campo na partida contra o Brasil, que teve placar 0x0.
Naquela Copa, a Seleção do México ficou hospedada em Santos e treinou no centro do Santos Futebol Clube. Este blog registrou o fato. Reveja aqui.
A Seleção da Alemanha desta Copa da Rússia não é a mesma da Copa do Brasil. Isso ficou patente, não apenas pelos nomes dos jogadores, mas também pelo resultado do jogo contra o México. Mesmo assim, as duas equipes jogaram muito bem. Fizeram um jogo vibrante e bem disputado pelas duas equipes. Digno de uma final de campeonato.
A minha torcida nada teve a ver com o 7x1 que a Alemanha deu no Brasil em 2014, em Belo Horizonte. É que gosto muito do México, desde que em 1970 assisti ao Brasil ser tricampeão no Estádio Azteca, na Cidade do México. O público torceu fervorosamente pela Seleção Brasileira.
Os torcedores que inventaram a Ola nos estádios e o Olé merecem minha reverência.
Hoje, no entanto, um mexicano me deixou bravíssima. O árbitro que apitou a partida entre a Seleção do Brasil e a Seleção da Suíça, em Rostov-on-Don.
Falem o que quiserem, mas jogar daquele jeito dos suíços, puxando os jogadores pela camisa, principalmente Neymar, não é uma mostra de competência. 
Voltando ao árbitro, o mexicano César Ramos deixou de dar cartão amarelo em lances flagrantemente faltosos, como aquele em que o capitão suíço Stephan Lichtsteiner puxou Neymar pela camisa e derrubou-o no meio do campo. Somente aos 31 minutos do primeiro tempo, depois de repetir a puxada de camisa, Lichtsteiner recebeu um amarelo. Parecia que o juiz não queria ver o óbvio.
Depois, foi uma sequência de falhas da arbitragem. Uma, no lance que resultou no gol da Suíça, quando Miranda foi empurrado e as imagens mostram muito bem, e outra, no episódio do pênalti em cima de Gabriel Jesus.
O resultado foi de 1 x 1, mas o gol suíço deveria ter sido anulado e o pênalti poderia ter resultado em gol brasileiro. Assim, as falhas do mexicano interferiram no placar do jogo.
Essas falhas, no entanto, não têm desculpas, porque o árbitro de vídeo poderia ter ajudado a solucionar as questões. Houve má vontade de César Ramos. Persona non grata.
Esta Copa do Mundo não está sendo muito fácil para as equipes campeãs do mundo. Argentina passou apuros diante da Islândia (1 x 1). Alemanha perdeu para o México (1 x 0). Brasil empatou com a Suíça (1 x 1). Será que a Rússia, que fez 5 gols em cima da Arábia Saudita, vai ser campeã?

quarta-feira, 13 de junho de 2018

A um dia da abertura da Copa do Mundo da Rússia, blog é acessado de Moscou e de Rostov-on-Don


Lídia Maria de Melo

A Copa do Mundo de Futebol da Rússia começa amanhã.  Hoje, este blog recebeu a visita de um internauta de Rostov-on-Don.
No próximo domingo, dia 17, a Seleção Brasileira, que está hospedada em Sochi, estreará no certame, enfrentando a equipe da Suíça, justamente na Arena Rostov, em Rostov-on-Don.
Nesse estádio, cuja figurinha eu ainda não tenho em meu álbum da Panini, vão ser realizadas quatro partidas da fase de grupos e uma de oitavas-de-final.
Rostov-on-Don é uma cidade localizada a mais de mil quilômetros de de Moscou, com um milhão de habitantes. Tornou-se um centro tecnológico e industrial da Rússia.
O internauta que visitou o Blog da Lídia Maria de Melo, mas não deixou nenhuma mensagem, talvez estivesse pesquisando sobre Santos, sobre Neymar, sobre o Santos Futebol Clube, por isso, passou por este espaço.
Além dele, um outro visitante de Moscou também acessou este espaço, conforme mostra o mapa do blog. Veja na foto, na relação de locais, marcados com a bandeira, e no mapa, os pontos indicados pelas setas pretas no alto.

sábado, 21 de junho de 2014

Santos abraça a Seleção do México como os mexicanos fizeram em 1970


Hoje, fui até o bairro do Gonzaga, em Santos, para fotografar as bolas e as chuteiras que estão na Praça das Bandeiras, em homenagem às seleções do México e da Costa Rica. Ambas estão hospedadas em Santos e treinando em campos locais, principalmente nos gramados do Santos Futebol Clube, na Vila Belmiro. 
De repente, surge um batedor da PM com sua sirene ligada na Avenida Presidente Wilson, na orla da Praia do Gonzaga. 
Logo atrás, o ônibus da Seleção do México. Atravessei a Avenida Presidente Wilson, que chamamos de avenida da praia, e juntei-me à multidão que se aglomerava em frente ao Parque Balneário Hotel. 
Foi uma bela recepção que fez jus à que os mexicanos deram à Seleção Brasileira na Copa de 1970.
Fotografei até um jornalista de uma TV mexicana.

Por sinal, hoje faz 44 anos da final da Copa do México-70.
Em 21 de junho de 1970, o Brasil venceu a Itália por 4 a 1, com gols de Pelé, Gérson, Jairzinho e Carlos Alberto. O italiano Bonisegna fez 1 para seu país. A peleja foi no Estádio Azteca na Cidade do México. Clique  nas fotos para ampliar.



Jornalista da TV Mexicana Multimeios



















 Quanto à conquista da Taça Jules Rimet pela Seleção Brasileira no México em 1970, a imprensa retratou o feito desta maneira:

Última Hora faz referência à
 posse definitiva da taça






sábado, 14 de abril de 2012

Há 100 anos, o Santos criava a arte de futebolar


Santos sempre Santos, glorioso alvinegro praiano!
Um século de tradição, técnica, genialidade e arte de futebolar.

                         Texto e fotos de Lídia Maria de Melo.
E tudo começou com esta camiseta em 1912.

Ganhou o mundo, saído da Vila Belmiro, 
 e se eternizou no nome de Pelé.
Não importa o lugar do planeta,
Santos será sempre o Leão do Mar.

Parabéns, glorioso Peixe! Nosso orgulho!
Parabéns, Meninos da Vila!

Leia também neste blog:

domingo, 15 de maio de 2011

Santos, campeão paulista de 2011

O glorioso Santos Futebol Clube sagrou-se mais uma vez Campeão Paulista numa final realizada hoje no Estádio Urbano Caldeira, na Vila Belmiro. Venceu o Corinthians por 2x1.
Por isso, convido os seguidores deste blog a rever o troféu de 2010 e a primeira camisa do Peixe, de 1912.
No site oficial do time, há também a relação dos títulos do clube. Quer ver? Clique aqui.

quarta-feira, 25 de agosto de 2010

E Deivid veio para o Flamengo. Não disse?

E Deivid voltou para o Brasil. Queria retornar ao Santos, como antecipei neste no dia 19 de junho.
Sem negociação com o Peixe, o atacante não ocupou a vaga de André, que foi para Kiev, na Ucrânia. Mas deixou o time que defendia na Turquia e integrou-se ao Flamengo, conforme notícia divulgada na tarde de sexta-feira.
A notícia que apareceu do meu lado, por acaso, estava certa.

sexta-feira, 25 de junho de 2010

De placa, mas não é gol

Fotos de Lídia Maria de Melo (clique nela para ampliar) Sob a pressão do relógio que já nem uso, fui obrigada pelo sinal vermelho a parar o carro numa esquina conhecida do Centro de Santos, Rua Senador Feijó com Bittencourt. Ou será que ali ainda é Vila Mathias? Isso é o que menos importa. O fato é que o semáforo fechou. Passei a olhar em volta, aleatoriamente, sem me fixar em nada. De repente, meus olhos bateram em uma placa no alto da porta de um imóvel fechado. Uma assinatura me chamou a atenção. Não perdi tempo. Torcendo para que o sinal não abrisse, tirei a máquina fotográfica da bolsa e cliquei. Onde quer que essa assinatura apareça, ela é reconhecida. Antes, só utilizada para avalizar gols de placa, essa assinatura, agora, também administra imóveis.

sábado, 19 de junho de 2010

Deivid quer substituir André no Santos

Foto de Lídia Maria de Melo
Fui tomar um lanche na noite dessa sexta-feira no Jabaquara, bairro vizinho à Vila Belmiro, em Santos. Sentei-me bem perto de quatro rapazes. Sem observar direito, pensei que fossem jornalistas, como eu. Não paravam de falar sobre futebol e do Santos F. C.
À espera de uma xícara de chocolate quente e de um misto frio no pão francês, prossegui a leitura do livro Um Doce Aroma de Morte, do mexicano Guillermo Arriaga.
Antes que o garçom trouxesse meu pedido, observei que um dos quatro rapazes eu conhecia. Não recordava do nome e não sabia exatamente quem era. Forcei minha memória e me lembrei de um jogador do Santos.
Sim, não tinha dúvidas, era ele. Continuei fazendo de conta que não estava prestando atenção. Eles não imaginavam que eu fosse uma jornalista. Continuaram citando valores para um possível contrato e o período de duração.
Assim que terminei de comer o lanche, dirigi-me ao caixa e perguntei ao funcionário o nome do jogador. Ele me respondeu que era surfista e nada entendia de futebol.
Pela reação de dois garotos que entraram na lanchonete, vi que estava no caminho certo. Aquele rapaz tinha sido um jogador santista e depois corintiano. Pensei: Deivison!
Minutos depois, confirmei: era o atacante Deivid, que passou pelo Santos, pelo Corinthians e hoje joga na Turquia.
Na conversa, falava-se de o Santos pagar R$ 200 mil. Imagino ser o salário mensal. Deivid queria por mais tempo, mas o Santos só daria por três anos. Supus que se referiam ao tempo de contrato.
Está aí uma das opções para substituir o André, que segue para a Ucrânia, onde jogará no Dínamo, de Kiev. O contrato é de cinco anos. Tomara que ele se dê bem. O Elano chorou muito quando foi para a Ucrânia. O frio muito intenso o impedia de mostrar seu futebol. Como estava casado, Elano tinha com quem desabafar e quem o apoiasse. Sua mulher.
André é solteiro. Precisará de apoio, porque as dancinhas, a festa dos Meninos da Vila ele não vai encontrar na gélida Ucrânia.
Quanto à confirmação de Deivid, vamos aguardar. Ele poderá até se aborrecer por uma jornalista ter ouvido sua conversa, mas eu credito isso ao acaso. Não procurei. A notícia é que veio até mim.
Mas vale uma ressalva: aquele encontro na mesa ao lado da minha tinha ares de negociação. Nada estava fechado.

domingo, 23 de maio de 2010

Primeira camisa do Santos Futebol Clube - 1912

Foto de Lídia Maria de Melo (clique nela para ampliar)
Em 28 de janeiro de 2007, fiz a foto da primeira camisa oficial do Santos Futebol Clube, criada em 1912. Está exposta no Memorial das Conquistas, na Vila Belmiro, em Santos.
Era uma tarde quente de verão. O Memorial, lotado de visitantes. Apesar do calor insuportável, os torcedores do time da vila mais famosa do mundo disputavam espaço. Queriam ver troféus, medalhas, flâmulas, camisas, luvas e outros produtos do Peixe, time que consagrou Pelé, Pepe, Dorval, Mengálvio, Coutinho, o goleiro Gilmar, Clodoaldo, Robinho, Diego, Elano, Neimar, Ganso e tantos outros craques do futebol brasileiro e mundial.
Minha irmã conta que, na fronteira da antiga Tchecoslováquia, dois policiais pediram seu passaporte e o de dois poloneses e de uma francesa com quem ela estava. A dupla observava os documentos de cara fechada. Quando folhearam o dela e viram que era do Brasil, logo abriram um sorriso e perguntaram por Pelé. A vistoria acabou ali mesmo em expressões e gestos simpáticos.
Situação semelhante ocorreu na Itália, quando um napolitano descobriu que ela era da cidade de Santos, a mesma do time do Rei do Futebol. O italiano delirou.
Não tem jeito, Pelé é referência mundial. Mas nunca podemos nos esquecer de que tudo começou em Santos, mais precisamente no Santos F.C.

sábado, 15 de maio de 2010

Troféu do Campeão Paulista 2010 - Santos!

Foto de Lídia Maria de Melo (clique nela para ampliar)

Fui ao shopping na manhã de ontem e tive uma surpresa.
Na praça principal, a taça que meu querido Santos Futebol Clube conquistou no Pacaembu, em 2 de maio, após a partida contra o Santo André. A prova de que o Peixe foi o melhor time no Campeonato Paulista de 2010, ''dentro ou fora do Alçapão'' da Vila Belmiro.
Corri até em casa, peguei a máquina fotográfica e registrei o troféu exposto diante de um pôster da equipe alvinegra.
Assim que postei no twitter, foi repassada por outros usuários.
Santos sempre Santos!