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quarta-feira, 2 de abril de 2025

A verdadeira sede do DOPS_SANTOS


Artigo publicado no jornal santista A Tribuna, na
 coluna Tribuna Livre, em 31 de março de 1964.


Tropas do Exército rumaram de Juiz de Fora (MG) ao Rio de Janeiro, no dia 31 de março de 1964, para destituir o presidente da República, João Goulart. Em Santos, o golpe se concretizou em 1.º de abril, Dia da Mentira. Para que não nos esqueçamos e ninguém altere a História e desrespeite a memória dos que lutaram e resistiram em nossa cidade, escrevi e publiquei o artigo "A Verdadeira Sede do DOPS-Santos" no jornal santista A Tribuna, onde trabalhei por 23 anos, como repórter, subeditora e editora do primeiro caderno. Reproduzo a imagem da publicação e a transcrição do texto, para que todos os interessados possam ler. Boa leitura.

A VERDADEIRA SEDE DO DOPS-SANTOS

Lidia Maria de Melo, jornalista, escritora, professora e advogada.

O Dia da Mentira costumava ser marcado por sustos e risos. A intensidade da diversão dependia de quem soubesse inventar uma história melhor que a outra. Sem importar a idade, 1º de abril sempre foi uma data para se brincar.
Em 1964, a brincadeira acabou. De manhã, forças civis e militares, bem armadas, devassaram sindicatos ligados ao Porto de Santos. Dirigentes, associados e funcionários foram presos no Palácio da Polícia, na Rua São Francisco, junto com políticos, profissionais liberais e lavradores.
No prédio, funcionava a Cadeia Pública, a Delegacia Auxiliar da 7ª Região e a 4ª Delegacia de Ordem Política e Social, cuja sigla, DOPS, era usada no feminino e no masculino, por ser igual à do Departamento Estadual de Ordem Política e Social, identificado, em outro período, também como DEOPS.
As entidades classistas ficaram nas mãos de interventores nomeados pelo capitão dos Portos, Júlio de Sá Bierrenbach, por indicação da Companhia Docas de Santos.
A sequência dessa História já é pública: inquéritos, demissões, processos, desemprego, prisão no navio Raul Soares, torturas, doenças, mortes.
Acompanhei tudo de perto. Meu pai era diretor do Sindicato dos Operários Portuários (atual Sintraport), foi preso no DOPS e no navio-presídio, que conheci por dentro. Eu tinha 6 anos e fazia o 1.º ano do Curso Primário na escola do sindicato.
Essa História me segue pela vida. Publiquei o livro Raul Soares, Um Navio Tatuado em Nós e tenho outro na fila de edição. Fiz reportagens, palestras, dei entrevistas e testemunhei na Comissão Nacional da Verdade e na Municipal. Ouvi sindicalistas daquela geração repetir que ficaram presos no DOPS. Não havia dúvida sobre a localização.
Em 2024, surgiu a versão de que o antigo DOPS havia funcionado no ex-prédio da Ciretran, na Av. Conselheiro Nébias. Não questiono o fato de que, naquela delegacia, tenha havido tortura, mas isso não torna o local a sede do DOPS-Santos.
Apesar dos métodos escusos, o DOPS não era clandestino e funcionou no Palácio da Polícia até 1983. Em 2010, milhares de prontuários de investigados e presos foram localizados numa sala e entregues ao Arquivo Público do Estado de São Paulo.
Sobre a requisição do antigo imóvel da Ciretran, para fazer dele um lugar de memória, não sou contra. Porém, provas das alegações devem ser expostas, assim como se cobrou dos que foram à Justiça e à Comissão de Anistia reivindicar seus direitos.
Neste 1.º de abril de 2025, é preciso lembrar que, se queremos preservar a Memória e garantir a Justiça, para contar a História de luta e resistência de Santos, devemos priorizar a Verdade.



sábado, 1 de março de 2025

Além do santista Rubens Paiva, ditadura prendeu e torturou cerca de 500 pessoas em Santos

 Lídia Maria de Melo

Na esteira da torcida pela atriz Fernanda Torres e pelo filme Ainda estou aqui, na cerimônia do Oscar, amanhã (2/3/2025), o jornal Diário do Litoral publicou, na edição de hoje, uma matéria de página sobre a ditadura em Santos. Na condição de entrevistada, colaborei para esse trabalho do colega jornalista Nilson Regalado. Para quem não sabe, sou jornalista e autora do livro Raul Soares, um navio tatuado em nós, que relata, a partir de meu ponto de vista, as consequências do golpe de Estado de 1964 em minha família, após a prisão de meu pai, que era sindicalista e funcionário da Companhia Docas de Santos (CDS). Também narra as experiências dele na prisão efetuada pelo DOPS, no Palácio da Polícia, em Santos, e no navio Raul Soares, no Porto de Santos. Na época, eu tinha 6 anos de idade, e acompanhei tudo e também visitei meu pai dentro desse navio, sob a escolta de policiais marítimos e fuzileiros navais armados de fuzis e metralhadoras. Como vocês podem ver, Santos foi uma cidade bastante atingida pelo golpe militar de 1964 e pela ditadura, ao longo de 21 anos. Quem comandou a repressão em Santos, em 1964, foi o então capitão dos Portos do Estado de São Paulo, Júlio de Sá Bierrenbach, que tinha a patente de capitão de mar e guerra. Este ano, publicarei mais um livro sobre esse tema, mas com novas informações e enfoques, além de muita pesquisa. Nele, realizo um trabalho em que emprego as técnicas adquiridas em minhas áreas de formação: Letras (professora), Comunicação Social (jornalista), Ciências da Comunicação (pesquisadora) e Direito (advogada). Deixo aqui uma cópia da página do jornal. Acho que, para ler no computador, é melhor fazer download da imagem e salvar. Assim, fica mais fácil para ampliar. No celular, acredito que também é melhor salvar, ou ir ampliando com o dedo indicador e o polegar (rsrs). Vale a pena a leitura de reportagem. E também a torcida pela Fernanda e pelo filme. Nunca me canso de dizer que Walter Salles faz poesia em forma de filme, mesmo que seja um drama.


quarta-feira, 20 de novembro de 2024

Ainda estou aqui. Assista ao filme, leia o livro e defenda sempre a democracia.

                Lídia Maria de Melo

Atrasei a ida ao cinema, para ver "Ainda estou aqui". Temia me deparar com a emoção, embora já conhecesse a história. Em 2015, comprei e li o livro homônimo de Marcelo Rubens Paiva, que deu origem ao filme de Walter Salles. Sabia o que me esperava.
Ontem (19/11/24), tomei coragem. Escolhi a sessão das 12h30, porque preferia que a sala não estivesse lotada. Acertei na escolha.
Chorei durante o filme quase inteiro. Isso nunca me aconteceu.
Não me surpreenderam as cenas de brutalidade dos militares, tanto na abordagem nas blitze, quanto nos "interrogatórios". Ainda na infância senti na pele os efeitos dessa selvageria. Há décadas, acompanho, estudo e escrevo sobre essa temática.
Mesmo assim, independentes, as lágrimas escorriam. Por causa desse passado que também marcou minha família e a mim. Pelas ameaças atuais à nossa democracia. Pelo que o futuro ainda pode nos reservar.
Com maestria, Walter Salles enfatiza para a plateia que Rubens Paiva, Eunice e os cinco filhos eram pessoas comuns, distintas, que, no cotidiano, viviam em harmonia e rodeadas de amigos.
A mais nova das quatro filhas ainda trocava os dentes de leite. O molequinho Marcelo jogava bola na rua, empinava pipa e brincava na areia da praia.
As meninas maiores não passavam de adolescentes iguais a outras tantas, que tinham amigas, ouviam músicas e iam à praia. A mais velha registrava cenas banais com sua filmadora super 8.
Eunice destacava-se como mãe e esposa, que cuidava da rotina de cada um, das refeições e da memória da família. Guardava fotos em álbuns, em caixas, e anotava no verso as datas, para não se esquecer. Identifiquei-me muito com essa característica de ser a guardiã da memória.
O perfil da família Paiva destrói o argumento dos que, ainda hoje, defendem a volta dos militares ao poder. Rubens Paiva não era terrorista, nem comunista, sequer pegou em armas contra a ditadura. Havia sido deputado federal, foi cassado e, como engenheiro, trabalhava diariamente. Sua maior ousadia foi ser solidário com os injustamente perseguidos.
Esse retrato me fez lembrar de meu pai. Mesmo muito pequenas, sabíamos que ele não tinha cometido crime algum. Foi preso duas vezes por ser diretor sindical, por defender direitos trabalhistas e por se negar a testemunhar falsamente contra um companheiro do porto e de sindicato.
Na postura de Eunice Paiva, após o desaparecimento do marido, vi a força e a firmeza de minha mãe, que se reinventou para amparar e sustentar suas meninas, o próprio marido e a si mesma, sem perder a capacidade de sorrir, apesar de se irritar muitas vezes.
Quando nosso pai foi preso, ela certamente nos omitiu alguns fatos, mas muito poucos. Não havia como ocultar que nosso pai não voltou para casa e ficou dois longos períodos preso. Por isso, nos levou ao Palácio da Polícia, para tentar saber dele, e ao navio-prisão Raul Soares, onde pudemos vê-lo sob a mira de policiais marítimos e metralhadoras.
Em algumas cenas, lembrei de minha irmã mais velha. Por ter uma inteligência acima da média e por tanto entender o que acontecia, quase não falava sobre o assunto. Talvez para preservar a mim e a minha mãe. Seu desabafo manifestou-se por meio de uma rara doença autoimune, que a roubou de nós ainda na adolescência.
Rubens Paiva foi morto sob tortura. Em Santos, sua terra natal, noventa e nove vírgula nove por cento dos trabalhadores presos em 1964 foram absolvidos, anos e anos depois, pela Justiça Militar. Ninguém foi morto, mas todos sofreram tortura. Tecnicamente, há várias maneiras de se torturar, assim como de se matar alguém. Alguns continuaram vivos, mas uma parte dentro deles nunca mais foi a mesma. Muitos adoeceram e morreram precocemente.
No filme, senti falta da cena em que Marcelo, aos 9 anos, teve que pular o muro da casa e levar um bilhete, a partir do qual a avó paterna, que morava em Santos, fosse avisada. Não nos esqueçamos de que Rubens Paiva era santista.
Talvez o filme pudesse também mostrar que, após o desaparecimento do marido e de mudar do Rio de Janeiro, Eunice e os filhos se instalaram por dois anos em Santos, na casa dos pais de Rubens, no Canal 1. Quando ela prestou vestibular aos 42 anos, foi aprovada na Faculdade de Direito da Sociedade Visconde de São Leopoldo, atual Universidade Católica de Santos (UniSantos). Depois é que se transferiu para a do Mackenzie.
Gostaria também de ter visto que ela foi advogada do cantor britânico Sting, amigo do cacique Raoni e apoiador da causa indígena. Esse detalhe talvez despertasse ainda mais a plateia estrangeira. O filme mostra sua atuação como especialista em Direito Indígena, mas não a relaciona ao ex-vocalista da banda The Police.
Também seria impactante mostrar a cena em que ela sai pelas ruas do Rio de Janeiro, de camisola, quando mais tarde voltou a morar lá sozinha. Os vizinhos é que deram o alerta aos filhos sobre esses primeiros sinais do Alzheimer.
Por outro lado, adorei a inclusão do pedido de autógrafo da funcionária do Fórum a Marcelo. Além de mostrar a capa de “Feliz Ano Velho”, numa sugestão de leitura, e informar que ele se tornou escritor e que sofreu um acidente, a cena me fez lembrar da noite de 23 de março de 1984. Nessa data, ele fez palestra em Santos e autografou o livro que tenho até hoje.
Sobre a atuação de Fernanda Torres, Selton Mello e Fernanda Montenegro, só posso expressar o privilégio de testemunhar esse grau de excelência na dramaturgia brasileira. Todo o elenco está de parabéns.
Por sinal, já tive a honra de ver mãe e filha de perto, em momentos diferentes. Fernandona, na redação do jornal A Tribuna e no Sesc, em “Dona Doida”. Fernandinha, também n’A Tribuna e no saudoso Bar da Praia, em um talk show comandado por Eduardo Caldeira, em 1990.
Quanto à trilha sonora, amei ouvir e ver a dancinha de “Hey Hey Dee Dee, Take me back to Piauí”. Deu saudade do menestrel Juca Chaves, a quem vi em show no Casa Grande Hotel, em Guarujá, em 1997. E as meninas dançando “Je t’ aime moi non plus”? E “As curvas da Estrada de Santos”? Perfeita referência à nossa cidade, terra de Rubens.
Comentaria muito mais sobre a dramática saga dos Paivas e do Brasil, mas fico por aqui. Antes de terminar, preciso recomendar a leitura do livro “Ainda estou aqui”, de Marcelo Rubens Paiva. Não há como se arrepender. É um meio de se fortalecer com mais informações. Nos dias atuais, precisamos delas para nos proteger dos planos nefastos dos que ainda sonham trazer de volta o terror. Então, assistam ao filme, leiam o livro e defendam a democracia.
#democracia #ditaduramilitar #desaparecidoforçado #RubensPaiva #EunicePaiva #MarceloRubensPaiva #WalterSalles #AindaEstouAqui #cinema #filme #Santos #Brasil

sábado, 14 de setembro de 2024

O golpe de 1964 e a invasão de sindicatos do Porto de Santos, em minha entrevista na Band Litoral


Para assistir, clique aqui.

Os 60 anos do golpe militar e a perseguição aos trabalhadores do Porto, organizados em sindicatos. Esse foi o tema de mais uma entrevista que concedi este ano e foi ao ar em 14 de setembro de 2024 no programa Porto e Baixada, veiculado pela Thathy TV - Band Litoral e também no canal da emissora no Youtube. Trato desse assunto no meu próximo livro sobre a ditadura no Porto de Santos. Para assistir e conhecer um pouco mais sobre esse tema histórico e tão importante, clique no link: https://youtu.be/UfUw_Wd8DyY.  

A equipe que me entrevistou foi a Naihara Carvalho - Naih Oliveira Carvalho (produção), Rafael Roncarati (cinegrafista) e Gabriel Ursini (produção e operação de drone). No roteiro e edição final, André Rittes; edição, Renan Sposito; apresentação, Felipe Folli; e direção, Ari Brito.

Obrigada a todos pela veiculação de um assunto tão importante para a História do Brasil, de Santos, do Porto, dos Trabalhadores Portuários e de outras áreas e do Sindicalismo Santista e Brasileiro.

Para assistir, clique  no link:     https://youtu.be/UfUw_Wd8DyY ,

#DitaduraNuncaMais #sindicalismo #Santos #PortoDeSantos #trabalhadores #companhiadocas

segunda-feira, 2 de janeiro de 2023

Santos homenageia Pelé em queima de fogos nas praias, à luz da Lua, na chegada de 2023

Lídia Maria de Melo


Na noite do Revéillon, a cidade de Santos homenageou o Rei Pelé, pouco antes da queima de fogos iniciada à meia-noite do dia 31 de dezembro de 2022, abrindo o ano de 2023. A duração foi de 14 minutos.
Já a homenagem ao Rei do Futebol e Atleta do Século XX, que faleceu erm 29 de dezembro de 2022, foi realizada na Praia do Gonzaga, por uma equipe da Prefeitura de Santos, que utilizou 80 drones. 
Como o vídeo mostra, em fotos, houve uma animação no céu, sob a luz do luar.  Milhares de pessoas acompanharam da areia das praias. 
Primeiramente, apareceram pontos de luz formando três corações, numa referência à cidade mineira onde, em 23 de outubro de 1940, nasceu Edson Arantes do Nascimento, filho de Celeste Arantes do Nascimento (nascida em 20 de novembro de 1922) e  Antônio Ramos do Nascimento (o jogador Dondinho, nascido em 2 de doutubro de 1917 e falecido em 16 de novembro de 1996).
Na sequência da homenagem, os drones projetaram no céu de Santos o distintivo do Santos Futebol Clube, time da Vila Belmiro, ode Pelé jogou de 1956 a 1974. 
Depois, aparecem dois garotos jogando bola. Um deles é Pelé, que chuta três bolas, mantidas iluminadas. 
Na próxima imagem, uma das pernas do menino transforma-se no número 1, que, ao lado das três bolas, ajuda a formar a imagem de 1000, simbolizando os mil gols completados por Pelé em 19 de novembro de 1969, no Estádio Mário Fuilho, o famoso Maracanã, em uma partida entre o Santos e Vasco, válida pelo Torneio Roberto Gomes Pedrosa. 
O gol de número 1.000 Pelé dedicou às crianças brasileiras. 
O goleiro do Vasco, que não conseguiu evitar o milésimo gol, foi o argentino Edgardo Andrada, falecido aos 80 anos, em 3 de setembro de 2019, e que, segundo a revista IstoÉ, mais tarde, atuou como agente da ditadura da Argentina (1976-1983).
A próxima projeção da homenagem é Pelé beijando uma taça, seguida pela comemoração tradicional dele, saltando e dando o conhecido soco no ar. 
Em seguida, surge a assinatura de Pelé. 
A última imagem mostra a assinatura ao lado de um coração. 
A multidão, então, ovaciona o ídolo que se consagrou como um dos maiores esportistas do mundo. 
Só então, começa a queima de fogos, marcando a entrada de 2023.
O Atleta do Século XX faleceu em 29 de dezembro de 2022, no Hospital Albert Einstein, na cidade de São Paulo, começou a ser velado no gramado do Estádio Urbano Caldeira, sede do Santos Futebol Clube, na Vila Belmiro, na cidade de Santos, às 10 horas de 2 de janeiro de 2023. 
Às 10 horas de 3 da janeiro de 2023, o caixão de Pelé será transportado em caminhão do Corpo de Bombeiros plas ruas de Santos, para que possa passar em frente à casa de dona Celeste, no Canal 6, no bairro da Ponta da Praia.
O sepultamento do atleta, que também jogou no Cosmos, de Nova York, marcou 1.282 gols na carreira e foi tricampeão em Copas do Mundo, será realizado no Memorial Necrópole Ecumênica. 
Em 5 de fevereiro de 2004, tive a oportunidade de entrevistar Pelé, para um livro que estava escrevendo (Rosinha Viegas, A Garra de Uma Leoa). A entrevista foi realizada em uma sala da sede antiga da TV Tribuna, então localizada na cidade de São Vicente, na Rua Antônio Emmerich. 
Na emissora, ele estava gravando um comercial, junto com seu barbeiro, Didi. 
Além da entrevista, eu o fotografei. Ele concedeu autógrafo em uma camiseta do Santos, de número 10, para meu sobrinho. Também fez uma foto comigo, com a mão em meu ombro, muito sorridente. O fotógrafo que registrou esse momento foi o uruguaio Walter Cabrera. 


Fotografei a assinatura de Pelé
em uma placa da empresa dele
exposta na Rua Bittencourt, em Santos.


Imagem de Pelé, exposta no Memorial das Conquistas,
na sede do Estádio Urbano Caldeira, na Vila Belmiro, sede
do Santos Futebol Clube, time onde Pelé jogou
de 1956 a 1974.

Eu e Pelé em 5 de fevereiro de 2003
na antiga sede da TV Tribuna
em São Vicente.
Nesse dia eu o entrevistei e fotografei.

 
Leia mais em: 

                         Pelé, 80 anos 
                         

                         De placa, mas não é gol.

domingo, 16 de maio de 2021

Morte de Bruno Covas me faz lembrar da cobertura jornalística do falecimento de Mário Covas em 2001

Caderno Especial do jornal
A Tribuna,  de Santos, em
 6 de março de 2001
.
            
Foto de Adalberto Marques de
8 de outubro de 1994
mostra Bruno Covas, aos 14 anos (de boné),
ao lado da avó, dona Lila,
do avô, Mário Covas,
do irmão, Gustavo,
e da mãe, Renata Covas Lopes.


Texto de Lídia Maria de Melo
  Fotos Reprodução

      Com a morte precoce de Bruno Covas, prefeito de São Paulo, não há como não lembrar de Mário Covas, seu avô.
Covas, o Mário, era governador do Estado quando faleceu em 6 de março de 2001, também por câncer.
Eu e colegas jornalistas que trabalhávamos no jornal A Tribuna acompanhamos o período de internação do então governador no Instituto do Coração (InCor), em São Paulo. Como editora, ajudei a coordenar uma equipe de repórteres que se revezavam no plantão diante do InCor.
Também participei da elaboração do caderno especial que foi publicado no dia 6 de março de 2001, em paralelo à edição normal do dia. Mário Covas faleceu de manhã bem cedo, às 5h30. Então, o caderno especial, que já estava editado, foi rodado na gráfica.
Quando chegou às bancas, esgotou. A população passou a ligar para o jornal na tentativa de obter um exemplar que, por sinal, trazia uma foto em que Bruno Covas aparece, aos 14 anos, junto com o avô, Mário Covas, a avó, dona Lila, a mãe, Renata Covas Lopes, e o irmão, Gustavo Covas Lopes.

Eu, Lídia Maria de Melo,  editora de Local do jornal,
A Tribuna, com a então editora-chefe Miriam
Guedes de Azevedo, no sepultamento de
Mário Covas, no Cemitério do Paquetá, em Santos, 
em 7 de março de 2001.
 

Expediente do jornal A Tribuna lista
os nomes dos jornalistas que
fizeram a cobertura dos fatos que
envolveram a morte de Mário Covas
.

O sepultamento ocorreu no dia seguinte, 7 de março, e contou com a presença de políticos de todo o Pais, inclusive do então presidente da República Fernando Henrique Cardoso (FHC), na companhia de dona Ruth Cardoso, que era antropóloga.
Em frente à Catedral de Santos, foi realizada uma salva de tiros. Emocionante!
A população se aglomerava para acompanhar. Chegar ao Cemitério do Paquetá, exigiu um esforço.
Acompanhei o sepultamento, ao lado da então editora-chefe do jornal, Miriam Guedes de Azevedo.
Toda a cobertura foi publicada no jornal do dia 8 de março de 2001, cujo expediente traz os nomes dos jornalistas que fizeram a cobertura e trabalharam naquela edição.
No dia 7, data do enterro, tive dificuldades para chegar da Ponta da Praia até o Centro de Santos, indo pelo Porto.
Isso porque parte do trajeto portuário estava interditado, para que o helicóptero que levaria o presidente FHC e dona Ruth pudesse pousar na direção da Rua João Pessoa.
Fui vencendo as barreiras policiais, mostrando minha credencial d´A Tribuna. Assim, consegui chegar ao jornal naquele dia. Hoje, lamento profundamente a morte precoce de Bruno Covas.


Edição de 8 de março de 2001 do jornal
A Tribuna, de Santos.



segunda-feira, 12 de abril de 2021

Jornal A Tribuna publica nota a respeito de meu próximo livro sobre ditadura militar

Na sexta-feira, dia 9, a jornalista Cristina Guedes, em sua coluna do jornal A Tribuna, de Santos, deu uma nota sobre meu novo livro, a respeito da ditadura militar, que devo lançar em dois ou três meses.
Cristina me pôs em excelente companhia. Ninguém menos que mister Paul McCartney com sua Let it be (Deixe estar).
Ela também mencionou meu livro "Raul Soares, Um Navio Tatuado em Nós", que enfoca o navio que serviu de presídio político no Porto de Santos em 1964, após o golpe militar.
Meu pai foi um dos sindicalistas presos na embarcação.
Algumas pessoas têm me perguntado sobre esse livro.
Eu respondo: a edição está esgotada, mas ainda pode ser adquirido em sebos virtuais. Até mesmo na Amazon.
No dia 22, participarei de uma live que lembra a chegada do navio-presídio ao Porto de Santos em 1964.
Quando estiver mais perto do lançamento do meu novo livro, darei spoilers sobre ele.

segunda-feira, 6 de abril de 2020

Anvisa faz teste de coronavírus em 75 tripulantes do navio Costa Fascinosa, no Porto de Santos, e permite desembarque

 Lídia Maria de Melo   (Texto, Fotos e Vídeo)
                                                                                                                                                          
Costa Fascinosa segue da barra para o Porto de Santos, às
17h30 do dia 28 de março de 2020. Entre os mais de
 750 tripulantes a bordo, 35 apresentavam sintomas 
de contaminação  pelo coronavírus. 
Foto: Lídia Maria de Melo
Neste domingo (5/4/2020), 75 tripulantes brasileiros receberam autorização da Anvisa para desembarcar do navio Costa Fascinosa, de bandeira italiana, que está no Porto de Santos, no litoral do Estado de São Paulo.
De 17 a 28 de março, a embarcação permaneceu ancorado na barra de Santos, com mais de 750 tripulantes a bordo.
Nove já tinham sido retirados do navio, porque apresentaram sintomas mais graves de covid-19, por contaminação do coronavírus, e foram internados em hospital da cidade.
No dia 28 de março, às 17h30, o Costa Fascinosa atracou no cais do Porto, mas os tripulantes não tiveram permissão de desembarcar.
Passaram a ser monitorados pela Anvisa, porque havia 35 contaminados a bordo. (assistam ao vídeo).



A Anvisa realizou testes rápidos em 75 tripulantes. Em função do resultado, todos foram liberados para o desembarque.
Segundo o jornal Folha Santista, a empresa Costa Cruzeiros , responsável pelo Costa Fascinosa, alguns desses tripulantes tiveram resultado positivo para o fator que indica a presença de anticorpos contra o vírus no organismo.
Esse dado é um indicativo de que superaram o contágio e estão imunes. Já outros apresentaram resultado negativo. Ou seja, não foram contaminados.    
Ainda continuam a bordo 679 tripulantes, sem poder desembarcar. Entre eles, 30 estão com a covid-19.
Uma outra embarcação se alterna entre o porto e a barra de Santos. É o MSC Seaview.

O MSC Seaview transita entre o Porto de Santos e a barra, até
 que  possa retornar para a Europa. 30 de março de 2020, às 11h30.
Foto: Lídia Maria de Melo

sábado, 28 de março de 2020

Em um mês, a alegria de ver garças no Mercado de Peixes cedeu lugar ao isolamento e ao medo do coronavírus

Lídia Maria de Melo (fotos e texto)


Chovia, na tarde do sábado, 29 de fevereiro, em que fiquei feliz por ver as garças no Mercado de Peixes. Amanhã, completa um mês. Hoje também é sábado e o Sol nos aquece. Porém, estamos isolados e meio tristes, na expectativa do que está por acontecer.

                                                          ***                                                                   
No dia 29 de fevereiro, por volta das 16 horas, acompanhei minha mãe ao Mercado de Peixes, no bairro da Ponta da Praia, perto da estação das balsas que fazem a travessia entre Santos e Guarujá.
Chovia, naquela tarde de sábado pós-Carnaval. E chuva não combina com praia, mas não impede a ida a esse lugar tão santista.
Depois que estacionamos o carro, precisamos nos espremer embaixo de um guarda-chuva azul, com o logotipo da universidade onde estudei e leciono.
Fomos ao box número 1, intitulado Box Santista, em homenagem ao Santos Futebol Clube e o preferido de minha mãe.
No primeiro momento, estranhei a ausência das garças brancas. Parece óbvio dizer garça branca, mas também existem garças na cor cinza.
Garças dominam a paisagem nos arredores do Mercado de Peixe.
Foto de Lídia Maria de Melo

Garça cinza no mar de Santos.
Foto de Lídia Maria de Melo.
Em uma outra ocasião em que estive no Mercado de Peixes com minha mãe, elas enfeitavam as ondulações do telhado e se exibiam nos capôs dos veículos estacionados, como se fossem as proprietárias. Na verdade, estavam à espreita.

Garça enfeita o telhado do Mercado de Peixes, que
será desativado em breve.
Foto de Lídia Maria de Melo

Garça pousou em carro, como se fosse a proprietária.
Foto de Lídia Maria de Melo
Desta vez, não decepcionaram. Surgiram, primeiro, timidamente e, depois, de modo mais atrevido. O objetivo era um só. Fisgar camarão, ou sardinha. Precisavam apenas de um descuido dos  vendedores.
Foi o que ocorreu.
Vendedor do Mercado de Peixes segura um robalo.
Na bandeja, uma pescada cambucu.
Foto de Lídia Maria de Melo.

Garças vigiam para fisgar camarões.
Foto de Lídia Maria de Melo.
Enquanto minha mãe se decidia entre uma pescada cambucu e um colosso de robalo, uma garça de pequeno porte pousou, melhor seria dizer estacionou, em uma placa de trânsito. Parecia respeitar a sinalização, que permitia o estacionamento por 20 minutos, na linha branca, desde que o pisca-alerta do veículo fosse mantido aceso.

Molhada da chuva, garça de pequeno porte
pousa na placa de trânsito e aguarda o momento de
fisgar um camarão.
Foto de Lídia Maria de Melo 
Empenhei-me em fotografar as protagonistas daquele cenário.
A pequena garça, com as penas molhadas, esperava o momento de obter sua refeição.
E não demorou muito. Bastou uma distração do vendedor com a freguesa, ela fisgou um camarão. Uma outra, mais alongada e esperta, não deu moleza. Passeando pela calçada, aproximava-se e recuava. Aproximava-se e recuava. Até que conquistou uma cobiçada sardinha, que engoliu com movimentos malabarísticos em cima de um automóvel branco também.

Antes de fisgar uma sardinha, garça passeia na calçada,
à espera da distração da vendedora de peixes.
Foto de Lídia Maria de Melo

Garça faz malabarismo para engolir a sardinha que
fisgou de uma bandeja do box do Mercado.
Foto de Lídia Maria de Melo.
Amanhã, faz um mês que fui ao Mercado de Peixes.
Depois, vivenciamos uma experiência traumática, ao vermos Santos e as cidades vizinhas serem inundadas pela água da chuva e enfrentando deslizamentos de morros que soterraram muitas vidas.
Nem havíamos nos recuperado dessa catástrofe que chamou a atenção do país, fomos assombrados por uma notícia mais temerária: a disseminação veloz do novo coronavírus por todos os países do mundo.
Desde o dia 17, somos obrigados a ficar em casa, em isolamento social, para evitar a contaminação, e disputamos álcool gel, máscaras, papel higiênico e papel toalha. Não saímos à rua nem mesmo para comprar comida. Fazemos pedidos pela internet.
Cada vez que chega algum objeto do lado de fora, o processo de descontaminação vira um ritual paranoico. A lavagem das mãos com sabão, por 20 segundos, ou cantando Parabéns a Você, duas vezes, passou a ser o ato mais solicitado pelas autoridades sanitárias e a imprensa. Imploramos, sem parar, pelas redes sociais e outros meios de comunicação: #fiqueemcasa.

Homem de máscara no Aeroporto JK, em Brasília.
Foto de Marcello Casal Jr/Agência Brasil - 27.3.2020
Prefeitos e governadores ordenaram o cumprimento de quarentena, mas o presidente do Brasil parece não querer acreditar na pandemia que, em um mês, na Itália, já matou 9.134 pessoas e deixou 66.414 casos ativos e 10.950 recuperados. Até o dia de hoje, o território italiano registra um total de 86.498 casos de covid-19.
O próprio presidente brasileiro voltou dos Estados Unidos com uma comitiva de mais de 20 pessoas contaminadas. Mesmo assim, afirma ter escapado ileso. Além do mais, irresponsavelmente chama a nova doença de "gripezinha", "resfriadinho".
Deveria prestar atenção no prefeito de Milão, Giuseppe Sala, que ontem pediu perdão aos italianos e ao mundo, por ter ignorado o grau de ameaça que era o coronavírus e incentivado a população a não parar suas atividades.
No dia 2 de março, o Brasil tinha 433 casos suspeitos e 2 confirmados. Até ontem, 27 de março de 2020, os casos confirmados de covit-19, provocada pelo coronavírus, eram 3.477, sendo 3.378 ativos, 93 mortes e 6 recuperados.
Essa quantidade resulta apenas dos casos testados. As pessoas com sintomas leves não foram submetidas a testes.
Casos novos confirmados de coronavírus no Brasil - Dados do Ministérios da Saúde.
Reprodução: Agência Brasil/EBC 

Há um mês, quando fui ao Mercado de Peixes e fotografei as garças brancas, jamais poderia imaginar que, em tão pouco tempo, o mundo inteiro estaria irmanado pela mesma dor, pelos cuidados e tomado pelo medo, em função de um vírus.
Países fecharam suas fronteiras. Muitos turistas, inclusive brasileiros, estão longe de casa, sem dinheiro, sem alternativa, sem poder retornar a seus lares.
Navios ficaram à deriva, com doentes a bordo e apelando autorização para aportar. Assista ao vídeo Costa Fascinosa contra o Coronavírus, sobre o navio que está em quarentena no Porto de Santos.
Realmente, a sensação é de que enfrentamos a Terceira Grande Guerra, mas o inimigo desta vez é invisível. A única arma de que dispomos é o isolamento social. Por isso, hoje, sem salvo-conduto, meu único lema é ficar em casa.
INÍCIO DA PANDEMIA
O novo coronavírus, causador da covit-19, uma síndrome aguda respiratória, começou na cidade de Wuhan, na província de Hubei, na República Popular da China.
A primeira ocorrência da doença se deu no dia 1.º de dezembro de 2019, mas somente foi reportada em 31 de dezembro.
As autoridades sanitárias acreditam que o vírus tenha origem zoonótica, pois os casos iniciais acometeram pessoas que estavam ligadas ao Mercado Atacadista de Frutos do Mar de Wuhan.
A China registra 81.394 casos da doença, sendo  3.128 casos ainda ativos, 3.295 mortes e 74.971 recuperados, mas a vida começa a voltar ao normal. O país tem enviado ajuda técnica a outras nações que concordam em recebê-la. Colabora com equipes médicas e aparelhos respiradores.
Além da Itália, com 86.498 registros, a Espanha contabiliza 65.719 (51.224 ativos, 5.138 mortes e 9.357 recuperados) e a França, 32.964 (sendo 25.269 ativos, 1.995 mortes e 5.700 recuperados). A Índia, com 1.391.479.751 habitantes, tem 902 casos registrados (799 ativos, 20 mortes e 83 recuperados).
Nos Estados Unidos, onde o governo também demorou a tomar medidas efetivas para evitar a propagação da doença, foram registrados até ontem: 104.256 casos (100.027 ativos, 1.704 mortes e 2.525 recuperados).
A Organização Mundial de Saúde (OMS) declarou o surto como uma pandemia no dia 11 de março de 2020. Até hoje, 28 de março, confirmou 598.070 casos da doença em mais de 200 países.
Esse número pode estar subestimado, pois só os pacientes mais graves têm sido testados. Faltam testes na maioria dos lugares.
A propagação se dá em uma perspectiva geométrica, muito rapidamente.
Acompanhe os números da contaminação pelo coronavírus no mundo clicando neste link:
https://www.covidvisualizer.com. Vai aparecer o globo terrestre e o mapa de cada país.

terça-feira, 28 de janeiro de 2020

Santos, 474 anos: a cidade marítima em muitas imagens

Lídia Maria de Melo (fotos e texto)

Nasci com os pés no Oceano Atlântico, embalada pelo apito dos navios e pelos mistérios que envolvem suas chegadas e partidas.
Dona do maior porto da América Latina e do time que consagrou Pelé e Neymar, Santos Futebol Clube, e sob a proteção de sua padroeira, Nossa Senhora do Monte Serrat, Santos aniversariou no último dia 26 deste janeiro quente de verão.
Completou 474 anos.
Fundada por Braz Cubas no século XVI, ocupa o posto de capital da Baixada Santista, região metropolitana formada por nove cidades: Bertioga, Guarujá, Santos, São Vicente, Cubatão, Praia Grande, Mongaguá, Itanhaém e Peruíbe.
Muitas imagens podem representá-la.
Escolhi algumas para deixar marcada minha homenagem.

Hibisco amarelo ou graxa-de-estudante, em calçada da
Rua Oswaldo Cruz,
no bairro do Boqueirão, em Santos, a uma quadra da praia.
22 de janeiro de 2020.


Arbusto de hibisco amarelo ou graxa-de-estudante, em calçada
da  Rua Oswaldo Cruz,

no bairro do Boqueirão, em Santos, a uma quadra da praia.
22 de janeiro de 2020.
Mar, céu, nuvens, Sol e edifícios, no fim de tarde em Santos.
18 de fevereiro de 2017. 

Prosa de sanhaços no terraço de apartamento
de edifício alto a uma quadra da praia,
no bairro Aparecida, em Santos. 22 de maio de 2012.
No mar da Ponta da Praia, em Santos, monumento
ao infante português Dom Henrique.
Diante da mureta branca e do quebra-mar,
Edifício Enseada, na Av. Bartolomeu de Gusmão, 180.
2 de novembro de 2016.


Sabiá na calçada de mosaico português na Ponta da Praia,
em Santos. 14 de julho de 2014.


Museu de Pesca de Santos, na Avenida Saldanha da Gama,
na Ponta da Praia. 14 de julho de 2014

Navio de carga deixa o Porto de Santos, diante
da Fortaleza da Barra Grande, localizada
no lado oposto do canal do estuário,
em terras de Guarujá.  14 de julho de 2014.


A mureta branca, um dos símbolos santistas, emoldura a
chegada de mais um navio cargueiro
na tarde de 7 de julho de 2019. 

Ao cruzar com o cargueiro que chega
ao Porto de Santos, o veleiro branco dá
a dimensão gigantesca do navio.
 Domingo, 7 de julho de 2019.


Vista dos prédios da Ponta da Praia, em Santos,
a partir da travessia do canal do Porto, vindo de
Guarujá. 24 de fevereiro de 2009. 


Ver navios é um passatempo que
santista e turista não dispensam.
Este é o Costa Romântica, em
13 de janeiro de 2007.

Este é o Costa Mágica em 16 de fevereiro de 2008,
deixando o Porto de Santos.

Lá vai o MSC Ópera, rumo ao
alto-mar, em 27 de janeiro de 2008.

Em 24 de fevereiro de 2009, o Blue Dream deixa
o Porto de Santos.


Vista do Porto de Santos a partir de uma balsa
que faz a travessia entre Guarujá e Santos e vice-versa.
4 de maio de 2014. 


O Professor Besnard permanecia ancorado
em frente ao Armazém 7 do Porto de Santos, em
22 de maio de 2014. Antes de se deteriorar,
 era usado como embarcação de pesquisa.


O Cisne Branco, veleiro da Marinha, deslumbra
quem observa da janela ou do terraço.
6 de julho de 2011.

Garças aproveitam a tarde na Ponta da Praia, em Santos,
15 de julho de 2014