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segunda-feira, 2 de janeiro de 2023

Santos homenageia Pelé em queima de fogos nas praias, à luz da Lua, na chegada de 2023

Lídia Maria de Melo


Na noite do Revéillon, a cidade de Santos homenageou o Rei Pelé, pouco antes da queima de fogos iniciada à meia-noite do dia 31 de dezembro de 2022, abrindo o ano de 2023. A duração foi de 14 minutos.
Já a homenagem ao Rei do Futebol e Atleta do Século XX, que faleceu erm 29 de dezembro de 2022, foi realizada na Praia do Gonzaga, por uma equipe da Prefeitura de Santos, que utilizou 80 drones. 
Como o vídeo mostra, em fotos, houve uma animação no céu, sob a luz do luar.  Milhares de pessoas acompanharam da areia das praias. 
Primeiramente, apareceram pontos de luz formando três corações, numa referência à cidade mineira onde, em 23 de outubro de 1940, nasceu Edson Arantes do Nascimento, filho de Celeste Arantes do Nascimento (nascida em 20 de novembro de 1922) e  Antônio Ramos do Nascimento (o jogador Dondinho, nascido em 2 de doutubro de 1917 e falecido em 16 de novembro de 1996).
Na sequência da homenagem, os drones projetaram no céu de Santos o distintivo do Santos Futebol Clube, time da Vila Belmiro, ode Pelé jogou de 1956 a 1974. 
Depois, aparecem dois garotos jogando bola. Um deles é Pelé, que chuta três bolas, mantidas iluminadas. 
Na próxima imagem, uma das pernas do menino transforma-se no número 1, que, ao lado das três bolas, ajuda a formar a imagem de 1000, simbolizando os mil gols completados por Pelé em 19 de novembro de 1969, no Estádio Mário Fuilho, o famoso Maracanã, em uma partida entre o Santos e Vasco, válida pelo Torneio Roberto Gomes Pedrosa. 
O gol de número 1.000 Pelé dedicou às crianças brasileiras. 
O goleiro do Vasco, que não conseguiu evitar o milésimo gol, foi o argentino Edgardo Andrada, falecido aos 80 anos, em 3 de setembro de 2019, e que, segundo a revista IstoÉ, mais tarde, atuou como agente da ditadura da Argentina (1976-1983).
A próxima projeção da homenagem é Pelé beijando uma taça, seguida pela comemoração tradicional dele, saltando e dando o conhecido soco no ar. 
Em seguida, surge a assinatura de Pelé. 
A última imagem mostra a assinatura ao lado de um coração. 
A multidão, então, ovaciona o ídolo que se consagrou como um dos maiores esportistas do mundo. 
Só então, começa a queima de fogos, marcando a entrada de 2023.
O Atleta do Século XX faleceu em 29 de dezembro de 2022, no Hospital Albert Einstein, na cidade de São Paulo, começou a ser velado no gramado do Estádio Urbano Caldeira, sede do Santos Futebol Clube, na Vila Belmiro, na cidade de Santos, às 10 horas de 2 de janeiro de 2023. 
Às 10 horas de 3 da janeiro de 2023, o caixão de Pelé será transportado em caminhão do Corpo de Bombeiros plas ruas de Santos, para que possa passar em frente à casa de dona Celeste, no Canal 6, no bairro da Ponta da Praia.
O sepultamento do atleta, que também jogou no Cosmos, de Nova York, marcou 1.282 gols na carreira e foi tricampeão em Copas do Mundo, será realizado no Memorial Necrópole Ecumênica. 
Em 5 de fevereiro de 2004, tive a oportunidade de entrevistar Pelé, para um livro que estava escrevendo (Rosinha Viegas, A Garra de Uma Leoa). A entrevista foi realizada em uma sala da sede antiga da TV Tribuna, então localizada na cidade de São Vicente, na Rua Antônio Emmerich. 
Na emissora, ele estava gravando um comercial, junto com seu barbeiro, Didi. 
Além da entrevista, eu o fotografei. Ele concedeu autógrafo em uma camiseta do Santos, de número 10, para meu sobrinho. Também fez uma foto comigo, com a mão em meu ombro, muito sorridente. O fotógrafo que registrou esse momento foi o uruguaio Walter Cabrera. 


Fotografei a assinatura de Pelé
em uma placa da empresa dele
exposta na Rua Bittencourt, em Santos.


Imagem de Pelé, exposta no Memorial das Conquistas,
na sede do Estádio Urbano Caldeira, na Vila Belmiro, sede
do Santos Futebol Clube, time onde Pelé jogou
de 1956 a 1974.

Eu e Pelé em 5 de fevereiro de 2003
na antiga sede da TV Tribuna
em São Vicente.
Nesse dia eu o entrevistei e fotografei.

 
Leia mais em: 

                         Pelé, 80 anos 
                         

                         De placa, mas não é gol.

quinta-feira, 29 de dezembro de 2022

Copa do Mundo inspira a composição do poema Gol

Revista Úrsula publica meu artigo "De Garrincha e Pelé a Messi e Mbappé, as lições do futebol"

Lídia Maria de Melo
 

Não testemunhei o grande feito da Seleção Brasileira de Futebol, em 1958, na Suécia. Nasci às vésperas da Copa que revelou ao mundo a genialidade de Garrincha e o talento do menino Pelé. Porém, desde que comecei a me entender por gente, ouvia minha mãe e meu pai  cantarolarem a canção que embalou essa primeira conquista rumo à posse definitiva da Jules Rimet: "A taça do mundo é nossa/ com os brasileiros/ não há quem possa/ ê eta esquadrão de ouro/ é bom no samba/ é bom no couro". 

Essa é a abertura  de meu artigo De Garrincha e Pelé  a Messi e Mbappé, as lições do futebol, que foi publicado, no dia 18 de dezembro, na Revista Úrsula, no encarte especial intitulado Sob a Sombra das Chuteiras. A publicação coincidiu com o encerramento da Copa do Mundo de Futebol de 2022, realizada no Catar (Qatar). 


No artigo, traço um panorama das Copas do Mundo de Futebol, a partir de 1958, resgatando informações e memórias a respeito de cada campeonato até 2022.  Para acessar diretamente meu artigo, clique aqui no link
Se desejar acessar todos os artigos (o meu e o de outros autores) do encarte, guiando-se pelos títulos, clique aqui.

Aqui neste blog, há alguns textos que publiquei durante outras edições da Copa do Mundo de Futebol, realizada a cada quatro anos. Para ler, acesse o menu no alto da página e clique em "Futebol". Ao final da primeira página de postagens, aparecerá a indicação "Postagens mais antigas". Clique e leia mais artigos. 

No dia 18 de dezembro, a final do campeonato mundial foi entre a Seleção da Argentina, de Messi, e a Seleção da França, de Mbappé. Nessa data, o mundo teve a oportunidade de testemunhar uma das mais brilhantes partidas da história das Copas do Mundo. No tempo regulamentar, o jogo terminou empatado em 2x2. Na prorrogação, cada seleção marcou mais um gol, perfazendo o placar de 3x3. Com esse resultado, as duas equipes enfrentaram-se nos pênaltis. Argentina  converteu 4, enquanto a França só acertou 2, perdeu 1 (com chute para fora) e o goleiro argentino defendeu 1. 

Dessa forma, a Seleção de Messi tornou-se a campeã de 2022, consagrando o tricampeonato, após 34 anos do bi. A Seleção de Mbappé também jogou muito. A diferença é que os argentinos entraram em campo com um jogador a mais: a apaixonada torcida, que permaneceu o tempo inteiro conectada com a seleção. 


Reprodução do encarte especial da edição número 7 da 
 Revista Úrsula, editada por Duanne Ribeiro.
                                           

sexta-feira, 23 de outubro de 2020

Pelé, 80 anos.

                                                  Fotos e texto: Lídia Maria de Melo   


Eu e Pelé na sede da TV Tribuna
em 5 de fevereiro de 2004

Publico estas duas fotografias para marcar o aniversário de 80 anos de Pelé.
O Atleta do Século (XX) jogou no Santos Futebol Clube, de 1956 a 1974, no Cosmos (EUA), de 1975 a 1977, e na Seleção Brasileira de Futebol, de 1957 a 1971.
Eu o entrevistei em 5 de fevereiro de 2004, para obter informações que foram incluídas no livro "Rosinha Viegas, A Garra de Uma Leoa", que escrevi e publiquei em 2004.
A entrevista foi realizada na antiga sede da TV Tribuna, na cidade de São Vicente.

Entrevistei e fotografei Pelé,
que também autografou uma
camiseta do Santos Futebol Clube 
para mim
 

domingo, 21 de junho de 2020

Seleção Brasileira do Futebol de 1970: a melhor de todos os tempos. E eu entrevistei Pelé, Leão e Clodoaldo


Lídia Maria de Melo (texto e fotos)
Entrevistei e fotografei o Rei do Futebol em 5 de fevereiro de 2004. 
Foi há 50 anos.
O Brasil vivia sob uma ditadura. As famílias atingidas pelo regime sabiam muito bem.
Mesmo assim, em 1970, a Seleção Brasileira de Futebol deu uma oportunidade ímpar aos que tiveram o privilégio de testemunhar seu desempenho pelos campos do México.
Até quem era criança, como eu, nunca mais se esqueceu.
As jogadas e os lances memoráveis, narrados por Geraldo José de Almeida e televisionados pela primeira vez em uma Copa do Mundo, nem o tempo foi capaz de apagar.

Eu e Pelé, em 5 de fevereiro de 2004, na sede
antiga da TV Tribuna, em São Vicente.

Vestidos em uniforme que lhes valeu o apelido de Seleção Canarinho, dez homens, correndo atrás de uma bola, enquanto um outro defendia o espaço entre duas traves e um travessão, mostraram que arte também se produz com os pés. Mesmo em gramado estrangeiro.

Pelé deu sombreiro do México para professora.
Imagem reproduzida do livro que escrevi em 2004.

A partir de então, a Seleção Brasileira que disputou e venceu a Copa do Mundo de 1970, conquistando o título inédito de Tricampeã Mundial e a Taça Jules Rimet, passou a ser definitivamente meu parâmetro em termos de futebol.

Pelé, já endeusado como o rei desse esporte, estava lá no esquadrão convocado por João Saldanha e treinado por Zagallo.
Mas não era a única estrela.
A Seleção de 70 era uma constelação inteira.
Pelé, Tostão, Jairzinho (o Furacão camisa 7), Rivelino, Gérson, Clodoaldo, Carlos Alberto Torres (capitão do time), Brito, Piazza, Everaldo, Félix. Os goleiros reservas eram: Ado e Leão. 
Era tanto jogador de talento, que os reservas faziam inveja a qualquer outra seleção. Paulo César, Marco Antônio, Baldocchi, Rildo, Edu, Dirceu Lopes, Djalma Dias, Zé Maria, Fontana, Joel, Roberto e Dario.  Não me lembro de todos. Nem sei quem era realmente reserva ou titular, a não ser aqueles mais óbvios.
Além da vitória por 4 a 1, contra a Itália, naquela final no Estádio Azteca, na Cidade do México, em 21 de junho de 1970, quando eu tinha somente 12 anos, foi emocionante acompanhar as cenas protagonizadas pelos mexicanos.
Pelé coloca o sombreiro da Copa de 1970 na cabeça
da professora Rosinha Viegas. Reprodução do livro
que escrevi e publiquei em 2004. 
Eles torceram em massa para o Brasil, já que o México tinha sido desclassificado logo no início da competição. E essa torcida se deu desde Guadalajara, cidade onde a Seleção Brasileira se hospedou.
Confirmada a vitória do Brasil e a conquista do tricampeonato, o público mexicano invadiu o campo e ergueu Pelé nos ombros, para comemorar e colocar em sua cabeça um sombreiro, símbolo daquele país.
Esse sombreiro, por sinal, Pelé doou à educadora Rosinha Viegas, fundadora da Faculdade de Educação Física de Santos (FEFIS), onde o Rei do Futebol e Leão estudaram. A FEFIS originou a atual Universidade Metropolitana de Santos (Unimes).
Sei disso, porque escrevi o livro  “Rosinha Viegas, A Garra de Uma Leoa”, publicado em 2004. Para essa tarefa, entrevistei, além da biografada, diversos esportistas, que foram alunos dela na FEFIS.
Consegui a entrevista com Pelé em 5 de fevereiro de 2004, no intervalo de uma gravação de um anúncio comercial, na sede da TV Tribuna, na época situada na Avenida Jacob Emmerick, em São Vicente. Dessa gravação, participou o barbeiro Didi, que cuida do topete de Pelé desde o início de sua carreira no Santos Futebol Clube e tem um salão em frente ao portão 6 do Estádio Urbano Caldeira, na Vila Belmiro, em Santos.
Apesar do pouco tempo (15 minutos), pude também fotografar o Atleta do Século XX e obter dele um autógrafo em uma camiseta para meu sobrinho.
Um outro fotógrafo, cujo nome não me recordo, registrou esse meu encontro com Pelé, a pedido da filha de Rosinha Viegas, a dentista e educadora Renata Viegas. Dias depois, recebi de presente a fotografia na Redação do jornal A Tribuna, onde eu era editora do caderno Local.
Nessa mesma ocasião, fotografei o técnico e ex-jogador Carlos Roberto Ferreira Cabral (Cabralzinho), outro egresso da FEFIS, que eu havia entrevistado por telefone, para o mesmo livro
Em outro dia, também entrevistei Clodoaldo Santana, morador da cidade de Santos, e o ex-goleiro Emerson Leão, que, na época, era treinador do Santos Futebol Clube. Nosso encontro foi no Centro de Treinamento Rei Pelé, ao lado da Santa Casa de Santos.
Pena que não tenho fotos desse momento, somente os áudios.

De todo modo, posso confessar que me sinto honrada por ter entrevistado três integrantes da Seleção Brasileira de Futebol de 1970, a Seleção dos Sonhos. A melhor de todos os tempos.
  

Taça Jules Rimet: posse definitiva do Brasil

quarta-feira, 27 de junho de 2018

Jornal alemão contrasta clima de 2014 e 2018 para noticiar a eliminação da Seleção da Alemanha

Reprodução da primeira página de 2014 e da edição de hoje

Lídia Maria de Melo
O imponderável aconteceu.
A Seleção da Alemanha, que conquistou o tetracampeonato na Copa do Brasil, foi eliminada hoje da Copa da Rússia, ainda na fase de grupos. A equipe comandada por Joachim Löw não conseguiu marcar nenhum gol diante da Coreia do Sul, que converteu dois, embora não tivesse mais chances de classificação para as oitavas de final.
O fato foi noticiado pelo jornal alemão Bild, de maneira intertextual.
O tabloide repetiu, na edição de hoje, a capa de quatro anos atrás.
Quando a Alemanha venceu o Brasil por 7x1, em 2014, colocou na primeira página Toni Kroos comemorando. Sobre a imagem, a manchete: "Sem Palavras".
Hoje, a foto mostrou o mesmo Kroos. Só que cabisbaixo. A manchete foi a mesma: "Sem Palavras". Pois é, a Copa da Rússia tem nos mostrado que o futebol, como a vida, é uma gangorra. Em um instante, estamos nas alturas. Em outro, com os pés no chão. E vice-versa.

terça-feira, 26 de junho de 2018

Com gol de Messi e de Rojo, Argentina reage e desclassifica Nigéria, apesar de Moses ter marcado

                                                                               Lídia Maria de Melo
Foto de Monica Yanakiew/Agência Brasil - 26/6/18 Buenos Aires
Copa da Rússia: torcida no jogo entre Argentina e Nigéria 
Hoje, a Seleção da Nigéria repetiu o que aconteceu em 1994 , na Copa do Mundo de Futebol nos Estados Unidos, e 2010, na Copa da África do Sul.
Já escrevi várias vezes sobre isso (clique no link no final do texto).
Em 1994, a Nigéria, cujo elenco também é chamado de Os Águias, disputava com a Itália uma vaga nas oitavas de final.
Eu estava no shopping Miramar, em Santos, e acompanhei o jogo pelo telão.
Vencendo por 1x0, a Nigéria dava ‘olé’ na Itália, que apresentava um péssimo preparo físico.
No finalzinho do jogo, o craque Roberto Baggio roubou a bola quase no meio do campo e disparou em direção ao gol. Empatou aos 43 min. Houve prorrogação e outro Baggio, o Dino, marcou para a Itália.
Resultado: por ingenuidade, a Nigéria voltou para casa. Já a Itália chegou até a final, perdendo para o Brasil, que conquistou o tetracampeonato.
Em 2010, a Nigéria ganhava por 2x1 da Coreia do Sul e poderia se classificar. O time voava em campo, mas permitiu a reação sul-coreana. Com o empate de 2x2, em função do resultado de Grécia e Argentina, Os Águias perderam a vaga.
Hoje, 26 de junho de 2018, a história se repetiu em São Petersburgo, na Rússia. Na partida em que enfrentou a Argentina, por uma vaga nas oitavas de final, Messi abriu o placar para a Argentina. Depois, após uma falta de Mascherano, Moses empata para a Nigéria, na cobrança do pênalti. No final da partida, aos 40 minutos do segundo tempo, o zagueiro Marcos Rojo colocou a Argentina na frente outra vez.
Embora tenha feito uma partida de igual para igual, a Nigéria perdeu a vaga. 
Moral da História, com campeões, é preciso malícia. 


TORCIDA
Nesse drama vivido em dois tempos, a torcida argentina teve um papel fundamental. Foi em procissão até o estádio, ocupando as ruas e cantando a todo pulmão. Dentro do estádio, entoou o hino e canções que empurraram o time desorganizado para a vitória. Foi de arrepiar.
A quilômetros da Rússia, nas ruas argentinas, o clima não era diferente.
Essa energia irmanada deu certo. Argentina segue em frente na Copa do Mundo da Fifa, na Rússia.

Clique aqui, para ler a matéria publicada neste blog em 23 de junho de 2010 e em 22 de junho de 2006, sobre a desclassificação da Nigéria em outras copas do mundo.

  

domingo, 17 de junho de 2018

México surpreende e vence a campeã Alemanha. Árbitro mexicano erra e leva Brasil ao empate

Lídia Maria de Melo (fotos e texto)
Equipe do México hospedou-se em Santos na Copa de 2014
Torci muito para a Seleção do México, que hoje venceu a campeã do mundo Alemanha, por 1x0, na Copa da Rússia. O estádio Lujniki, em Moscou, vibrou desde a execução do hino mexicano.
Pelo som que chegou das arquibancadas, dava para perceber que os torcedores do México compareceram em peso.
Torcida, no entanto, não ganha jogo. Jogadores, sim. E quem tem um goleiro chamado Guillermo Ochoa não passa apuro. Nossa! Quanta defesa linda e eficiente. Isso não é surpresa. Na Copa do Brasil, em 2014, ele já deu espetáculo e foi escolhido o melhor jogador em campo na partida contra o Brasil, que teve placar 0x0.
Naquela Copa, a Seleção do México ficou hospedada em Santos e treinou no centro do Santos Futebol Clube. Este blog registrou o fato. Reveja aqui.
A Seleção da Alemanha desta Copa da Rússia não é a mesma da Copa do Brasil. Isso ficou patente, não apenas pelos nomes dos jogadores, mas também pelo resultado do jogo contra o México. Mesmo assim, as duas equipes jogaram muito bem. Fizeram um jogo vibrante e bem disputado pelas duas equipes. Digno de uma final de campeonato.
A minha torcida nada teve a ver com o 7x1 que a Alemanha deu no Brasil em 2014, em Belo Horizonte. É que gosto muito do México, desde que em 1970 assisti ao Brasil ser tricampeão no Estádio Azteca, na Cidade do México. O público torceu fervorosamente pela Seleção Brasileira.
Os torcedores que inventaram a Ola nos estádios e o Olé merecem minha reverência.
Hoje, no entanto, um mexicano me deixou bravíssima. O árbitro que apitou a partida entre a Seleção do Brasil e a Seleção da Suíça, em Rostov-on-Don.
Falem o que quiserem, mas jogar daquele jeito dos suíços, puxando os jogadores pela camisa, principalmente Neymar, não é uma mostra de competência. 
Voltando ao árbitro, o mexicano César Ramos deixou de dar cartão amarelo em lances flagrantemente faltosos, como aquele em que o capitão suíço Stephan Lichtsteiner puxou Neymar pela camisa e derrubou-o no meio do campo. Somente aos 31 minutos do primeiro tempo, depois de repetir a puxada de camisa, Lichtsteiner recebeu um amarelo. Parecia que o juiz não queria ver o óbvio.
Depois, foi uma sequência de falhas da arbitragem. Uma, no lance que resultou no gol da Suíça, quando Miranda foi empurrado e as imagens mostram muito bem, e outra, no episódio do pênalti em cima de Gabriel Jesus.
O resultado foi de 1 x 1, mas o gol suíço deveria ter sido anulado e o pênalti poderia ter resultado em gol brasileiro. Assim, as falhas do mexicano interferiram no placar do jogo.
Essas falhas, no entanto, não têm desculpas, porque o árbitro de vídeo poderia ter ajudado a solucionar as questões. Houve má vontade de César Ramos. Persona non grata.
Esta Copa do Mundo não está sendo muito fácil para as equipes campeãs do mundo. Argentina passou apuros diante da Islândia (1 x 1). Alemanha perdeu para o México (1 x 0). Brasil empatou com a Suíça (1 x 1). Será que a Rússia, que fez 5 gols em cima da Arábia Saudita, vai ser campeã?

quarta-feira, 13 de junho de 2018

A um dia da abertura da Copa do Mundo da Rússia, blog é acessado de Moscou e de Rostov-on-Don


Lídia Maria de Melo

A Copa do Mundo de Futebol da Rússia começa amanhã.  Hoje, este blog recebeu a visita de um internauta de Rostov-on-Don.
No próximo domingo, dia 17, a Seleção Brasileira, que está hospedada em Sochi, estreará no certame, enfrentando a equipe da Suíça, justamente na Arena Rostov, em Rostov-on-Don.
Nesse estádio, cuja figurinha eu ainda não tenho em meu álbum da Panini, vão ser realizadas quatro partidas da fase de grupos e uma de oitavas-de-final.
Rostov-on-Don é uma cidade localizada a mais de mil quilômetros de de Moscou, com um milhão de habitantes. Tornou-se um centro tecnológico e industrial da Rússia.
O internauta que visitou o Blog da Lídia Maria de Melo, mas não deixou nenhuma mensagem, talvez estivesse pesquisando sobre Santos, sobre Neymar, sobre o Santos Futebol Clube, por isso, passou por este espaço.
Além dele, um outro visitante de Moscou também acessou este espaço, conforme mostra o mapa do blog. Veja na foto, na relação de locais, marcados com a bandeira, e no mapa, os pontos indicados pelas setas pretas no alto.

sábado, 21 de junho de 2014

Santos abraça a Seleção do México como os mexicanos fizeram em 1970


Hoje, fui até o bairro do Gonzaga, em Santos, para fotografar as bolas e as chuteiras que estão na Praça das Bandeiras, em homenagem às seleções do México e da Costa Rica. Ambas estão hospedadas em Santos e treinando em campos locais, principalmente nos gramados do Santos Futebol Clube, na Vila Belmiro. 
De repente, surge um batedor da PM com sua sirene ligada na Avenida Presidente Wilson, na orla da Praia do Gonzaga. 
Logo atrás, o ônibus da Seleção do México. Atravessei a Avenida Presidente Wilson, que chamamos de avenida da praia, e juntei-me à multidão que se aglomerava em frente ao Parque Balneário Hotel. 
Foi uma bela recepção que fez jus à que os mexicanos deram à Seleção Brasileira na Copa de 1970.
Fotografei até um jornalista de uma TV mexicana.

Por sinal, hoje faz 44 anos da final da Copa do México-70.
Em 21 de junho de 1970, o Brasil venceu a Itália por 4 a 1, com gols de Pelé, Gérson, Jairzinho e Carlos Alberto. O italiano Bonisegna fez 1 para seu país. A peleja foi no Estádio Azteca na Cidade do México. Clique  nas fotos para ampliar.



Jornalista da TV Mexicana Multimeios



















 Quanto à conquista da Taça Jules Rimet pela Seleção Brasileira no México em 1970, a imprensa retratou o feito desta maneira:

Última Hora faz referência à
 posse definitiva da taça






quinta-feira, 19 de junho de 2014

Futebol é xadrez

Se formos observar,
jogo de futebol
é uma partida de xadrez
em movimento.

terça-feira, 17 de junho de 2014

Brasil e México nos jornais.
Copa do Mundo de Futebol

O duelo entre Brasil e México na disputa por uma vaga nas Oitavas de Final da Copa do Mundo de Futebol despertou a criatividade dos jornais brasileiros e mexicanos.
Para ver mais, além dos exemplos abaixo, clique no blog Sevira Design, do jornalista Luiz Sérgio Moura, chefe da Diagramação do jornal A Tribuna (de Santos).  





domingo, 5 de janeiro de 2014

Se Eusébio se juntar a Garrincha, Sócrates e outros craques que se foram, a Copa de 2014 será no Céu.

Selo emitido pelos Emirados
Árabes em 15/9/1968 -
domínio público
Ajman Post Office
O ano era o de 1966. O mês, julho. Eu tinha ainda 8 anos de idade. Faria 9 somente em setembro. Acompanhava a Copa do Mundo de Futebol pelo rádio. Naquela época,  a televisão ainda não era aparelho doméstico presente em todos os lares.
A Seleção Brasileira de Futebol, a nossa Seleção Canarinho, era a favorita à disputa realizada na Inglaterra, porque detinha o título de bicampeã mundial, depois de conquistar a Copa da Suécia, em 1958, e a do Chile, em 1962.
Sua  estrela maior era Pelé, que compunha o quinteto mágico ao lado de Dorval, Mengálvio, Coutinho e Pepe, todos do Santos Futebol Clube.
Esses detalhes eu ainda não conhecia direito, porque era pequena. Mas sabia que a molecada da rua, quando jogava bola e fazia gol, tinha prazer em gritar "gooollll de Pelé".
Também cantarolava a música que enaltecia a Seleção Brasileira: "A taça do mundo é nossa/ com os brasileiros/ não há quem possa/ Eh eta esquadrão de ouro/ é bom no samba, é bom no couro". (Composição de Wagner Maugeri, Maugeri Sobrinho, Lauro Müller e Vitor Dagô, segundo Rogério Torquato).
Além disso, ouvia falar muito em Eusébio, o jogador preto da Seleção de Portugal, que podia fazer páreo com Pelé.
Dito e feito. Naquele julho de 1966, a seleção favorita, treinada por Vicente Feola, foi eliminada pela equipe lusa. Um dos responsáveis por aquele feito inacreditável foi Eusébio, autor de dois dos três gols portugueses. O placar foi de 3x1.
O nome dele era o mais pronunciado pelo locutor, que também não parava de narrar as faltas violentas dos zagueiros portugueses em cima de Pelé.
Essas foram as más lembranças daquele ano que só seriam amenizadas em 1970, quando o Brasil conquistou no México o tricampeonato e a posse definitiva da Taça Jules Rumet (a mesma que foi furtada anos depois e derretida).
Pois hoje, 5 de janeiro de 2014, o nome daquele jogo de 1966 voltou ao noticiário de maneira triste. Eusébio da Silva Ferreira, nascido em Maputo, Moçambique (colônia de Portugal), em 25 de janeiro de 1942, grande atacante do Benfica e considerado um dos maiores jogadores do mundo, morreu de madrugada em Lisboa (Portugal) aos 71 anos.
O Pantera Negra, como era chamado, perdeu o jogo para uma insuficiência cardíaca. Deixa a viúva Flora Bruheim e as filhas Sandra e Carla.
Se ele se juntar a Garrincha, Sócrates e outros craques que já se foram, a Copa de 2014 vai ser no Céu.

terça-feira, 25 de junho de 2013

Charges avaliam manifestações de maneira
criativa, contundente e bem-humorada

      Angeli - Folha de S. Paulo 23/6/2013 - reprodução
A charge é um dos meios mais sintéticos de se expressar opinião. Para transmitir o que pensa a respeito de determinado assunto, o chargista utiliza linguagem não verbal, que pode estar associada, ou não, a recursos verbais. Porém, somente o emprego de imagem e de palavras não garante que a mensagem seja entendida.
A compreensão do conteúdo da charge envolve a somatória de outros fatores, como contexto, intertextualidade e conhecimento partilhado entre emissor e receptor. Se, por exemplo, quem observar a charge não tiver informação suficiente sobre o tema abordado, a comunicação não se concretizará.
O emprego de figuras de linguagem, como metáfora, ironia, hipérbole, prosopopeia, onomatopeia, elipse, é outro ponto fundamental para que a intenção da charge se consolide. Em outras palavras, a charge é uma unidade, formada por um mosaico de sentidos, ligados pelo humor.
Desde o início do mês, quando a população brasileira passou a ocupar as ruas das cidades para protestar, as manifestações tomaram o lugar da Copa das Confederações na relação de temas que serviram de inspiração aos chargistas.
                              "Afinal, pelo que vocês lutam?".
Na edição de domingo do jornal Folha de S. Paulo, a charge assinada por Angeli aborda o assunto (veja imagem acima). Ambientada em um espaço não especificado, mas que pode ser qualquer uma das cidades que estão sendo palco de manifestações, ela mostra um jornalista fazendo a seguinte questão a um grupo de encapuzados: "Afinal, pelo que vocês lutam?".
À frente de chamas e  armados com paus e embalagens de sprays, os integrantes do grupo respondem: "Ora! Por um país mais transparente!". A interjeição "ora" e os pontos de exclamação dão à explicação dos manifestantes um tom de obviedade.
A boca entreaberta do jornalista, além de caracterizar o momento da elaboração da pergunta, simboliza a expressão de surpresa diante da resposta, que torna a situação contraditória e irônica.
A perplexidade do repórter ocorre em silêncio, o que remete à  elipse, figura caracterizada pela omissão de palavras facilmente subentendidas no contexto. É como se ele e o leitor se perguntassem: "Se eles desejam tão ardentemente a transparência, como se apresentam com os rostos cobertos?!"
Assim, consolida-se, em clímax, a opinião humorada do chargista.
 DaCosta - A Tribuna 15/6/2013 - reprodução
No dia 15, a charge que DaCosta publicou no jornal A Tribuna envolve Copa das Confederações, protestos e repressão policial, sob um título formado pelo trocadilho: "Bola e Bala". As duas  palavras incorporam a síntese dos acontecimentos.
De um lado, a Seleção Brasileira de Futebol faz a bola rolar na abertura da Copa das Confederações.
Do outro, uma manifestante protesta nas ruas e tenta se proteger contra as balas de borracha disparadas pela Polícia Militar.
Esse tipo de projétil foi utilizado pela PM na Avenida Paulista, em  São Paulo, na tarde do dia 13, durante a  tentativa de conter o protesto contra o aumento da tarifa do transporte público. No episódio, manifestantes e jornalistas acabaram feridos e precisaram ser hospitalizados.
Nos dois quadros que compõem a charge, outro fator contribui para a construção do sentido, as cores da Bandeira Brasileira. O verde está no gramado, na gola e nas mangas da camiseta do jogador, que no restante é amarela. O azul aparece nas meias e no calção, que na lateral tem um detalhe branco, cor que tinge a chuteira.
Na manifestante, o verde colore o calçado, enquanto o amarelo se evidencia no bermudão, e o azul, na camiseta e na bolsa tiracolo. Já o branco, como símbolo da paz, chama a atenção na camiseta, que é larga e comprida.
Outras cores deixam suas marcas: o cinza do asfalto, de uma parte da bola e das balas que perfuram o papelão bege, com o qual a manifestante tenta se proteger.
A única diferença de tom entre os dois personagens é o roxo, que no cabelo da manifestante serve de indício de sua juventude e irreverência. 
O preto usado de base para o título pode ser interpretado como uma referência aos momentos de luto, já que o clima de confronto entre manifestantes e polícia nas ruas, até aquele momento, era de muito temor.
Nessa charge de DaCosta, o humor não provoca riso, mas apreensão. A mesma que se pode observar tanto na expressão do jogador, quanto na da manifestante.
 Paixão - Gazeta do Povo 15/6/2013 - reprodução
 
No mesmo dia 15, na Gazeta do Povo, Paixão faz intertextualidade com o quadro O Grito, de Edvard Munch (ao lado), datado de 1893, para expressar a reação do manifestante ao barulho das bombas lançadas pela tropa de choque da Polícia Militar.
A exemplo do que ocorre na pintura de Munch, a charge não emprega linguagem verbal, mas o grito que ecoa pode ser ouvido pela representação da imagem: o personagem tem a boca escancarada, os olhos arregalados e as mãos nos ouvidos, para protegê-los do estrondo das explosões. Os sons das bombas se evidenciam nos desenhos de fogueiras pontiagudas, pintadas de vermelho e amarelo, ao mesmo tempo em que delas sobem espirais de fumaças brancas.
 Jorge Braga - O Popular 18/6/2013 - reprodução
No dia 18, no jornal  O Popular, Jorge Braga, com linguagem não verbal e uma onomatopeia, dá sua interpretação à frase que mais vem se repetindo no País desde que os protestos tomaram conta das ruas: "O gigante despertou".
Numa associação explícita com o super-herói Hulk, o chargista mostra o Brasil, caracterizado pelo mapa, se transformando e rugindo, enfurecido e esverdeado. Ele não só despertou. Também amedronta. Basta ver  a expressão facial e os gestos do Hulk-Brasil.
Mesmo sem palavras, a charge faz referência aos versos do hino nacional brasileiro "gigante pela própria natureza" e "deitado eternamente em berço esplêndido", consolidando uma paródia.
Neste caso, ocorre então uma intertextualidade híbrida entre textos verbais, que são o hino e a frase sobre o despertar do gigante, e não verbais, o mapa do Brasil e o incrível Hulk.
Como se vê, as charges expõem comentários sobre questões cotidianas, de forma bastante sintética, mas muito criativa, contundente e bem-humorada.

sexta-feira, 19 de agosto de 2011

Texto sobre Roberto Drummond faz dez anos

Clique na imagem para ampliar e ler

Hoje, completam-se dez anos que publiquei, no jornal A Tribuna, um comentário sobre a obra do jornalista e escritor mineiro Roberto Drummond.
Intitulado Autor vai além da realidade, o texto saiu na Editoria de Galeria, página E-3 (imagem acima).
Três dias antes, o autor de Hilda Furacão tinha estado em Santos, no Sesc, para divulgar seu mais recente livro, Cheiro de Deus. A matéria sobre o lançamento abriu a página e era de autoria da jornalista Elcira Nuñes Nuñes.
Eu havia conhecido Drummond em um congresso de literatura no Rio de Janeiro, em 1985, e incluíra uma análise de sua obra Sangue de Coca-Cola no meu livro Raul Soares, Um Navio Tatuado em Nós. Por isso, redigi um complemento à matéria de Elcira.
No ano seguinte da visita a Santos, Drummond morreu, sem que eu tivesse ido almoçar com ele em Belo Horizonte, em atendimento a um convite que me fez.
Em 2006, no meu antigo blog, ao comentar a Copa do Mundo de Futebol, lembrei o campeonato realizado na Coreia e no Japão quatro anos antes e mencionei a morte do escritor. Esse mesmo texto, republiquei neste blog no ano passado. Eis o trecho:

Dedicatória que Drummond
escreveu para mim
Em 2002, a nota triste não ocorreu na Coréia nem no Japão, mas em Belo Horizonte. Depois de escrever uma crônica sobre o jogo que o Brasil realizaria contra a Inglaterra, o jornalista Roberto Drummond teve um ataque cardíaco e morreu.
Ele ficou conhecido no Brasil inteiro depois que seu romance ‘‘Hilda Furacão’’ foi adaptado para uma minissérie da Rede Globo.
Eu o conheci no Rio de Janeiro, em 1985, em um congresso de literatura. Ele havia lançado ‘‘Hitler Manda Lembranças’’, depois de ‘‘Sangue de Coca-cola’’, que eu tenho autografado por ele (clique na imagem à esquerda). Conversamos demoradamente.
Quando esteve em Santos, um ano antes de sua morte, para lançar o ‘‘Cheiro de Deus’’, escrevi um artigo sobre ele e publiquei no jornal A Tribuna. Gostava dele.
Fanático por futebol, não chegou a ver o Brasil ganhar da Inglaterra por 2x1. Os jogos eram de madrugada ou de manhãzinha. No final de sua última crônica, para o jornal O Estado de Minas, ele escreveu: “Mais do que nunca, gostaria de ter uma bola de cristal ou os poderes de vidente de minha amiga madame Janete só para saber quem venceu, se a Seleção de Ronaldinho, se a seleção de Beckham’’.

Leia o texto na íntegra, aqui.

domingo, 27 de fevereiro de 2011

Antes, era um campo de futebol. Breve, serão prédios. (Já são).

  Textos e fotos de Lídia Maria de Melo (clique nelas para ampliar).
 Postagem de 27.2.2011. Atualizada em 12/9/2019.
Lembram-se do campo do Litoral Futebol Clube, no Bairro Aparecida, em Santos, na área que vai da Rua Guaió até a Avenida Epitácio Pessoa, ao longo de uma quadra na Rua Pirajá da Silva?
Mais dicas: fica ao lado do prédio da Previdência Social, perto do colégio Aristóteles Ferreira e em frente ao Carrefour do Shopping Praiamar.
O time de futebol amador não o ocupa mais faz um certo tempo. O campo já foi destruído.
Agora o terreno está sendo preparado para receber pelo menos dois arranha-céus.
Ampliem as fotos e vejam.
Só resta torcer para que a rede de esgoto seja ampliada e suporte essa sobrecarga que por aí vem.
O mesmo se espera que ocorra com a rede de drenagem, porque, já sem essas novas construções, sempre que cai uma chuva um pouco mais forte, a Avenida Epitácio Pessoa costuma virar um rio, bem perto dali, no trecho compreendido entre a Rua Alexandre Martins e a General Rondon.
A Rua Particular Lélia também fica embaixo d´água.
Vagas para estacionar carros, área verde... Ah, isso é querer demais!

Atualização em 12 de setembro de 2019.
O local acima descrito, agora, é ocupado por estes prédios da foto, que abrigam residências, escritórios comerciais, hotel e restaurantes. Um deles é ligado com o shopping por uma passarela que passa por sobre a Rua Guaiaó.
É, os tempos mudam! Se é para melhor, depende do ponto de vista.


quarta-feira, 25 de agosto de 2010

E Deivid veio para o Flamengo. Não disse?

E Deivid voltou para o Brasil. Queria retornar ao Santos, como antecipei neste no dia 19 de junho.
Sem negociação com o Peixe, o atacante não ocupou a vaga de André, que foi para Kiev, na Ucrânia. Mas deixou o time que defendia na Turquia e integrou-se ao Flamengo, conforme notícia divulgada na tarde de sexta-feira.
A notícia que apareceu do meu lado, por acaso, estava certa.

domingo, 11 de julho de 2010

A Copa da África do Sul chegou ao fim
com um momento justo e um momento love

Reprodução do El País (clique para aumentar)
A Copa do Mundo de Futebol da África do Sul 2010 chegou ao fim. A vitória foi da Fúria Espanhola, por 1x0 sobre a Holanda. Gol de Iniesta, aos 10 minutos do segundo tempo da prorrogação.
A cerimônia de encerramento, no Soccer City Stadium, em Soweto, distrito de Johannesburgo, recebeu a bênção de Nelson Mandela, o grande líder sul-africano que combateu o apartheid, regime segregacionista que humilhou seu povo por 44 anos.
O capitão italiano, campeão da Copa de 2006, Fabio Cannavaro, levou a taça de ouro para o campo. Colocou-a em cima de um pedestal.
Vestindo uma camiseta com a inscrição Against Racism (Contra o racismo), um torcedor invadiu o gramado e tentou pegar o ambicionado troféu.
Foi impedido por seguranças, pouco antes da jobulani, não a jabulani, começar a rolar entre os pés dos jogadores. A jabulani foi a bola mais polêmica e mais famosa de todos os campeonatos.
Acabou-se a Copa dos erros de arbitragem, magros placares e muitas faltas. Inúmeras maldosas, como aquela que o jogador da Costa do Marfim cometeu na canela de Elano. E a entrada do jogador nº 8 holandês com a sola do pé no peito do adversário espanhol. Nos dois casos, atos completamente cavalares: coices! Quando Zidane cabeceou o peito de Materazzi, na final de 2006, ele foi expulso. No lance contra Elano e no de ontem, não houve nem cartão amarelo.
Nas arquibancadas, o rei da Holanda, a rainha da Espanha, o presidente da África do Sul, o ''imperador'' alemão Franz Beckenbauer, o lorde negro do cinema norte-americano, Morgan Freeman, que interpretou Mandela no filme Invictus.
Espanha e Holanda se enfrentaram no tempo regulamentar e na prorrogação. As torcidas, vestidas com as cores de seus times e de suas bandeiras.
Não tive por quem torcer.
Com o jogo já adiantado, quase saiu um gol de bola recuada, contra a Espanha. Casillas fuzilou o adversário com o olhar.
Zero a zero até os 35 minutos. Partida um pouco sem graça, para quem é acostumado a uma torcida apaixonada, como a brasileira.
Ontem, o Brasil ficou em silêncio.
Mesmo desclassificados, os brasileiros chegaram a torcer e a vibrar pela Alemanha no jogo contra a Argentina. No sábado, torceu pelo Uruguay, assim como fez contra Gana. Alguns ficaram ao lado do time africano na tarde do mesmo dia em que a Seleção Brasileira foi derrotada pela Holanda.
Ontem, a Alemanha conquistou o terceiro lugar, mas nossa torcida foi pelo Uruguay.
Ontem, o Brasil manteve-se quieto.
Por mais que os comentaristas dissessem que Holanda e Espanha eram as duas melhores seleções, o jogo foi desanimado, quase sem emoção.
O momento mais emocionante foi de Robben contra Casillas. Um de frente para o outro. O goleiro espanhol levou a melhor e defendeu o que todo mundo contava como gol certeiro.
A segunda grande emoção surgiu da tentativa de David Villa diante do goleiro holandês. O zagueiro laranja deu um corte na bola quase na linha do gol, deixando o espanhol chutando o ar.
Ontem, o Brasil permaneceu em silêncio como torcedor, mas já começou a se preparar para a Copa de 2014. A grande bandeira aos pés do Cristo Redentor, no Rio de Janeiro, demonstra isso.
Momento Justo
Antes que a luzes se apagassem de vez em Johannesburgo, a Fifa anunciou que Thomas Müller foi a revelação da Copa e o melhor jogador juvenil. Casillas foi escolhido o melhor goleiro.
E Diego Forlán, o melhor jogador da Copa. Momento justo.
Veja os gols dele:



Ontem, houve também um Momento love.
Casillas beijou sua namorada na boca, durante uma entrevista que concedia a ela.
Repórter de uma TV espanhola, Sara Carbonero foi acusada de distrair o goleiro, ficando atrás de sua área. Veja que romântico:



Em 2014, o Brasil espera por todos.
See you: South Africa (Bafana Bafana), Argentina (hermanos), England, Germany (Deustchland), Netherlands, Italy, Spain, Uruguay, Nigeria, USA, Australia, Denmark, New Zealand, Korea North, Chile, France, Greece, Algeria, Ghana, Japan, Slovakia, Côte d´Ivory, Honduras, Mexico, South Korea, Slovenia, Serbia, Cameroon, Paraguay, Portugal, Switzerland, Sweden, Denmark and others. Welcome to World Cup 2014.
Now sound vuvuzelas in South Africa!!!

Em tempo: apesar da festa, dois jogadores (um deles, Puyol) da Seleção Espanhola comemoraram com a bandeira da Catalunha, ou seja, apoiando o movimento separatista. Mas o autor do gol frisou: ''A Espanha é uma só''.
Neste momento de comemoração, especialistas veem risco de atentados do ETA, o Exército Separatista Basco.