domingo, 12 de junho de 2022

Beijo Eterno, meu poema para este Dia dos Namorados

Dia dos Namorados pede um poema. Hoje, publiquei no meu canal do Youtube o poema Beijo Eterno, que escrevi especialmente para a data de hoje. Inspirado em uma situação real, Beijo Eterno será incluído no meu próximo livro de poemas. Dá um clique na imagem e assista. Tem menos de 40 segundos. Depois, curta, comente, compartilhe. #literatura #poema #poesia #beijo #diadosnamorados


domingo, 22 de maio de 2022

Versão italiana de música de Erasmo e Roberto dá luz a "Toscana", no Netflix. Aproveite e veja minha lista de filmes românticos

(Divulgação)
Lídia Maria de Melo
Quando quero descontrair e fazer um carinho na alma, vejo filme romântico. Muitos são clássicos. Outros, fraquinhos. (No fim da postagem, citarei alguns bons!).
Ontem, enquanto almoçava, assisti a "Toscana", no Netflix.
Não gostei. Porém, aos 14 minutos, na cena que mostra a viagem do protagonista, da Dinamarca à famosa região italiana que nomeia o filme, a música executada, durante dois minutos, chama tanto a atenção quanto a bela paisagem.
Trata-se de "Sentado à beira do caminho", que foi um grande sucesso na voz de Erasmo Carlos. Só que no filme é cantada por Ornella Vanoni, em italiano.
A geração mais jovem pode nem conhecer a canção em português, ou pensar que Erasmo gravou uma versão. Mas não. A composição, muito bonita, é de Erasmo Carlos e de Roberto Carlos. Data de 1969 e já foi gravada em vários idiomas.
Fiz questão de verificar se o diretor e roteirista Mehdi Avaz citou os dois autores brasileiros nos créditos. Tudo certo. Erasmo aparece como Erasmo Esteves ao lado do eterno parceiro.
Então, fica a informação. A música usada nesse filme dinamarquês é brasileira. Agora, abaixo da foto, minha lista de filmes românticos. Lídia Maria de Melo
Foto de capas de DVDs da minha coleção
LISTA DE FILMES ROMÂNTICOS
Como prometido, a seguir, numa sequência aleatória, relaciono alguns filmes românticos, que considero muito bons:
1. "As pontes de Madison" (Meryl Streep e Clint Eastwood);
2. "Casablanca" (Ingrid Bergman e Humphrey Bogart);
3. "Um homem, uma mulher" (Anouk Aimée e Jean-Louis Trintignant);
4. "Um homem, uma mulher -20 anos depois" (idem);
5. "A casa do lago" (Sandra Bullock e Keanu Reeves);
6. "O encantador de cavalos" (Kristin Scott Thomas e Robert Redford, além de Scarlett Johansson menina e Sam Neill);
7. "Uma linda mulher" (Julia Roberts e Richard Gere);
8. "Um lugar chamado Notting Hill" (Julia Roberts e Hugh Grant);
9. "Meu querido presidente" (Annette Bening e Michael Douglas);
10. "Nunca te vi, sempre te amei" (Anne Bancroft e Anthony Hopkins);
11. "O paciente inglês" (Kristin Scott Thomas, Juliette Binoche e Ralph Fiennes, Willian Dafoe, Colin Firth e Naveen Andrews. Filme ganhador do Oscar de 1997, que envolve histórias de amor, mas há muito drama também);
12. "O piano" (Holly Hunter, Harley Keitel e Sam Neill - trata-se de uma história de amor dramática, não é exatamente um puro romance);
13. "Simplesmente amor" (Hugh Grant, Liam Neeson, Martine McCutcheon, Colin Firth, Keira Nightley, Emma Thompson, Rodrigo Santoro e muitos outros grandes atores, que formam pares);
14. "Amor sem fronteiras" (Angelina Jolie e Clive Owen, romance dramático);
15. "Orgulho e preconceito" (Keira Knightley, Matthew Macfadyen, Rosamund Pike);
16. "Antes do amanhecer" (Julie Delpy e Ethan Hawke) e 17. "Antes do por do sol" (o terceiro dessa trilogia francesa eu não gostei: "Antes da meia-noite". Nos três, os protagonistas são vividos pelos mesmos atores).
Acrescento ainda à relação:
18. "Entre dois amores" (Meryl Streep e Robert Redford);
19. "Amor à primeira vista" (Meryl Streep e Robert de Niro, novinhos);
20. "Proposta indecente" (Robert Redford e Demy Moore);
21. "Lendas da paixão" (Brad Pitt, Anthony Hopkins, Julia Ormond);
22. "Em algum lugar do passado" (Christopher Reeve e Jane Seymour);
23. "Austrália" (Nicole Kidman e Hugh Jackman);
24. "Mensagem para você" (Meg Ryan e Tom Hanks);
25. "Sintonia de amor" (1993, Meg Ryan e Tom Hanks), que é remake de "Tarde demais para esquecer" (1957, Care Grant e Deborah Kerr), que por sua vez é remake de "Duas vidas" (1939, Irene Dunne e Charles Boyer);
26. "Íntimo e Pessoal" (Michelle Pfeifer e Robert Redford, um amor entre dois jornalistas).
Certamente deixei escapar muitos, mas, por ora, é o suficiente.
Os que ficaram de fora Não incluí o clássico "E o vento levou", porque, apesar de ser uma história de amor, é um filme mais dramático, que trata de tema histórico, guerra, economia. É mais denso. Não é apenas um romance. O mesmo critério pode ser aplicado a "Dr Jivago", que conta uma história de amor, mas não é apenas um filme romântico. Segue a mesma classificação de "E o vento levou".
Já "Amor" também ficou de fora, porque, apesar do nome e de ser um excelente filme, é um drama.
"O último dos moicanos" também merece um artigo à parte, assim como acontece com "Romeu e Julieta", que é uma história de amor dramática. Então, o gênero é drama. Não é romance.

sábado, 16 de abril de 2022

Buscando a Cristo, soneto barroco de Gegório de Matos, escritor baiano chamado de Boca do Inferno



Clique na imagem ou neste link, para
assistir aos vídeo no Youtube:
https://www.youtube.com/watch?v=Lf8ATpaDuyo


Lídia Maria de Melo

O poema barroco Buscando a Cristo, do escritor baiano Gregório de Matos, expõe o antagonismo entre a capacidade cristã de perdoar e a insignificância humana.  A ambivalência se apresenta também pela consciência do eu-lírico de ser um pecador que busca o acolhimento  do Cristo crucificado.

Em termos de estilo, o poeta apelidado de Boca do Inferno, devido às suas obras satíricas, emprega figuras de linguagem. Marcadamente, são observadas a antítese, ou seja, o uso de palavras e ideias de sentidos contrários, e a metonímia, em referência às partes do corpo de Cristo, braços, olhos, mãos, pés, cabeça, sangue, como se cada uma delas fosse de fato o corpo inteiro. 

Os cravos são mencionados como a representação do próprio castigo, a crucificação. Gregório de Matos utiliza ainda a prosopopeia ou personificação, atribuindo às partes do corpo de Cristo crucificado características humanas. 

Outra figura presente no poema é a zeugma, assim como a anáfora. Zeugma é a omissão da forma verbal “correndo vou”, que é empregada no primeiro verso da primeira estrofe e suprimida nas demais.  Anáfora é a repetição da expressão “ A vós” no início de vários versos.

Na estrofe  final do poema, o eu-lírico expõe sua necessidade de ser acolhido por Cristo e  o tamanho do sacrifício do filho de Nazaré pela humanidade. É nesse momento que podemos observar a característica denominada fusionismo, o homem entendendo que obterá incondicionalmente o perdão divino.

O barroco foi um movimento estético, surgido na segunda metade do século XVI, na Península Ibérica, após o Renascimento. Foi  marcado pelos princípios ideológicos nascidos  a partir da fundação da ordem religiosa Companhia de Jesus, em 1540, e ainda pelo movimento da Contra-Reforma, que se caracterizou pela tentativa de conciliar as novidades renascentistas  com a tradição religiosa da Idade Média. 

Além disso, o barroco sofreu influência das decisões do Concílio de Trento, que se reuniu de 1545 a 1563, que teve como principal objetivo reafirmar os dogmas católicos diante do crescimento do  protestantismo.

Nessa época, surge então, um novo homem, com pensamentos, concepções sociais, políticas, artísticas e religiosas, influenciadas pela Contra-Reforma católica e pelos ditames do Concílio de Trento.

Entre as características barrocas, estão: o culto ao contraste, como se vê no poema Buscando a Cristo, de Gregório de Matos; uma preferência pelos aspectos cruéis, dolorosos, sangrentos e até repugnantes, com o intuito de mostrar a miséria humana por meio de impressões sensoriais; o conflito entre o homem santo e o homem pecador; uma intensidade na exposição do sentido da existência humana; a humanização do sobrenatural; e o fusionismo, ou seja, a fusão entre luz e treva, entre racional e irracional, surgindo  daí o uso abusivo das figuras de linguagem nas obras literárias.

O barroco, como citou Domício Proença Filho, em Estilos de Época na Literatura, apresenta “traços bem definidos nas artes visuais e plásticas, bem como na literatura” , que correspondem ao século XVII. Ele está na raiz do futuro movimento do Romantismo e penetra pelo século XVIII, um período de entrecruzamento ideológico.

Independentemente das características estéticas do poema Buscando a Cristo, a leitura dessa obra na Semana Santa nos remete à crucificação de Jesus pelos romanos e a seu mais profundo ensinamento: amar ao próximo como a si mesmo.