terça-feira, 28 de janeiro de 2020

Santos, 474 anos: a cidade marítima em muitas imagens

Lídia Maria de Melo (fotos e texto)

Nasci com os pés no Oceano Atlântico, embalada pelo apito dos navios e pelos mistérios que envolvem suas chegadas e partidas.
Dona do maior porto da América Latina e do time que consagrou Pelé e Neymar, Santos Futebol Clube, e sob a proteção de sua padroeira, Nossa Senhora do Monte Serrat, Santos aniversariou no último dia 26 deste janeiro quente de verão.
Completou 474 anos.
Fundada por Braz Cubas no século XVI, ocupa o posto de capital da Baixada Santista, região metropolitana formada por nove cidades: Bertioga, Guarujá, Santos, São Vicente, Cubatão, Praia Grande, Mongaguá, Itanhaém e Peruíbe.
Muitas imagens podem representá-la.
Escolhi algumas para deixar marcada minha homenagem.

Hibisco amarelo ou graxa-de-estudante, em calçada da
Rua Oswaldo Cruz,
no bairro do Boqueirão, em Santos, a uma quadra da praia.
22 de janeiro de 2020.


Arbusto de hibisco amarelo ou graxa-de-estudante, em calçada
da  Rua Oswaldo Cruz,

no bairro do Boqueirão, em Santos, a uma quadra da praia.
22 de janeiro de 2020.
Mar, céu, nuvens, Sol e edifícios, no fim de tarde em Santos.
18 de fevereiro de 2017. 

Prosa de sanhaços no terraço de apartamento
de edifício alto a uma quadra da praia,
no bairro Aparecida, em Santos. 22 de maio de 2012.
No mar da Ponta da Praia, em Santos, monumento
ao infante português Dom Henrique.
Diante da mureta branca e do quebra-mar,
Edifício Enseada, na Av. Bartolomeu de Gusmão, 180.
2 de novembro de 2016.


Sabiá na calçada de mosaico português na Ponta da Praia,
em Santos. 14 de julho de 2014.


Museu de Pesca de Santos, na Avenida Saldanha da Gama,
na Ponta da Praia. 14 de julho de 2014

Navio de carga deixa o Porto de Santos, diante
da Fortaleza da Barra Grande, localizada
no lado oposto do canal do estuário,
em terras de Guarujá.  14 de julho de 2014.


A mureta branca, um dos símbolos santistas, emoldura a
chegada de mais um navio cargueiro
na tarde de 7 de julho de 2019. 

Ao cruzar com o cargueiro que chega
ao Porto de Santos, o veleiro branco dá
a dimensão gigantesca do navio.
 Domingo, 7 de julho de 2019.


Vista dos prédios da Ponta da Praia, em Santos,
a partir da travessia do canal do Porto, vindo de
Guarujá. 24 de fevereiro de 2009. 


Ver navios é um passatempo que
santista e turista não dispensam.
Este é o Costa Romântica, em
13 de janeiro de 2007.

Este é o Costa Mágica em 16 de fevereiro de 2008,
deixando o Porto de Santos.

Lá vai o MSC Ópera, rumo ao
alto-mar, em 27 de janeiro de 2008.

Em 24 de fevereiro de 2009, o Blue Dream deixa
o Porto de Santos.


Vista do Porto de Santos a partir de uma balsa
que faz a travessia entre Guarujá e Santos e vice-versa.
4 de maio de 2014. 


O Professor Besnard permanecia ancorado
em frente ao Armazém 7 do Porto de Santos, em
22 de maio de 2014. Antes de se deteriorar,
 era usado como embarcação de pesquisa.


O Cisne Branco, veleiro da Marinha, deslumbra
quem observa da janela ou do terraço.
6 de julho de 2011.

Garças aproveitam a tarde na Ponta da Praia, em Santos,
15 de julho de 2014



sábado, 11 de janeiro de 2020

sábado, 21 de dezembro de 2019

Negação, um filme contra a desinformação e em favor do Direito, da História e do Jornalismo


 Lídia Maria de Melo
Nestes tempos em que muitos não se acanham em contestar fatos históricos notórios ou fenômenos naturais mais do que comprovados pela ciência,  o filme “Negação”, em cartaz no Netflix, é necessário e imprescindível, em termos jurídicos, jornalísticos e históricos. 
Dirigido por Mick Jackson e protagonizado pela atriz Rachel Weisz, trata-se de um drama histórico, baseado em fatos reais ocorridos a partir de 1993, quando a historiadora norte-americana Deborah Lipstadt publicou o livro Denying the Holocausto: The Growing Assault on Truth and Memory (Negando o Holocausto: O Crescente Ataque à Verdade e à Memória). Nele, ela analisou obras que negavam o extermínio de judeus em câmaras de gás, nos campos de concentração, a mando de Hitler, durante a Segunda Guerra Mundial.
Quando o livro foi publicado na Inglaterra, o escritor britânico David Irving, negador ferrenho do holocausto,  ajuizou uma ação de difamação  contra Deborah Lipstadt e a editora que publicou a obra.
O filme narra essa história e a batalha que ambos travaram em um tribunal britânico até 2001. Durante a narrativa, expõe as diferenças entre o sistema jurídico britânico e o norte-americano, assim como a forma diversa de atuação de advogados das duas nacionalidades.
Também mostra que, na Grã-Bretanha, não existe presunção de inocência e que o ônus da prova cabe ao acusado, quando nos Estados Unidos, a exemplo do Brasil, quem deve provar o que alega é a parte que acusa.
No caso em tela, como estratégia de defesa, os advogados de Deborah utilizam o instituto da exceção da verdade. Ou seja, decidem provar que as críticas classificadas pelo autor da ação como difamação, na realidade, são reais.
Por todos esses aspectos jurídicos, o filme, de 2016, com duração de uma hora e cinquenta minutos, torna-se obrigatório a estudantes e profissionais da área de Direito. Pela temática, é pertinente a quem se dedica ao estudo e à pesquisa da História. Como se trata de um debate de ideias que também põe em evidência a liberdade de expressão, é imprescindível para quem atua no Jornalismo. 

O fato real é tratado em site específico. Clique aqui.

domingo, 8 de dezembro de 2019

Por um triz. Sonho é sempre sonho

Azaleias - Foto de Lídia Maria de Melo
Lídia Maria de Melo (texto e foto)
Alguns dizem que, enquanto dormimos, nosso espírito costuma sair a passear. Não sei se creio nessas peripécias. Mas, se ocorrem de fato, hoje, um amigo veio me visitar.
Não nos vemos, nem nos falamos, há pelo menos dez anos. Mesmo assim, ele apareceu.
Enquanto eu revisava textos de alunos em sala de aula, abaixou-se ao lado de minha mesa e disse que iria me esperar.  Concordei, feliz.
A primeira vez que ele se aproximou de mim, eu era uma jovem determinada e cheia de planos. Cursava o terceiro ano da faculdade. Alguém chamou meu nome no corredor e ele reconheceu o mesmo que assinava as reportagens que sempre chamavam sua atenção no nosso jornal-laboratório.
Dali em diante, partilhamos muitas histórias, ao sabor de torta de banana açucarada e mousse de manga.
Hoje, até tentei me apressar, mas a conversa não se consumou. Sonho é sempre sonho. Acordei, antes de podermos nos reconectar.