domingo, 16 de maio de 2021

Morte de Bruno Covas me faz lembrar da cobertura jornalística do falecimento de Mário Covas em 2001

Caderno Especial do jornal
A Tribuna,  de Santos, em
 6 de março de 2001
.
            
Foto de Adalberto Marques de
8 de outubro de 1994
mostra Bruno Covas, aos 14 anos (de boné),
ao lado da avó, dona Lila,
do avô, Mário Covas,
do irmão, Gustavo,
e da mãe, Renata Covas Lopes.


Texto de Lídia Maria de Melo
  Fotos Reprodução

      Com a morte precoce de Bruno Covas, prefeito de São Paulo, não há como não lembrar de Mário Covas, seu avô.
Covas, o Mário, era governador do Estado quando faleceu em 6 de março de 2001, também por câncer.
Eu e colegas jornalistas que trabalhávamos no jornal A Tribuna acompanhamos o período de internação do então governador no Instituto do Coração (InCor), em São Paulo. Como editora, ajudei a coordenar uma equipe de repórteres que se revezavam no plantão diante do InCor.
Também participei da elaboração do caderno especial que foi publicado no dia 6 de março de 2001, em paralelo à edição normal do dia. Mário Covas faleceu de manhã bem cedo, às 5h30. Então, o caderno especial, que já estava editado, foi rodado na gráfica.
Quando chegou às bancas, esgotou. A população passou a ligar para o jornal na tentativa de obter um exemplar que, por sinal, trazia uma foto em que Bruno Covas aparece, aos 14 anos, junto com o avô, Mário Covas, a avó, dona Lila, a mãe, Renata Covas Lopes, e o irmão, Gustavo Covas Lopes.

Eu, Lídia Maria de Melo,  editora de Local do jornal,
A Tribuna, com a então editora-chefe Miriam
Guedes de Azevedo, no sepultamento de
Mário Covas, no Cemitério do Paquetá, em Santos, 
em 7 de março de 2001.
 

Expediente do jornal A Tribuna lista
os nomes dos jornalistas que
fizeram a cobertura dos fatos que
envolveram a morte de Mário Covas
.

O sepultamento ocorreu no dia seguinte, 7 de março, e contou com a presença de políticos de todo o Pais, inclusive do então presidente da República Fernando Henrique Cardoso (FHC), na companhia de dona Ruth Cardoso, que era antropóloga.
Em frente à Catedral de Santos, foi realizada uma salva de tiros. Emocionante!
A população se aglomerava para acompanhar. Chegar ao Cemitério do Paquetá, exigiu um esforço.
Acompanhei o sepultamento, ao lado da então editora-chefe do jornal, Miriam Guedes de Azevedo.
Toda a cobertura foi publicada no jornal do dia 8 de março de 2001, cujo expediente traz os nomes dos jornalistas que fizeram a cobertura e trabalharam naquela edição.
No dia 7, data do enterro, tive dificuldades para chegar da Ponta da Praia até o Centro de Santos, indo pelo Porto.
Isso porque parte do trajeto portuário estava interditado, para que o helicóptero que levaria o presidente FHC e dona Ruth pudesse pousar na direção da Rua João Pessoa.
Fui vencendo as barreiras policiais, mostrando minha credencial d´A Tribuna. Assim, consegui chegar ao jornal naquele dia. Hoje, lamento profundamente a morte precoce de Bruno Covas.


Edição de 8 de março de 2001 do jornal
A Tribuna, de Santos.



sábado, 1 de maio de 2021

O dia em que Ayrton Senna morreu

 

Reprodução do Correio Braziliense
 23/01/1990

Onde você estava quando Ayrton Senna morreu?
Impossível esquecer o que ocorreu naquele fatídico dia 1º de maio de 1994. 
De repente, o mundo silenciou. Eu estava de plantão no jornal naquele dia. Ia entrar por volta das 15 horas. Saí de casa e percebi que as ruas estavam desertas. Havia um luto no ar. Ninguém falava. Quem ainda dirigia não buzinava. Na Redação do jornal, o clima não era diferente. Jornalistas gostam de notícias e se enchem de adrenalina quando um fato mais sério rompe a rotina naturalmente agitada. Mas aquela notícia ninguém queria dar. O silêncio enlutado predominava também no jornal A Tribuna, de Santos.
Quando fez  15 anos da morte desse ídolo da Fórmula 1, que conquistou o mundo inteiro, escrevi um texto sobre as memórias daquele fato. 
Republiquei em 2010, quando se anunciava a estreia do documentário Senna.
Hoje, 27 anos depois, retorno àquele texto, pois a história é a mesma e as lembranças não mudaram.
Quer ler a postagem original? Basta clicar no link:
 https://lidiamariademelo.blogspot.com/2010/11/ayrton-senna-o-eterno-idolo-da-formula.html
Se não der, eu republico abaixo:

                               15 Anos da Morte de Ayrton Senna

1º de maio de 1994 foi um dia triste. Amanheceu como tantos outros domingos, com transmissão da corrida de Fórmula 1 pela Rede Globo de Televisão, sob a narração de Galvão Bueno. O dia anterior havia sido um sábado de treino preocupante no GP de San Marino, em Imola, na Itália. O austríaco Roland Ratzenberger, de 34 anos, morrera na Curva Villeneuve. Rubens Barrichello já havia sofrido um acidente sério na sexta-feira, mas escapara ileso. O brasileiro Ayrton Senna, o ídolo mundial da Fórmula 1, visitara Barrichello e fora ver de perto a curva que provocara a morte do austríaco. Dera entrevistas, falara sobre a segurança, chegara a pensar em não correr, mas no domingo estava lá em sua Williams/Renault.
Quando acordei naquela manhã, liguei a TV. Senna era favorito. Aumentei o volume da televisão e abri levemente a porta do quarto de minha irmã, para que ela acordasse com o barulho e fosse acompanhar na sala a competição. Mas uma coisa me chamou a atenção, Galvão Bueno narrava a corrida sem mencionar o nome de Senna. Achei estranho e pensei: ''será que ele parou?'' Mas no dia anterior já havia tido uma morte e a corrida estava envolta em preocupação. Não demorou muito para minha irmã chegar à sala e perguntar: ''Cadê o Senna?''.
De repente, Galvão Bueno voltou a falar nele. Foi aí que soubemos do acidente que já havia acontecido na Curva Tamburello. As imagens mostravam que o carro daquele que era considerado um dos maiores ídolos da Fórmula 1 não curvara para a esquerda, seguira reto e batera direto a mais de 300 Km/hora no muro de concreto. A coluna de direção havia partido. Ele tirou o pé do acelerador, pisou no freio, mas não houve jeito de evitar o choque, que jogou seu carro de volta para trás e provocou um tranco em seu cérebro. As imagens da Globo mostraram quando seu corpo tremera no carro já parado. Parecia que ali ele dava os suspiros finais. Galvão Bueno não escondia a preocupação e o mundo parou para acompanhar o que se passava no Hospital Maggiore, em Bolonha, para onde o piloto de 34 anos fora levado.
Foram horas de apreensão até que às 13h40, o repórter Roberto Cabrini entrou ao vivo para anunciar, com a voz embargada, que Ayrton Senna da Silva acabara de morrer. De repente, o mundo silenciou. Eu estava de plantão no jornal naquele dia. Ia entrar por volta das 15 horas. Saí de casa e percebi que as ruas estavam desertas. Havia um luto no ar. Ninguém falava. Quem ainda dirigia não buzinava. Na Redação do jornal, o clima não era diferente. Jornalistas gostam de notícias e se enchem de adrenalina quando um fato mais sério rompe a rotina naturalmente agitada. Mas aquela notícia ninguém queria dar. O silêncio enlutado predominava também no jornal A Tribuna, de Santos.
O resto da história todo mundo acompanhou pelos jornais, televisão e rádio. Não era ainda a época da internet, mas Senna globalizava a competição. Depois de sua morte, muita gente, como eu, deixou de assistir às corridas, porque a F1 perdeu a graça.
Uma imagem de que sempre me lembro quando falo nisso é do francês Alain Prost, o maior rival de Senna nas pistas, segurando uma das alças do caixão, em São Paulo. De Ayrton Senna, restaram inúmeras imagens e lembranças nas pistas, principalmente quando ele venceu em Interlagos e chegou gritando e agitando a bandeira do Brasil, quando, acabada a corrida, ele explicava com simplicidade o que acontecera com o motor, em tal curva, com determinada marcha... Era competente na direção e com as palavras. Tinha carisma e talento. Era um campeão.
Até hoje, ainda é difícil acreditar que que ele não existe mais a não ser nas lembranças, nas memórias e na história da Fórmula 1.

#ondevoceestavaquandoayrtonsennamorreu
#ayrtonsenna

sexta-feira, 23 de abril de 2021

Para o momento atual, oração de São Jorge

Foto Lídia Maria de Melo 


No momento atual, do mundo e do Brasil, precisamos muito das armas de Jorge. 
Um vaso com espada-de-são-jorge já adianta.
Se for junto com oração, melhor ainda.
Então, vamos rezar neste 23 de abril, data consagrada ao santo guerreiro, que, reza a lenda, mora na Lua.

Oração de São Jorge

“Ó meu São Jorge, meu Santo Guerreiro e protetor, invencível na fé em Deus, que por ele se sacrificou, traga em seu rosto a esperança e abra os meus caminhos. Com sua couraça, sua espada e seu escudo, que representam a fé, a esperança e a caridade, eu andarei vestido, para que meus inimigos, tendo pés, não me alcancem, tendo mãos, não me peguem, tendo olhos, não me enxerguem, e nem pensamentos possam ter, para me fazerem mal (...)

Ó Glorioso nobre cavaleiro da cruz vermelha, que com sua lança em punho derrotou o dragão do mal, derrote também todos os problemas que por ora estou passando (...) Ó Glorioso São Jorge, dê-me coragem e esperança, fortaleça minha fé, meu ânimo de vida e auxilie-me em meu pedido. Ó Glorioso São Jorge, traga a paz, o amor e a harmonia ao meu coração, ao meu lar e a todos que estão a minha volta. Ó Glorioso São Jorge, pela fé que em vós deposito: guie-me, defenda-me e proteja-me de todo o mal. Amém."

segunda-feira, 12 de abril de 2021

Jornal A Tribuna publica nota a respeito de meu próximo livro sobre ditadura militar

Na sexta-feira, dia 9, a jornalista Cristina Guedes, em sua coluna do jornal A Tribuna, de Santos, deu uma nota sobre meu novo livro, a respeito da ditadura militar, que devo lançar em dois ou três meses.
Cristina me pôs em excelente companhia. Ninguém menos que mister Paul McCartney com sua Let it be (Deixe estar).
Ela também mencionou meu livro "Raul Soares, Um Navio Tatuado em Nós", que enfoca o navio que serviu de presídio político no Porto de Santos em 1964, após o golpe militar.
Meu pai foi um dos sindicalistas presos na embarcação.
Algumas pessoas têm me perguntado sobre esse livro.
Eu respondo: a edição está esgotada, mas ainda pode ser adquirido em sebos virtuais. Até mesmo na Amazon.
No dia 22, participarei de uma live que lembra a chegada do navio-presídio ao Porto de Santos em 1964.
Quando estiver mais perto do lançamento do meu novo livro, darei spoilers sobre ele.