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| Artigo publicado no jornal santista A Tribuna, na coluna Tribuna Livre, em 31 de março de 1964. |
A VERDADEIRA SEDE DO DOPS-SANTOS
Aqui há diversidade: Jornalismo, Literatura (minha e alheia), História (ditadura militar),Língua Portuguesa, Linguística, Saúde (Lúpus), Música, Cinema, Esportes, Santos FC, Cidade de Santos, Porto de Santos, Natureza e mais. Na base de tudo, o pensamento do escritor argentino Ernesto Sábato: ''Na vida, tudo pede paixão''. Quanto a direitos autorais, não reproduza textos, fotos e vídeos sem autorização. Mesmo autorizado, cite meu nome como autora e o blog - Lei 9.610/98.
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| Artigo publicado no jornal santista A Tribuna, na coluna Tribuna Livre, em 31 de março de 1964. |
A VERDADEIRA SEDE DO DOPS-SANTOS
Lídia Maria de Melo
Na esteira da torcida pela atriz Fernanda Torres e pelo filme Ainda estou aqui, na cerimônia do Oscar, amanhã (2/3/2025), o jornal Diário do Litoral publicou, na edição de hoje, uma matéria de página sobre a ditadura em Santos. Na condição de entrevistada, colaborei para esse trabalho do colega jornalista Nilson Regalado. Para quem não sabe, sou jornalista e autora do livro Raul Soares, um navio tatuado em nós, que relata, a partir de meu ponto de vista, as consequências do golpe de Estado de 1964 em minha família, após a prisão de meu pai, que era sindicalista e funcionário da Companhia Docas de Santos (CDS). Também narra as experiências dele na prisão efetuada pelo DOPS, no Palácio da Polícia, em Santos, e no navio Raul Soares, no Porto de Santos. Na época, eu tinha 6 anos de idade, e acompanhei tudo e também visitei meu pai dentro desse navio, sob a escolta de policiais marítimos e fuzileiros navais armados de fuzis e metralhadoras. Como vocês podem ver, Santos foi uma cidade bastante atingida pelo golpe militar de 1964 e pela ditadura, ao longo de 21 anos. Quem comandou a repressão em Santos, em 1964, foi o então capitão dos Portos do Estado de São Paulo, Júlio de Sá Bierrenbach, que tinha a patente de capitão de mar e guerra. Este ano, publicarei mais um livro sobre esse tema, mas com novas informações e enfoques, além de muita pesquisa. Nele, realizo um trabalho em que emprego as técnicas adquiridas em minhas áreas de formação: Letras (professora), Comunicação Social (jornalista), Ciências da Comunicação (pesquisadora) e Direito (advogada). Deixo aqui uma cópia da página do jornal. Acho que, para ler no computador, é melhor fazer download da imagem e salvar. Assim, fica mais fácil para ampliar. No celular, acredito que também é melhor salvar, ou ir ampliando com o dedo indicador e o polegar (rsrs). Vale a pena a leitura de reportagem. E também a torcida pela Fernanda e pelo filme. Nunca me canso de dizer que Walter Salles faz poesia em forma de filme, mesmo que seja um drama.

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| Para assistir, clique aqui. |
Os 60 anos do golpe militar e a perseguição aos trabalhadores do Porto, organizados em sindicatos. Esse foi o tema de mais uma entrevista que concedi este ano e foi ao ar em 14 de setembro de 2024 no programa Porto e Baixada, veiculado pela Thathy TV - Band Litoral e também no canal da emissora no Youtube. Trato desse assunto no meu próximo livro sobre a ditadura no Porto de Santos. Para assistir e conhecer um pouco mais sobre esse tema histórico e tão importante, clique no link: https://youtu.be/UfUw_Wd8DyY.
A equipe que me entrevistou foi a Naihara Carvalho - Naih Oliveira Carvalho (produção), Rafael Roncarati (cinegrafista) e Gabriel Ursini (produção e operação de drone). No roteiro e edição final, André Rittes; edição, Renan Sposito; apresentação, Felipe Folli; e direção, Ari Brito.
Outro dia, em uma rede social, perguntei a meus seguidores se alguém conhecia a expressão "PT Saudações".
Alguns, mais velhos, disseram que sim.
Outros preferiram não arriscar uma
resposta.
Pois bem, vamos às explicações.
A expressão surgiu com o telegrama, meio de comunicação inaugurado no Brasil em meados do século 19, após a invenção do telégrafo. Tratava-se de uma forma bem rápida e urgente de comunicação.
O telégrafo foi criado pelo norte-americano Samuel Finely Breese Morse em 1837. Somente em 1844, ele conseguiu enviar a primeira mensagem à distância. A linguagem usada passou a ser conhecida como Código Morse.
No Brasil, a primeira linha de telégrafo foi instalada na cidade do Rio de Janeiro em 1852, a pedido do imperador D. Pedro II, um entusiasta das novas tecnologias.
O telegrama passou a ser uma alternativa à carta, que demorava dias para ser
entregue.
A linguagem do telegrama era sintética, sem preposições,
artigos e pontuação, para reduzir o custo da mensagem, entregue pela Empresa
Brasileira de Correios e Telégrafos.
As letras PT eram a abreviação de ponto (final). Não tinham
(nem têm) qualquer ligação com o Partido dos Trabalhadores, que só foi fundado no Brasil em 1980.
A palavra "saudações" era um cumprimento formal, equivalente a "um abraço", "passar bem"
etc. Com o tempo, "PT Saudações" passou a ser usada com o sentido de
despedida.
Às vezes, quando uma conversa ficava alterada, era comum um
dos interlocutores encerrar o assunto, usando essa expressão, numa demonstração de contrariedade, ou de desprezo pelo interlocutor. Ao mesmo tempo, encostava o dedo indicador na própria testa
e apontava em direção ao outro, como se batesse continência. Depois, dava as
costas e ia embora.
Hoje, quem pesquisa telegrama na internet só encontra o
aplicativo Telegram, que não é o dos Correios, mas segue o mesmo conceito:
mensagem rápida.
Em tempo: os Correios ainda oferecem o serviço de envio de
telegramas, que pode ser escrito ou fonado.
Lídia Maria de Melo
O Brasil está de volta à civilidade.![]() |
| Povo ocupa a Praça dos Três Poderes Foto de Warley Andrade/Agência Brasil - EBC |
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| Já com a faixa presidencial, Lula e os representantes do povo acena para a multidão Foto de Tânia Rego/Agência Brasil - EBC |
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| A catadora Aline Souza coloca a faixa presidencial no presidente Lula. Foto de Tomaz Silva/Agência Brasil - EBC |
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| O nadador Francisco Carlos, de 10 anos, foi um dos escolhidos para entregar a faixa a Lula. Foto de Tomaz Silva/Agência Brasil - EBC |
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| Fotografei a assinatura de Pelé em uma placa da empresa dele exposta na Rua Bittencourt, em Santos. |
| Imagem de Pelé, exposta no Memorial das Conquistas, na sede do Estádio Urbano Caldeira, na Vila Belmiro, sede do Santos Futebol Clube, time onde Pelé jogou de 1956 a 1974. |
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| Eu e Pelé em 5 de fevereiro de 2003 na antiga sede da TV Tribuna em São Vicente. Nesse dia eu o entrevistei e fotografei. |
Lídia Maria de Melo
Não
testemunhei o grande feito da Seleção Brasileira de Futebol, em 1958, na
Suécia. Nasci às vésperas da Copa que revelou ao mundo a genialidade de
Garrincha e o talento do menino Pelé. Porém, desde que comecei a me entender
por gente, ouvia minha mãe e meu pai
cantarolarem a canção que embalou essa primeira conquista rumo à posse
definitiva da Jules Rimet: "A taça do mundo é nossa/ com os brasileiros/
não há quem possa/ ê eta esquadrão de ouro/ é bom no samba/ é bom no
couro".
Essa é a abertura de meu artigo De Garrincha e Pelé a Messi e Mbappé, as lições do futebol, que foi publicado, no dia 18 de dezembro, na Revista Úrsula, no encarte especial intitulado Sob a Sombra das Chuteiras. A publicação coincidiu com o encerramento da Copa do Mundo de Futebol de 2022, realizada no Catar (Qatar).
Aqui neste blog, há alguns textos que publiquei durante outras edições da Copa do Mundo de Futebol, realizada a cada quatro anos. Para ler, acesse o menu no alto da página e clique em "Futebol". Ao final da primeira página de postagens, aparecerá a indicação "Postagens mais antigas". Clique e leia mais artigos.
No dia 18 de dezembro, a final do campeonato mundial foi entre a Seleção da Argentina, de Messi, e a Seleção da França, de Mbappé. Nessa data, o mundo teve a oportunidade de testemunhar uma das mais brilhantes partidas da história das Copas do Mundo. No tempo regulamentar, o jogo terminou empatado em 2x2. Na prorrogação, cada seleção marcou mais um gol, perfazendo o placar de 3x3. Com esse resultado, as duas equipes enfrentaram-se nos pênaltis. Argentina converteu 4, enquanto a França só acertou 2, perdeu 1 (com chute para fora) e o goleiro argentino defendeu 1.
Dessa forma, a Seleção de Messi tornou-se a campeã de 2022, consagrando o tricampeonato, após 34 anos do bi. A Seleção de Mbappé também jogou muito. A diferença é que os argentinos entraram em campo com um jogador a mais: a apaixonada torcida, que permaneceu o tempo inteiro conectada com a seleção.
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| Reprodução do encarte especial da edição número 7 da Revista Úrsula, editada por Duanne Ribeiro. |
Lídia Maria de Melo
As imagens estão soterradas sob 20 anos, mas nunca nos esqueceremos daquele dia.
Meu relato sobre 11 de setembro de 2001 está registrado neste link. Clique:
https://lidiamariademelo.blogspot.com/2011/09/ataques-de-11-de-setembro-de-2001-onde.html
Lídia Maria de Melo
Fotos do meu acervo
Hoje, acordei muito cedo, mas só no início da tarde ouvi a notícia. "Charlie Watts morre aos 80 anos". Logo, pensei: os Rolling Stones nunca mais serão os mesmos. Imediatamente, lembrei-me do show Voodoo Lounge, a que tive o privilégio de assistir, junto com minha irmã, no Estádio do Pacaembu, em 28 de janeiro de 1995, um sábado, que começou chuvoso, mas terminou estrelado, ao som do rock da banda mais aclamada da história.
O público aplaudiu cada um
dos Stones, mas o baterista Charlie Watts foi ovacionado por longos minutos. Os
aplausos eram contínuos. Emocionado, ele se levantou, curvou-se, em reverência,
e fez um gesto com as mãos e uma expressão facial, como se perguntasse: “Por
que eu?”. A banda inglesa tinha quatro estrelas de primeira grandeza, mas Charlie
Watts encarnava a elegância dos lordes.
Em 18 de abril de 2020,
também um sábado, quando o mundo começava a tentar sobreviver ao coronavírus,
os Rolling Stones marcaram presença no festival virtual Together at
Home. Dessa vez, cada um em sua casa, cantando e tocando You Can’t
Always Get What You Want. De novo, Charlie Watts foi destaque. Quando apareceu
no quadrado destinado a sua imagem, tinha duas baquetas nas mãos, mas atuou
como um menino que sonha um dia ser baterista. Tocou um instrumento imaginário,
fazendo do braço de uma poltrona o grande prato de sua batera. Um gentleman! Um
verdadeiro lorde!
Em outras ocasiões, escrevi sobre o show de 1995. Hoje, não há como deixar de repetir.
O show Voodoo Lounge, dentro da programação Hollywood Rock, seria no Morumbi, mas o estádio não foi liberado. Então, transferiu-se para o Pacaembu, que é menor. Assim, em vez de duas apresentações, houve necessidade de três, nos dias 27, 28 e 30 de janeiro de 1995. O ingresso deveria ser trocado. Quem não fez isso, como eu e minha irmã, foi obrigado a comprar outro, ou deixou de ver o show.
Nós compramos outros
ingressos. Fomos no segundo dia. Minha irmã havia perdido a oportunidade de
assistir ao show dos Stones em Praga. Dessa vez, ela não admitia perder de
novo. Por nada, neste mundo.
Fomos cedo para São Paulo,
em um ônibus de uma agência de turismo. Pegamos fila e chuva. Compramos capas
de plástico transparente e com capuz. Quando abriram os portões, tivemos que
depositar o ingresso na catraca. Não havia devolução. Como eu e minha irmã
tínhamos os que deveriam ser trocados, pudemos guardar esses de lembrança.
O primeiro show em São
Paulo foi realizado na sexta-feira, mas a chuva atrapalhou. Testemunhamos o da
noite de sábado. Para nós, o melhor.
Antes dos #Stones nos encantarem indescritivelmente, subiram ao palco Barão Vermelho, Spin Doctors e Rita Lee, o tempo todo maravilhosa e surpreendente. Na execução de "Miss Brasil 2000", a roqueira brasileira teve a companhia de uma modelo, com cetro, coroa e um manto, que, aberto, exibiu rapidamente a total nudez da moça sob a veste.
Houve fogos de artifícios,
telões, o dirigível da Pepsi sobrevoando-nos e artistas brasileiros entre o
público, como Arnaldo Antunes, Paulo Ricardo e Luciana Vendramini. E, óbvio,
muito, mas muito rock 'n' roll, por conta do rebolante e simpático Mick Jagger,
do psicodélico Keith Richards, do caçula Ron Wood e do elegante Charlie Watts.
Não temos fotos, nem gravações da turnê Voodoo Lounge, porque máquinas eram proibidas. O melhor, como costuma dizer minha irmã, está registrado na memória. E eu digo, no coração também. Valeu, Charlie Watts. Muito obrigada. Para sempre.
#therollingstones #charliewatts #mickjagger #keithrichards #ronwood #rocknroll
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| Caderno Especial do jornal A Tribuna, de Santos, em 6 de março de 2001. |
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| Foto de Adalberto Marques de 8 de outubro de 1994 mostra Bruno Covas, aos 14 anos (de boné), ao lado da avó, dona Lila, do avô, Mário Covas, do irmão, Gustavo, e da mãe, Renata Covas Lopes. |
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| Reprodução do Correio Braziliense 23/01/1990 |
15 Anos da Morte de Ayrton Senna
1º de maio de 1994 foi um dia triste. Amanheceu como tantos outros domingos, com transmissão da corrida de Fórmula 1 pela Rede Globo de Televisão, sob a narração de Galvão Bueno. O dia anterior havia sido um sábado de treino preocupante no GP de San Marino, em Imola, na Itália. O austríaco Roland Ratzenberger, de 34 anos, morrera na Curva Villeneuve. Rubens Barrichello já havia sofrido um acidente sério na sexta-feira, mas escapara ileso. O brasileiro Ayrton Senna, o ídolo mundial da Fórmula 1, visitara Barrichello e fora ver de perto a curva que provocara a morte do austríaco. Dera entrevistas, falara sobre a segurança, chegara a pensar em não correr, mas no domingo estava lá em sua Williams/Renault.
Quando acordei naquela manhã, liguei a TV. Senna era favorito. Aumentei o volume da televisão e abri levemente a porta do quarto de minha irmã, para que ela acordasse com o barulho e fosse acompanhar na sala a competição. Mas uma coisa me chamou a atenção, Galvão Bueno narrava a corrida sem mencionar o nome de Senna. Achei estranho e pensei: ''será que ele parou?'' Mas no dia anterior já havia tido uma morte e a corrida estava envolta em preocupação. Não demorou muito para minha irmã chegar à sala e perguntar: ''Cadê o Senna?''.
De repente, Galvão Bueno voltou a falar nele. Foi aí que soubemos do acidente que já havia acontecido na Curva Tamburello. As imagens mostravam que o carro daquele que era considerado um dos maiores ídolos da Fórmula 1 não curvara para a esquerda, seguira reto e batera direto a mais de 300 Km/hora no muro de concreto. A coluna de direção havia partido. Ele tirou o pé do acelerador, pisou no freio, mas não houve jeito de evitar o choque, que jogou seu carro de volta para trás e provocou um tranco em seu cérebro. As imagens da Globo mostraram quando seu corpo tremera no carro já parado. Parecia que ali ele dava os suspiros finais. Galvão Bueno não escondia a preocupação e o mundo parou para acompanhar o que se passava no Hospital Maggiore, em Bolonha, para onde o piloto de 34 anos fora levado.
Foram horas de apreensão até que às 13h40, o repórter Roberto Cabrini entrou ao vivo para anunciar, com a voz embargada, que Ayrton Senna da Silva acabara de morrer. De repente, o mundo silenciou. Eu estava de plantão no jornal naquele dia. Ia entrar por volta das 15 horas. Saí de casa e percebi que as ruas estavam desertas. Havia um luto no ar. Ninguém falava. Quem ainda dirigia não buzinava. Na Redação do jornal, o clima não era diferente. Jornalistas gostam de notícias e se enchem de adrenalina quando um fato mais sério rompe a rotina naturalmente agitada. Mas aquela notícia ninguém queria dar. O silêncio enlutado predominava também no jornal A Tribuna, de Santos.
O resto da história todo mundo acompanhou pelos jornais, televisão e rádio. Não era ainda a época da internet, mas Senna globalizava a competição. Depois de sua morte, muita gente, como eu, deixou de assistir às corridas, porque a F1 perdeu a graça.
Uma imagem de que sempre me lembro quando falo nisso é do francês Alain Prost, o maior rival de Senna nas pistas, segurando uma das alças do caixão, em São Paulo. De Ayrton Senna, restaram inúmeras imagens e lembranças nas pistas, principalmente quando ele venceu em Interlagos e chegou gritando e agitando a bandeira do Brasil, quando, acabada a corrida, ele explicava com simplicidade o que acontecera com o motor, em tal curva, com determinada marcha... Era competente na direção e com as palavras. Tinha carisma e talento. Era um campeão.
Até hoje, ainda é difícil acreditar que que ele não existe mais a não ser nas lembranças, nas memórias e na história da Fórmula 1.
#ondevoceestavaquandoayrtonsennamorreu
#ayrtonsenna
Na sexta-feira, dia 9, a jornalista Cristina Guedes, em sua coluna do jornal A Tribuna, de Santos, deu uma nota sobre meu novo livro, a respeito da ditadura militar, que devo lançar em dois ou três meses.
Lídia Maria de Melo
Em maio de 1982, quando eu fazia o primeiro ano do curso de Comunicação Social, habilitação Jornalismo, na UniSantos, escrevi o poema Apenas Um Navio. Na mesma época, fiz um outro, intitulado Filho de Um Estupro.
Ambos remetem às memórias de quando eu tinha 6 anos de idade e meu pai, Iradil Santos Mello, foi preso pelo regime militar em 1964, logo após o golpe de estado, simplesmente porque era sindicalista. Marcam também a atuação de minha mãe, Mercedes Gomes de Sá, para proteger e sustentar a família, materialmente e emocionalmente.
Primeiro, meu pai ficou na sede do Dops. Depois, no navio Raul Soares, que serviu de presídio político no canal do estuário do Porto de Santos, de abril a novembro de 1964.
Acabei incluindo os dois poemas no meu trabalho de conclusão de curso (TCC), intitulado Para Não Ser Pego de Surpresa, em 1985. Dez anos depois, ou seja, em 1995, o trabalho virou livro e publiquei com o título de Raul Soares, Um Navio Tatuado em Nós.
Em 2013, esses dois poemas foram comentados no livro Esquinas do Mundo, ensaios sobre História e Literatura a partir do porto de Santos, do jornalista e historiador Alessandro Atanes, que também os espalhou em blogs e sites (http://revistapausa.blogspot.com/2012/08/apenas-um-navio-poesia-em-estado-de.html).
Agora, em 2021, recebo a notícia de que o jornalista e músico Julinho Bittencourt criou uma melodia para meu poema Apenas Um Navio. Dessa forma, nós nos tornamos parceiros.
Quando você escutar a música Apenas Um Navio, saiba que se trata de mais um filhinho meu que escapa de meus cuidados e ganha o mundo.
Não é a primeira vez que faço uma parceria, mas é sempre como se fosse.
Se você não conhece os poemas, leia a seguir. Se já conhece, relembre:
Apenas Um Navio
(Lídia Maria de Melo - maio de 1982)
.....
Filho de Um Estupro