Um vídeo postado no UOL me intrigou na semana passada. Uma mãe narrava o drama da filha portadora de lúpus.
O texto que apresentava esse vídeo classificava a doença como ''incurável'' e ''terminal''.
Está certo que o lúpus pode causar a morte, se não for tratado adequadamente ou se causar lesões irreversíveis e completas em órgãos vitais. Mas nem todas as pessoas que têm lúpus são pacientes à beira da morte.
Não conheço as estatísticas, mas me parece que a maioria consegue levar uma vida praticamente normal. Na pior das hipóteses, terá que tomar remédios para sempre.
Em boa parte, a doença entrará em remissão por longos períodos.
Uma pequena parcela terá a sorte de vivenciar a remissão definitiva da doença.
Graças a Deus, estou inserida nessa parcela.
Em outubro próximo, fará 17 anos que parei de tomar cortisona. O remédio foi suspenso porque a doença deixou de me atacar. Os sintomas não se apresentam desde essa época.
Na segunda-feira passada, passei em consulta com meu reumatologista. Havia oito anos que eu não aparecia. Vou repetir os exames porque esse é o protocolo. Na verdade, eu não deveria ter ficado tanto tempo sem me submeter a exames específicos para a doença. Mas o fato é que estou bem.
Durante nossa conversa, repeti o que sempre digo: só não me intitulo curada, porque a Medicina não deixa. Mas, após tanto tempo sem que a doença entre em atividade, eu já me considero de alta.
Contei a ele o que já ouvi de uma outra paciente e de um médico: ''Ou você tem ou nunca teve lúpus''. Ele sorriu e confirmou: ''Eu sou testemunha de que você teve lúpus. Sei muito bem os sintomas que você apresentou''.
Ou seja, ele conhece meu histórico, assim como outros médicos que me acompanham há anos. Agora, mais uma vez posso dizer que sou a prova viva de que é possível vencer o lúpus.
Os médicos precisam é estudar mais essa doença autoimune, para aprender a diagnosticá-la rapidamente. Quanto mais cedo tratar, melhor.
Quanto aos pacientes de lúpus (na maioria, mulheres), devem seguir à risca o tratamento. Quem sabe, um dia, possam também aprender na prática o que é remissão e festejar, como eu.
Para ler mais, clique aqui e neste outro link. Boa sorte!
sábado, 29 de maio de 2010
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2 comentários:
Depoimentos como esse servem para esclarecer e mostrar uma verdade sobre a doença. Exceção ou não, o fato é que é uma prova concreta de que a doença pode e deve ser prevenida.
Apesar de minha filha ter falecido em 2005 em decorrência de LES, sei que com um diagnóstico precoce e tratamento adequado, a maioria das pessoas com lúpus podem esperar por uma vida normal. De modo que, manter controlada ou em remissão uma doença que amanhã pode ser curável é uma ideia louvável.
Hoje li sobre uma descoberta de cientistas americanos para o tratamento de lúpus e destaquei a matéria lá no meu Blog "Pró Vida Saudável".
*http://elizabethprovidasaudavel.blogspot.com/2010/05/tratamento-de-lupus.html
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