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quinta-feira, 23 de junho de 2011

Obra de Ernest Hemingway não agradou a Nabokov e Faulkner. A mim também não

A revista Trip  desta semana reproduziu do site Flavorwire trinta opiniões de escritores consagrados na literatura mundial sobre a obra de outros 30 autores considerados eternos (Autor versus autor). Quem me indicou o texto foi minha amiga Eunice Bemfica pelo Facebook. Não há elogios, somente críticas negativas.
Deixei registrado em seu perfil meu comentário, que reproduzo aqui:
''Isso prova que ninguém é capaz de agradar a todo mundo. Ninguém é unanimidade. Eu concordo plenamente com (Vladimir) Nabokov e (Willian) Faulkner sobre Hemingway. Não cheguei a detestar, mas achei extremamente chato e repetitivo Por quem os sinos dobram.
Bem que Ernest Hemingway poderia ter enxugado aquele texto. E olha que era jornalista e recebeu prêmio pela obra. Gosto somente de algumas passagens, como a do massacre dos simpatizantes do Partido Nacionalista, os nazis. O melhor mesmo é a epígrafe, o poema de John Donne que empresta o título ao livro: Por quem os sinos dobram.
Parece heresia falar isso, mas acho que posso. Aquela história, com toda a análise da condição humana diante de uma situação extrema como a guerra, poderia ter sido contada com menos palavras''.

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