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quinta-feira, 6 de fevereiro de 2014

Pronúncia de algumas palavras dá o que falar

Outro dia, uma repórter de televisão pronunciou a palavra "gratuito" com acento tônico no "i".
Meu ouvido doeu. 
Todo mundo erra, mas nós, da imprensa, temos uma responsabilidade maior quando escrevemos ou falamos para o público. Alguns erros até são perdoáveis, mas outros, não.
A sílaba forte da palavra "gratuito" é o “tu” (sem acento gráfico). Pela norma culta, a pronúncia adequada é “tui” e não, “tu-í ”.
A mesma regra vale para "circuito" e "fluido" (substantivo).
Fluido, sem acento gráfico, é um produto líquido ou gasoso. O fluido do isqueiro, por exemplo.
Fluído, com acento agudo, refere-se ao particípio do verbo fluir (Exemplo: Quando o encanador chegou para reparar a tubulação, muita água tinha fluído dos canos).
A pronúncia do nome da torre que se tornou um símbolo mundial da França também causa controvérsia.
No idioma francês, Eiffel tem acento de pronúncia na última sílaba, ou seja, a palavra é oxítona. Em português, se fosse paroxítona, deveria receber um acento gráfico (circunflexo) no primeiro "e", já que termina em "l". Como nada disso ocorre, a pronúncia no Brasil deve ser a mesma francesa: Eiffel, com ênfase na sílaba "fel".
Sobre a pronúncia do nome do estado brasileiro "Roraima", com vogal aberta ou fechada nasalizada na penúltima sílaba, explico: tanto faz.
Em vez de justificar, vou colocar um link da revista Língua Portuguesa que traz um artigo muito esclarecedor de Aldo Bizzocchi: http://revistalingua.uol.com.br/textos/blog-abizzocchi/a-pronuncia-correta-de-roraima-272088-1.asp
Boa leitura! 

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