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domingo, 13 de novembro de 2016

À beira do abismo, sob a chuva, passarinho descobre sua identidade, sua instintiva vocação


Lídia Maria de Melo (texto e fotos)

Com a presença de passarinhos nos terraços de meu apartamento, já estou acostumada, por causa das plantas, das flores. Mas não, com um deles no beiral da área de serviço.
Foi o que aconteceu neste sábado, às 13h30.
Chovia, quando ouvi um piado insistente e alto. Apanhei meu celular e fui na ponta dos pés tentar fotografar o animalzinho alado. Segui o som, um tanto desesperado. No terraço da sala não havia nada. Continuei a busca e cheguei à cozinha. Depois, à área de serviço.
Já estava com medo de me deparar c
om um pássaro perdido dentro do apartamento. Certamente, eu estaria em apuros.
Mas o que encontrei foi esse rapazinho da fotografia (ou seria uma mocinha?) piando, como a pedir socorro, para fugir da chuva.
Havia um outro com ele, que não hesitou em escapar, ao perceber minha aproximação.
Talvez fosse a mãe dele. Uma mãe um tanto desnaturada.
O(a) sujeitinho(a) estava visivelmente com medo e com frio, tentando evitar os pingos da chuva.
O olharzinho dele implorava ajuda, mas eu, covarde, fechei os vidros da área de serviço.
Passei a fotografá-lo, penalizada com o piado sofrido.
Imaginei que ele ainda era um filhote, que não sabia voar. Mas como teria chegado àquela altura de mais ou menos 20 metros?
Deixei-o lá à própria sorte. Não gostaria de estar na sua pele (ou nas suas penas).
Passados uns minutos, os piados cessaram.
Voltei lá, para conferir o que acontecera.
Bingo! O passarinho (re)descobriu sua identidade, sua instintiva vocação. Bateu asas e voou.
A mim, restaram as fotos e a curiosidade sobre a espécie daquele bichinho indefeso e ao mesmo tempo tão livre.
Alguém saberia identificar a espécie desse pássaro?

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