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segunda-feira, 9 de janeiro de 2012

Tropa de Elite 2, um filmaço nota dez

Fotos: Divulgação
Gosto de assistir a filmes mais de uma vez.  Por isso, costumo comprar DVD. Mas só DVD original.
Em 2007, no entanto, caí em tentação. Infringi a regra. Todo mundo já tinha visto "Tropa de Elite", menos eu. Não tive como resistir.
Quem se ofereceu para comprar uma cópia paralela para mim foi um repórter que trabalhava na equipe que eu comandava naquela ocasião. Disse que custava R$ 5,00 no camelô da esquina. Paguei.
Segundo o instituto de pesquisa Ibope, cerca de 11 milhões de pessoas viram o filme de maneira ilegal.
Adorei "Tropa de Elite" e não o considerei uma apologia à violência cometida por policiais.
A interpretação de Wagner Moura é fantástica. Ele se transforma na pele do capitão Roberto Nascimento, do Bope (Batalhão de Operações Policiais Especiais). A cena de treinamento de novos integrantes do batalhão impressiona e deixa o espectador alerta. André Ramiro, como André Mathias, também está impecável.
Fiquei entusiasmada com o filme. Então, o mínimo que pude fazer para valorizar o trabalho desenvolvido pela equipe liderada pelo cineasta José Padilha foi comprar um DVD original de "Tropa de Elite".
Assim, posso dizer que expiei minha culpa.
Ontem, assisti  pela primeira vez a "Tropa de Elite 2" em um canal de TV a cabo.
Não tinha visto no cinema, nem em DVD.
Não consegui desgrudar da televisão um instante sequer.
A história é ótima e muito bem-contada. As sequências estão perfeitamente amarradas. Fluem com um ritmo de tirar o fôlego. Trabalho admirável.
O filme nem tinha terminado e eu me peguei expressando em voz alta: _ Filmaço! Não perde para nenhum filme bom de Hollywood. Nem para "O Poderoso Chefão".
Muitos filmes de ação têm como defeito exporem muitas cenas de tiroteio e matança, às vezes gratuitas, e deixarem a história em segundo plano. Não raro, fica difícil de entender o enredo.
Com "Tropa de Elite 2" isso não acontece. A história (que, logo no início um letreiro adverte, é fictícia) é narrada de maneira cristalina.
Valem destaque duas cenas. Aquela em que o policial militar Russo (Sandro Rocha), integrante da milícia, comanda uma festa no morro para apoiar a campanha do governador do Rio de Janeiro e o tempo todo  empunha uma arma. A outra é a do restaurante, onde está sendo tramada a expulsão do agora coronel Nascimento do Bope. Assim que ele entra no estabelecimento, porém, é aplaudido pelos clientes, que apoiaram a invasão ao presídio Bangu I durante uma rebelião. Os políticos, então, o abraçam e tiram proveito da situação.
As interpretações são irreparáveis.
Toda a equipe do filme está de parabéns. Dá gosto de ver "Tropa de Elite 2".   É nota dez. 

Um comentário:

Eunice Bemfica disse...

Gostei da sua análise, do detalhamento cuidadoso. Mas faço uma observação: imagina se você visse esse filme na tela gigante do cine Roxy, com aquele sistema de som sofisticado, potencializando suas muitas qualidades técnicas? Como diz a propaganda do Tele Cine "nada se compara ao cinema no cinema". Nem sempre, talvez. Mas o conceito se aplica à " Tropa de Elite 2". Parabéns pelo texto!

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