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segunda-feira, 30 de dezembro de 2013

Veja como costurei uma blusa de retalhos à mão e pude exercitar a paciência e relaxar

Fotos de Lídia Maria de Melo
Retalhos de tricoline
Blusa pronta
 Para quem utiliza demais o lado intelectual, por necessidade profissional ou atividade diletante, executar um trabalho manual pode ser salutar. É uma oportunidade de ativar áreas do cérebro que permanecem em repouso na maior parte do tempo. É também uma maneira de exercitar a paciência e de relaxar.
No sábado antes do Natal, dia 21, resolvi comprar uns retalhos e confeccionar uma blusa. Apenas por puro prazer de produzir uma peça para eu mesma usar. Não tencionava fazer nenhuma obra de arte.
Para realizar a tarefa, resgatei os conhecimentos adquiridos quando tinha 10, 11 anos de idade, na época em que fiz o antigo curso ginasial e tive aulas de bordado e costura em um colégio de freiras, o Coração de Maria, em Santos. Nessa época bordei um paninho de mesa com ponto cruz e bainha aberta, além de cortar e costurar uma saia branca de piquê. Por sinal, esse tecido, que ficou fora de moda por muitos anos, agora anda em todas as vitrines.
Botões de madrepérola nos ombros
Aos 16 anos, confeccionei uma bolsa também de piquê branco em formato de meia lua e com alça de passamanaria rosa e branca. Fez o maior sucesso na escola. Ainda costurei uma saia de retalhos multicores. Usei com um colante vinho em uma feijoada para arrecadar fundos para a formatura do Curso Normal (atual Magistério). Fiz também uns coletes de lã em crochê. Com o passar do tempo, o máximo que me atrevi foi costurar bainha de calças ou pregar botões.
Parte das costas
Agora, quis aproveitar o período de férias para deixar um pouco de lado livros, jornais, revistas e computador e pôr em prática meus parcos "dotes" de costureira.
Recorri aos retalhos porque tenho uma atração pelo efeito que eles produzem quando dispostos lado a lado. (Um dia ainda vou comprar uma poltrona de retalhos que sempre admiro em uma loja de móveis em um shopping da cidade. Não sei se terei onde colocá-la, mas satisfarei este meu desejo).
Durante as compras de Natal, fiz uma descoberta: os retalhos voltaram à moda. Estão em todas as vitrines de lojas e em revistas expostas em bancas de jornais. Não é que estou em sintonia com as novas tendências?
Pala das costas
Então, aqui vai o passo a passo de minha blusa:
1. primeiro comprei retalhos de tricoline;
2. descobri que coincidentemente a padronagem de alguns retalhos combinavam entre si, tendo como base as cores preta, branca e cinza;
3. utilizei linhas nessas três cores para costurar à mão;
4. não usei a máquina portátil de costura de minha mãe porque há anos ela está parada e não funciona direito; além disso, costurar à mão é mais prazeroso;
5. para quem, como eu, usa a madrugada para realizar tarefas e mora em apartamento, a máquina seria um inconveniente, porque faria barulho e certamente incomodaria a vizinhança do prédio;
6. usei nove botões de madrepérola (cinco para abotoar a frente, um para enfeitar as costas e três para enfeitar um dos ombros); uns, eu encontrei na caixa de costura de minha casa, outros, eu comprei;
7. na parte frontal da  blusa foi utilizada variedade maior de retalhos;
8. nas costas, usei somente dois tipos: na pala, um com motivos em preto e branco; no restante, quatro retalhos em petit-pois (em  francês, lê-se: petipoá); neste caso, bolinhas brancas no fundo preto;
9. com papel manteiga, copiei o molde de uma blusa que tenho;
10. fiz adaptações nas costas, costurando uma prega: na blusa que serviu de modelo e foi confeccionada com tecido fluido (leve), ela caía bem; na de tricoline, o caimento da prega não seria o mesmo.

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