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sexta-feira, 25 de outubro de 2013

Assassinato de Vladimir Herzog completa 38 anos

Hoje faz 38 anos que o jornalista Vladimir Herzog foi morto sob tortura em São Paulo, nas dependências do DOI/Codi  (Departamento de Operações de Informações e Centro de Operações de Defesa Interna), órgão de repressão do Exército Brasileiro.
É uma data que não pode ser esquecida, para o bem da democracia.
O crime abalou as estruturas da ditadura em vigor no Brasil.
Alguns livros contam o que aconteceu com Vlado em 25 de outubro de 1975 e as consequências desse fato. O primeiro que li foi "Dossiê Herzog - prisão, tortura e morte no Brasil", lançado em 1979 por Fernando Pacheco Jordão. Trata-se de uma narrativa baseada em documentos e no testemunho do autor, que era amigo de Herzog.
Este ano, o jornalista Audálio Dantas, presidente do Sindicato dos Jornalistas Profissionais do Estado de São Paulo em 1975, lançou "As duas guerras de Vlado", que acaba de ganhar o Prêmio Jabuti.
Em 1997, ou seja, há 16 anos, tive o orgulho de receber o Prêmio Vladimir Herzog de Anistia e Direitos Humanos, na categoria Literatura, com o conto Bala Perdida.
Realizada no Parlatino, no Memorial da América Latina, a cerimônia foi apresentada pelo jornalista Hermano Henning e contou com a presença de Clarice Herzog, Ivo Herzog e Clara Charf (viúva de Carlos Marighella). Fui apresentada a eles por Marilu Cabañas, quatro vezes ganhadora do prêmio.
Além de minha família, alguns colegas jornalistas de Santos foram me prestigiar (Luigi Bongiovanni, Francisco Nascimento, seu Chiquinho, Lula Terras, João Rainho e Carlos Conde).
A cobertura para o jornal A Tribuna, de Santos, foi feita por José Luiz Araújo e o fotógrafo Mingo Duarte.
No site do Prêmio Vladimir Herzog, meu nome está incluído na relação dos vencedores. A página disponibiliza ainda um link para a leitura do conto, resumido como a "história de um menino pobre, que adorava balas e acabou vítima de uma bala perdida".
O conto também pode ser lido no site da União Brasileira dos Escritores (UBE)
(*) Saiba mais sobre o jornalista assassinado durante a ditadura militar no site do Instituto Vladimir Herzog.
(*) Veja ainda o comentário que escrevi em 25 de setembro do ano passado, clicando em Vladimir Herzog: justiça nas mãos de dois juízes.
(*) Leia também Vladimir Herzog, escrito em 25 de outubro de 2006. 

3 comentários:

Fernando Marques disse...

Olá como vai??

Me chamo Fernando Marques, sou um dos produtores do projeto Censura a Ditadura, que é um projeto cultural de conclusão de curso técnico em eventos. Gostei muito dos seus depoimentos e gostaria de saber como faço para poder exibir os mesmos!! Se a senhora puder me passar o email de contato!

Desde Já agradeço e Aguardo o contato!

Fernando Marques disse...

meu email é fernandomarquesjc@hotmail.com !! se a senhora pude entrar em contato para falarmos sobre o projeto eu agradeceria muito!

Marcelo Pirajá Sguassábia disse...

Realmente, Lídia, esta é uma data que merecidamente precisa ser lembrada. Não sabia do prêmio que recebeu, e lerei com prazer o seu conto. Aproveito para agradecer o comentário sobre meu texto da semana. Um grande abraço pra você!

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