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sexta-feira, 15 de julho de 2011

Com Harry Potter, J.K.Rowling apoia sem querer luta de roteiristas pela autoria de filmes

Capa do Livro
Divulgação/Editora Rocco
A série do bruxinho mais famoso do mundo chega ao fim nas telas dos cinemas, com a estreia do último filme, Harry Potter e As Relíquías da Morte, parte II.
Fala-se da saudade dos fãs, da tristeza dos atores que se despedem de seus personagens, da bilionária arrecadação....
Mas um aspecto escapa à maioria. Quem é que sabe de cor os nomes dos diretores dos filmes que levaram milhões e milhões de pessoas aos cinemas do planeta ao longo de anos? Só fazendo uma pesquisa no Google ou recorrendo à Wikipédia.
Normalmente, em Hollywood, a identificação dos diretores aparece em destaque: Um filme de...
Essa conduta de associar o filme apenas ao nome do diretor já rendeu poucas e boas no universo cinematográfico, com consequente greve de roteiristas em Los Angeles e o rompimento notório dos mexicanos Guillermo Arriaga e Alejandro Iñarritu, por causa de Amores Brutos, 21 Gramas e Babel. Autor dos roteiros, Arriaga nunca concordou que Iñarritu, diretor, assinasse exclusivamente as películas.
J.K.Rowling
Wikipédia/Steven Hill (Sjhill)
No caso de Harry Potter, os livros foram escritos por J.K.Rowling, mas o trabalho cinematográfico ficou a cargo de roteiristas e diretores diferentes. Para o público, no entanto, Rowling é a única responsável pela saga que o fez caminhar pelo mundo mágico da fantasia.
Sem dúvida, a escritora inglesa J.K.Rowling não só cunhou seu nome na história da literatura mundial, mas também o marcou para sempre nos anais da sétima arte.
Sem querer, deixou como herança um apoio de altíssimo quilate às reivindicações dos roteiristas.
O autor de um filme não pode ser somente o diretor, afinal a ideia da história surgiu da cabeça de quem?