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domingo, 30 de janeiro de 2011

Mais uma marquise desaba em Santos
e mata mais uma pessoa. Absurdo!

O assunto ''desabamento'' sempre me deixa inconformada. Na verdade, indignada.
Se algum prédio desaba, se alguma marquise vem ao chão, é porque alguém falhou onde não deveria. Alguém deixou nas mãos do acaso, do destino, da providência divina a função de fiscalizar, de atentar aos mínimos detalhes para preservar a vida, que é o bem maior. Alguém foi negligente.
Ontem à tarde, desabou um prédio altíssimo em Belém do Pará. Pessoas morreram e outras ficaram desabrigadas. E era um prédio novo, em bairro nobre, onde os apartamentos são caros, quase como os de Santos.
Também ontem, mas de manhã, mais uma marquise desabou em Santos, causando a morte de uma pessoa. Um jovem trabalhador de 33 anos. Na Praça Barão do Rio Branco, no Centro Histórico.
Quando li o jornal hoje de manhã, fiquei mais uma vez inconformada (Marquise desaba e faz vítima fatal, de Patrícia Fagueiro, jornal A Tribuna).
Poderia ser com qualquer um de nós. Comigo, minha família, meus amigos, meus colegas de trabalho, meus conhecidos, com qualquer outra pessoa, além de Cleber Beltrame de Souza, que teve a infelicidade de estar passando por aquele local exatamente no momento da queda. Dirigia-se ao escritório onde trabalhava.
Para imaginar as consequências das tragédias, é só se colocar no lugar das vítimas.
Como ser humano, costumo fazer isso. Como jornalista, jamais deixo de fazer isso. Sinto como se fosse comigo e com os meus.
Autoridades deveriam agir do mesmo modo.
As marquises santistas em outras épocas eram construídas por exigência legal. Hoje, a lei é outra. Então, por que não mandar derrubar todas elas antes que mais vítimas morram?
Nem vou me estender neste comentário. Reproduzirei abaixo um outro que publiquei no jornal A Tribuna em 2 de julho de 2008, quando um homem escapou por um triz de morrer soterrado embaixo de quilos e quilos de concreto.
Meu pensamento é igual. Minhas reivindicações também.
A matéria foi elaborada na noite de 1º de julho de 2008 (Marquise desaba no Boqueirão) pelo repórter Vinícius Holanda. Fiz a edição, uma análise sob o título Um desafio a autoridades e uma retrospectiva de acidentes anteriores.
Clique na imagem para ler.

Leia matérias de A Tribuna Digital aqui e aqui.

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