domingo, 29 de novembro de 2009

Mariza, a nova rainha do fado

No Brasil, quando se fala em fado, o ritmo tradicional português, pensa-se logo em Amália Rodrigues. Mas os portugueses têm uma nova rainha do fado.
É a moçambicana Mariza, radicada em Lisboa desde a infância e que se intitula cantadeira de fados.
Mariza, que se dedica a esse gênero musical desde os 5 anos de idade e tem esse nome em homenagem à cantora brasileira Marisa Gata Mansa, foi ao Programa do Jô na quinta-feira e arrasou.
Ela conseguiu fazer o Jô Soares ficar em silêncio e boquiaberto. Não apenas cantando fado, no português lusitano, mas interpretando Cadeira Vazia, de Lupicínio Rodrigues e Alcides Gonçalves, em português brasileiro, à semelhança de Elis Regina.
Para ouvir essa interpretação com sotaque brasileiro, clique no vídeo postado no Youtube por MD9290.

Para assistir à entrevista dela no Programa do Jô, clique aqui.
Pena que nesse vídeo ela não apareça cantando o fado Rosa Branca, na abertura do programa, e de Oh, Gente da Minha Terra, no encerramento.
Mas encontrei no Youtube interpretações dessas músicas em outras ocasiões.
Ouça Rosa Branca, que foi postada por WorldConnections.


E Oh,Gente da Minha Terra, postada por Somerset2004.

quarta-feira, 25 de novembro de 2009

Embarcação com jornalistas vira em São Vicente. Ninguém usava colete salva-vidas


                                                                  Lídia Maria de Melo
O uso de colete salva-vidas por passageiros de qualquer embarcação deveria ser obrigatório. Não basta ter no barco, o passageiro precisa vestir.
Que o digam os d
ez jornalistas de veículos de comunicação da Baixada Santista, que enfrentaram uma situação apavorante hoje, 25 de novembro de 2009.
Enquanto realizavam uma reportagem, o barco em que estavam bateu em outra embarcação e virou no Canal dos Barreiros, em São Vicente. (Assista ao vídeo da Rede Globo no final do texto)

Ninguém usava colete salva-vidas, embora alguns não soubessem nadar. Um dos jornalistas integra minha equipe de repórteres no jornal A Tribuna.

Ele falava comigo ao telefone, para dar o retorno da reportagem que estava fazendo, quando de repente a linha caiu. Retornei o telefonema, mas deu caixa-postal. Somente após uma hora, ele voltou a telefonar, para relatar o acidente. Perdeu todas as anotações, inclusive os óculos e o próprio celular.
Graças à ação rápida de outros jornalistas que se atiraram na água para prestar socorro, ninguém se afogou. Entre os que ajudaram no salvamento, estava o secretário de Comunicação de São Vicente, Clóvis Vasconcellos, jornalista de formação, com quem trabalhei por anos no jornal A Tribuna.

Foi um grande susto, que poderia ter terminado em tragédia.
Quando se navega no mar, em rio ou lago, o certo é usar o colete salva-vidas.
Quem atravessa o canal do estuário entre Santos e Vicente de Carvalho, ou entre Santos e Guarujá, utiliza barca, barquinha, catraia e balsa.
Em todas essas embarcações, há coletes salva-vidas, mas eles servem apenas de enfeites. Ninguém os utiliza.
Quando uma embarcação vira, não há tempo para colocar. Então, o correto seria vestir assim que se entra na lancha. 
As regras de segurança existem, mas infelizmente quase todo mundo faz vistas grossas.
Vale pensar a respeito.


domingo, 22 de novembro de 2009

Emoções nocivas

As emoções têm poderes que ainda não conhecemos totalmente.

Em maio de 1992, Pedro Collor de Mello denunciou um esquema de corrupção envolvendo Paulo César (PC) Farias, tesoureiro de Fernando Collor de Mello, presidente do Brasil e seu irmão. Pedro chegou a lançar o livro Passando a Limpo _ A Trajetória de um Farsante, com a jornalista Dora Kramer, contando detalhes.
Em dezembro de 1994, Pedro Collor morria vitimado por um câncer no cérebro aos 42 anos de idade. Acho que ele denunciou, mas não suportou. Involuntariamente, puniu-se com a doença.


Na sexta-feira à noite, Dia da Consciência Negra, o ex-prefeito de São Paulo Celso Pitta morreu de câncer no intestino. Afilhado político de Paulo Maluf, Pitta foi acusado de corrupção passiva quando ainda comandava a prefeitura paulistana.
No ano passado, foi preso dentro da Operação Satiagraha, da Polícia Federal. Era investigado por corrupção passiva, lavagem de dinheiro, evasão de divisas e formação de quadrilha. Foi levado preso de casa, trajando pijama. Tudo diante de câmeras de televisão.
Na sua relação de problemas, estavam ainda as questões familiares, com a ex-mulher e os filhos. Independentemente de ser culpado ou não, acho que Pitta também não suportou o rol de acusações e o péssimo relacionamento com a família. Descarregou suas emoções no corpo.

Em 2006, foi o câncer que matou também, aos 42 anos, Sandra Regina Machado Arantes do Nascimento Felinto, filha primogênita de Pelé. Ela só foi reconhecida após recorrer à Justiça em 1991. Apesar de tê-la registrado, obedecendo a determinação judicial, Pelé jamais deu a Sandra o que ela buscava: amor ou, ao menos, carinho e atenção. Sandra foi eleita vereadora em Santos, escreveu um livro contando sua história, casou-se, teve dois filhos (um deles, com extremo talento com a bola), mas aparentemente não suportou o desprezo do pai. Desenvolveu também um câncer.

Esses são apenas três exemplos dos efeitos emocionais no organismo.
Minhas opiniões não se baseiam em dados científicos, mas em observações.

sexta-feira, 20 de novembro de 2009

De apagão a Consciência Negra,
passando por República e minissaia

Alguns assuntos foram notícias este mês, mas a falta de tempo me impediu de fazer postagens sobre eles. Mesmo com atraso, acho que ainda é hora de escrever.

Apagão
(Foto de Lídia Maria de Melo)Quando um pão se torna verde de mofo, certamente o prazo de validade já venceu.
Para quem enxerga normalmente, encontrar na embalagem a data-limite para consumo de um produto é tarefa que envolve certo pendor investigativo.
Fico imaginando como deve ser difícil para um cego conseguir saber esse prazo. Essa dificuldade é muito maior para eles, já que os prazos não estão traduzidos em braile.
No entanto, durante o apagão que atingiu 18 estados brasileiros, das 22h15 do dia 10 até às 5 horas do dia seguinte, os cegos tiraram a escuridão de letra.
Eu estava quase saindo do trabalho quando tudo virou breu. A interrupção abrupta de energia me fez lembrar de 1999. Também me veio à mente uma notícia da Folha de S. Paulo sobre a ação de hackers em nosso sistema elétrico. Achei uma grande coincidência que, um ou dois dias depois da tal notícia, ficássemos totalmente dependentes da luz de velas, lanternas e celulares.
Para mim, foi uma ação hackeriana. Os responsáveis por ela, sempre uns garotos, quiseram mandar um recado: ''Fomos nós mesmos''.
Para o Governo Federal, essa hipótese é absurda. E toda a responsabilidade recaiu sobre a natureza. Foram os raios que partiram os cabos de transmissão de Itaipu. Fizeram até um especialista do Inpe (Instituto Nacional de Pesquisas Espaciais) se calar. Desclassificaram suas declarações de que raios não seriam capazes de provocar aquele incidente.
Ainda bem que não somos bobos e o País inteiro (ao menos, a população dos 18 estados que ficaram às escuras) ainda busca a verdadeira razão de termos ficado nas trevas durante horas. Quando voltei para casa, fui obrigada a usar o farol alto. Olhar pelo retrovisor era ver na natureza a cor negra. No meu prédio, as lâmpadas de emergência não funcionaram. Subi as escadarias com a luz do celular. Por sorte, ainda restava um mínimo de bateria. Pude aproximar do número do andar e do apartamento. Sem esse recurso, não sei como teria me virado. Também por obra do acaso, meu carro estava abastecido. Normalmente, deixo para fazer isso quando retorno do trabalho. Sem energia, seria impossível as bombas dos tanques de combustível funcionarem. Quase tudo é automatizado nos tempos atuais. Essa é uma das desvantagens da modernidade. Ficamos impotentes diante dos imprevistos.
Na tarde posterior ao blecaute, imaginei: para os cegos, não houve problemas, a não ser tomar banho frio de chuveiro, ter alimentos estragados no refrigerador, não poder usar o elevador...
Foi justamente isso que o Jornal da Tarde confirmou na sua edição do dia 15. Pessoas que não enxergam disseram que ''ouviram'' o apagão quando os que têm visão normal lamentaram a falta de luz com sonoros: ''Ai!, Oh!'' e outras interjeições mais. Eles não ficaram sem saída.

República
No domingo, dia 15, a República brasileira completou 120 anos.
Na antiga escola primária, aprendi a cantar o hino composto por Leopoldo Miguez (música) e Albuquerque e Medeiros (letra). Hoje, nem sei se ainda ensinam. Decorei tudo, porque era obrigada. Entender o sentido das palavras é que eram elas. Para isso, é imprescindível um dicionário.
Vamos lá:
Seja um pálio de luz desdobrado,
Sob a larga amplidão destes céus.
Este canto rebel, que o passado
Vem remir dos mais torpes labéus!
Seja um hino de glória que fale
De esperanças de um novo porvir!
Com visões de triunfos embale
Quem por ele lutando surgir!
Comentário: Pálio não é modelo de carro. Entre os vários sentidos da palavra, aqui é ''manto''. Desdobrado: estendido. Rebel vem de rebelde. Remir: redimir, perdoar. Torpes: desonestos, repugnantes. Labéus: manchas na reputação, erros, desonras. Porvir: futuro, tempo que há de vir.
Melhor entendendo: Que o hino seja um manto de luz estendido sob o vasto céu, que seja um canto rebelde que vem perdoar (ou reparar) os erros infames ou repugnantes do passado. Que seja um hino de honra, de orgulho (glória) que fale de esperança e de um novo futuro. Que embale com visões de triunfos quem surgir lutando por ele (pelo futuro).
(refrão)
>>Liberdade! Liberdade!
>>Abre as asas sobre nós,
>>Das lutas na tempestade
>>Dá que ouçamos tua voz
*
Nós nem cremos que escravos outrora
Tenha havido em tão nobre País...
Hoje o rubro lampejo da aurora
Acha irmãos, não tiranos hostis.
Somos todos iguais! Ao futuro
Saberemos, unidos, levar
Nosso augusto estandarte que, puro,
Brilha, ovante, da Pátria no altar !
(refrão)....
*
Se é mister que de peitos valentes
Haja sangue em nosso pendão,
Sangue vivo do herói Tiradentes
Batizou neste audaz pavilhão!
Mensageiro de paz, paz queremos,
É de amor nossa força e poder,
Mas da guerra, nos transes supremos
Heis de ver-nos lutar e vencer!
(refrão) ...
*
Do Ipiranga é preciso que o brado
Seja um grito soberbo de fé!
O Brasil já surgiu libertado,
Sobre as púrpuras régias de pé.
Eia, pois, brasileiros avante!
Verdes louros colhamos louçãos!
Seja o nosso País triunfante,
Livre terra de livres irmãos!
(refrão) ...
O refrão era (e é) a parte de que eu mais gostava ( e gosto).
Agora, quem desejar entender o restante do hino, deve se debruçar sobre um dicionário e se empenhar na pesquisa. Certamente, não perderá tempo. Ao contrário, ganhará conhecimento. A vida não é feita somente de praia, cinema, televisão e balada. Boa sorte.

Consciência Negra.
Hoje é Dia da Consciência Negra, em homenagem a Zumbi dos Palmares.
Esse assunto merece uma postagem à parte. Mas ficará para outra ocasião. Não precisamos de data específica para pensar e abordar temas. Como diz a música da Baby do Brasil (para mim, sempre Baby Consuelo), ''todo dia é dia de índio''.
Num país miscigenado como o nosso, todo dia tem que ser dia de negro, índio, mulato, cafuzo, mameluco, branco, caboclo, amarelo e sei lá mais quantas classificações querem.
Para mim, todo dia é dia de gente, de ser humano. Todo dia é dia de respeitar os direitos desses seres multicores. Todo dia é dia dos direitos humanos. Todo dia é dia da raça humana. Todo dia é dia de ser contrário ao preconceito.
Liberté, Egalité, Fraternité!

MinissaiaPor falar em direitos, na madrugada de domingo, dia 15, assisti ao programa Altas Horas, apresentado pelo Serginho Groisman na Rede Globo.
De novo fiquei decepcionada com o comportamento dos universitários. Dessa vez, dos que estavam na plateia. A Geisy Arruda, a garota do vestido rosa-choque curto, foi entrevistada. Achei que o público se comportou de maneira tendenciosa com ela. A grande maioria das perguntas embutia um tom de reprovação pelo traje da estudante. Um ou dois universitários condenaram abertamente o comportamento dos jovens que a hostilizaram na Uniban.
No Altas Horas, predominou a ideia de que Geisy era culpada pela conduta deles. Tal aquela tese de que, se a mulher foi estuprada, é sinal de que estimulou o estuprador.
E pensar que nos anos 60 a minissaia era símbolo de atitude, de modernidade, de vanguarda. Hoje, tantos jovens demonstram mentalidade tão retrógrada, tão reacionária!...
Parece que o mundo já foi mais moderno!

domingo, 15 de novembro de 2009

Meu blog selecionado pela VejaBlog

VejaBlog - Seleção dos Melhores Blogs/Sites do Brasil Recebi hoje o seguinte comentário:
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sexta-feira, 13 de novembro de 2009

ONGs ajudam a salvar vidas

Já que não posso ir aos lugares do mundo em que a miséria impera, já que não tenho tempo de me dedicar a uma causa voluntária, ajudo organizações não governamentais que desenvolvem projetos capazes de minimizar o sofrimento de pessoas.
Uma delas é a Casa da Esperança de Santos, um centro de reabilitação de doentes físicos e mentais, criado pelo médico Samuel Augusto Leão de Moura. O trabalho é realizado por equipe multidisciplinar desde 24 de julho de 1957. Quem desejar saber mais sobre a instituição pode acessar o site http://www.casadaesperançasantos.org.br/ .
Também contribuo com a ONG Médicos Sem Fronteiras, fundada em 1971 por um grupo de jovens médicos e jornalistas. Eles tinham trabalhado como voluntários em Biafra, região da Nigéria (África), que no final dos anos 60, estava sendo destruída por uma guerra civil brutal.
Para conhecer mais, basta acessar http://www.msf.org.br/

domingo, 8 de novembro de 2009

Num ato de incompetência e intolerância, Uniban expulsa estudante do vestido rosa

A Uniban resolveu expulsar a estudante de Turismo Geisy Arruda, de 20 anos. Na noite de 22 de outubro, no período de aulas no campus da universidade em São Bernardo do Campo, a universitária foi encurralada e ofendida coletivamente por centenas de alunos.
O motivo do ataque foi o vestido rosa-choque que ela trajava. De mangas compridas, a peça tinha o comprimento das roupas que jovens de sua idade costumam usar. A diferença é que a barra canelada se ajustava ao corpo e ia subindo conforme ela andava ou sentava. Com isso, suas coxas ficaram mais expostas, como se estivesse de shorts.
Para um país com temperatura tropical, como o nosso, e onde uma boa parcela da população jovem e feminina anda de barriga de fora, não seria de se esperar que a vestimenta de Geisy provocasse tanto furor. Mas foi o que ocorreu.
Após algumas horas de intenso tumulto nos corredores da universidade, ela precisou ser escoltada por policiais e vestir o jaleco de um professor para poder sair do campus em direção a sua casa. Mesmo assim, ao som de um sonoro palavrão, repetido em coro por vozes masculinas. Vídeos postados no site Youtube atestam os atos insanos.
O tumulto em si já é notícia velha, como se diz no jargão jornalístico. Mas a expulsão é um novo capítulo que faz aumentar a indignação de quem já se espantou com o comportamento irracional dos universitários que acossaram a jovem de vestido rosa-choque.
Em outros tempos, os universitários tinham postura de vanguarda. Por isso é que, ao longo da história, eles sempre aparecem empunhando bandeiras em favor das liberdades e dos direitos civis.
Na Uniban, ocorreu o contrário. Os estudantes discriminaram, julgaram, condenaram, expuseram ao ridículo e, por pouco, não atacaram fisicamente a jovem que tem o direito de expressar seus modos por meio da roupa que usa.
Se o traje era tão inadequado e feria os princípios da convivência, por que ela foi admitida no campus, assim que chegou para as aulas? Com certeza, ninguém na portaria observou algo fora do comum.
Depois de ter chamado a atenção, enquanto foi ao banheiro, passou a ser hostilizada. Mesmo dentro da sala de aula, continuou a ouvir insultos que partiam de estudantes que se postaram no corredor em frente à classe. Foi preciso chamar a polícia para garantir a integridade física da garota.
Agora, a universidade publica nota na imprensa oficializando a expulsão da aluna, sob o argumento de que ela provocou o comportamento dos demais estudantes.
Que retrocesso! A lógica que dá base à expulsão de Geisy é a mesma de quem atribui à vítima de estupro a responsabilidade pelos atos do estuprador. É o mesmo argumento de quem acredita que, se o marido espanca a mulher, ela deve ter provocado de alguma maneira o comportamento agressor.
Sob todos os aspectos, é lamentável a atitude da Uniban. De uma universidade, espera-se uma atitude que colabore para a formação moral e ética de seus estudantes. Não basta ensinar a técnica. É preciso ajudar a construir valores. Mas não esses, da segregação e da injustiça. Não esses valores que respaldam o açodamento, a execução em praça pública, o apedrejamento, sem direito à defesa.
A decisão da Uniban é o apoio explícito à intolerância e uma prova de incompetência para atuar na área educacional.
Em tempo: as imagens que mostram os estudantes ensandecidos nos corredores da Uniban me fizeram lembrar da tradicional e polêmica Farra do Boi, realizada no sul do Brasil e em países como a Espanha.

sábado, 7 de novembro de 2009

Maracatu Quiloa

Num domingo à tarde, um batuque forte me chamou a atenção. O ritmo que convidava à dança vinha da Praça Caio Ribeiro de Moraes e Silva, um lugar tomado por árvores gigantes.
Apanhei minha câmera digital e fui saciar minha curiosidade. Em poucos minutos estava diante de rapazes, moças e uma criança, que trajavam roupas coloridas. Uns dançavam desinibidos, enquanto outros tocavam instrumentos vários.
Era o Maracatu Quiloa, que fazia seu arrastão na praça em frente ao Sesc, no bairro Aparecida, em Santos. Ali, nas tardes de domingo, é montada uma feira de artesanatos.
Pois era nos estreitos corredores formados pelas barracas dos expositores que o Quiloa deslizava seu ritmo e entoava suas canções, denominadas loas.
Imediatamente coloquei a filmadora para funcionar. O resultado pode ser conferido no vídeo abaixo.




Fundado em 5 de outubro de 2003, o grupo tem por objetivo difundir o maracatu de baque virado, manifestação cultural originária de Pernambuco que utiliza instrumentos de percussão, como alfaias, agbés, gonguês, caixas, ilus, atabaques e mineiros.
O Quiloa tem sede no número 99 da Rua General Câmara, no Centro de Santos. Na esquina dessa rua com a Itororó, seus integrantes ensaiam às quartas-feiras, a partir das 19h30.

Entre suas canções, está ''Saia'': Bota a saia pra rodar/bota o corpo pra mexer/isso é maracatu/ de baque virado pra valer (bis)/ O caixeiro vai chamar/o bombo estremecer/toque agbê, mexe o ganzá/ esse é o quiloa pra você''.
O grupo foi alvo de matéria no jornal A Tribuna de ontem (texto de Vinícius Holanda, foto do Alberto Marques e edição minha) e no site do jornal, que exibiu ainda parte de meu vídeo.
Se desejar conhecer mais, acesse o blog do Quiloa.